Mostrando postagens com marcador Rachel McAdams. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rachel McAdams. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de julho de 2012

SHERLOCK HOLMES: UM JOGO DE SOMBRAS - SHERLOCK HOLMES: A GAME OF SHADOWS


NOTA: 5.
- Tem certeza que quer jogar esse jogo?

Eu procurei em diversos posteres deste filme, e em nenhum deles encontrei o personagem Sherlock Holmes sem uma arma na mão. O objetivo parece ser claro: é ingenuidade minha ou de qualquer outra pessoa esperar que nessa época tenhamos um filme fiel às histórias do famoso detetive. Não importa que se passe há mais de um século atrás, Holmes vive num lugar com tiroteios e explosões a cada esquina, além de lutas que nada lembram o antigo boxe inglês.
Há sim a possibilidade de vermos a Inglaterra vitoriana, e até mesmo Suiça e Paris, mas para isso o espectador tem que olhar atentamente, pois o filme se movimenta tão bruscamente de um lado para o outro que se piscar perde. Esse é um filme de ação moderno igual a todos os outros, a única diferença é que os personagens estão fantasiados. Quando se segue um filme que fez mais de meio bilhão nas bilheterias, não parece haver chances para mudar alguma coisa, somente aumentar o que já foi feito.
Quando digo somente aumentar, digo que todos os efeitos do primeiro se repetem nesse segundo. Além de Holmes (novamente, Robert Downey Jr.) conseguir proferir ainda mais insultos, temos novamente a "Visão Holmes" (ou seja lá como ele as chamam), onde a luta se passa toda em câmera lenta na mente do detetive para somente depois assistirmos em velocidade normal, exceto que há um detalhe de mostrar que outras pessoas podem quebrar a "clarividência" de Holmes.
Como foi insinuado no primeiro filme, aqui temos a presença do Professor James Moriarty (Jared Harris), gênio do crime e nêmesis de Holmes, que, disfarçado de professor em uma universidade, planeja uma espécie de guerra mundial que o faria lucrar muito. Ao que parece, ele é dono da maioria das fábricas de armas e munições e faturaria muio dinheiro vendendo para os dois lados mesmo que colocasse grande parte da Europa em risco. Holmes se transforma numa espécie de James Bond, a única salvação do mundo.
Holmes é um personagem adaptado das mais diversas maneiras ao longo das décadas, tanto que o próprio criador, Sir Arthur Conan Doyle, foi capaz de algumas. Então é realmente difícil exigir que Guy Ritchie não tome certas "liberdades criativas", mas acredito que seria decente esperar que o embate entre os lendários antagonistas pudesse nos oferecer um pouco mais de inteligência, intrigas, suspense e reviravoltas na trama. Por isso a deficiência desses elementos, e até mesmo a falta de alguns deles, me deixa um tanto quanto frustrado.
Não que inteligência seja necessária em um filme como esse, ainda estamos falando de um filme de Guy Ritchie, onde todos tem que ser cool, e não lá muito espertos. Por isso temos muitos personagens para chamarem atenção, incluindo uma participação de Rachel McAdams novamente interpretando Irene Adler, a um pouco maior de Noomi Rapace como uma cigana e um Jude Law como Watson agindo de forma mais acertada que no primeiro filme, mas ainda é um filme sobre Holmes, e Downey Jr. não está tão bem quanto de costume cuspindo suas falas como se quiser logo acabar com tudo e receber seu cachê.
Um pouco decepcionante se ainda levarmos em consideração (alguém ainda leva?) o material à disposição dos realizadores, mas na média se considerarmos que estamos diante de mais um filme de ação. Para azar deles, competiram com filmes de ação muito mais interessantes como Missão Impossível e Tintin, mas deve ter feito o suficiente para garantir que esse novo Holmes permaneça vivo nas telas. Ainda tenho a esperança que o personagem envelheça com sua plateia assim como Harry Potter fez um dia.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

MEIA-NOITE EM PARIS - MIDNIGHT IN PARIS


NOTA: 9.
- Nenhum assunto é terrível se a história é verdadeira. Se a prosa é limpa e honesta, e se afirma coragem e graça sob pressão.

Acho que a melhor forma de começar essa resenha é com a seguinte frase: CUIDADO, A RESENHA DESSE FILME CONTÉM SPOILERS. Se você não assistiu o filme, talvez seja melhor fazê-lo antes de ler mais alguma coisa. Tendo avisado, espero que não haja reclamações. E tudo isso porque acho complicado falar sobre o filme sem falar da fantasia tecida por Woody Allen. Então se já assistiu, vá em frente. Se ainda não assistiu, continue por sua conta e risco.
A história é sobre um casal que está passando férias em Paris junto com os pais da moça. Eles são Gil (Owen Wilson) e Inez (Rachel McAdams) que parecem estar apaixonados um pelo outro. Basta mais alguns minutos de projeção para percebermos que ele está na verdade apaixonado por Paris. Ele quer andar pela cidade, passear pela chuva e respirar o mesmo ar que grandes artistas respiraram nos anos 1920. Artistas como Hemingway, Fitzgerald e outras lendas.
As diferenças só começam a aumentar cada vez mais. Ele quer morar em Paris, ideia que ela rejeita. Sua ideia é morar com ele em uma casa em algum subúrbio dos Estado Unidos. Ele é um roteirista de Hollywood que está tentando escrever seu primeiro livro. Enquanto ela gosta de sair para fazer compras, ele quer sair para frequentar bistrôs e cafeterias que seus grandes ídolos costumavam frequentar em uma época que eles gostaria de ter vivido.
Para piorar a experiência dos dois em Paris, eles se encontram com um pedante amigo de Inez que os leva para diversos passeios e consegue estragar todos eles querendo demonstrar seus conhecimentos. Por isso, Gil se afasta em uma noite e resolve andar pelas ruas. Até que um antigo carro passa por ele e o convida para uma festa. Ao entrar no carro, ele descobre que está conversando com Scott (Tom Hiddleston) e Zelda Fitzgerald (Alison Pill).
Allen não tenta explicar como acontece essa volta para o passado que Gil realiza todas as noites, e nenhuma explicação é necessária. O importante é que ele volta e encontra Fitzgerald, T. S. Elliot, Picasso, Buñuel, Dalí e muitos outros que frequentavam o salão de Getrude Stein. Talvez esse seja um sonho de Allen, já que Wilson o interpreta até com certos trejeitos, ainda que de forma menos irritante que o próprio diretor costuma interpretar.
Não sou um fã dos filmes de Allen, mas reconheço que algumas vezes ele acerta em determinados filmes, e acerta em cheio. Apesar de muitos o considerarem um dos melhores diretores da atualidade, acho que falta um certo capricho em seus filmes na maioria das vezes. Mas há vezes como essa, que nenhuma falta de capricho pode estragar sua história. Não há nada do que se desgostar deste filme. E chega de falar do filme, a acreditem que ainda guardei inúmeras surpresas para todos.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

UMA MANHÃ GLORIOSA


NOTA: 7,5.
- O que o programa precisa é do que eu preciso: alguém que acredite nele.

Esta não é uma comédia romântica. Pelo menos, não no sentido convencional da garota que se apaixona por um cara. Aqui a história é sobre uma mulher apaixonada pelo seu trabalho e que vive para ele. Não é profundo, mas é bem divertido.
Becky Fuller (Rachel McAdams) é uma produtora de um jornal matutino que acaba de ser demitida. Desesperada para arrumar um novo emprego, ela acaba sendo contratada para trabalhar em outro programa matutino, mas esse é um programa com péssima audiência. Sua tarefa é melhorar a audiência do programa. 
Logo no primeiro dia ela não só descobre que a duração de produtor naquele programa é bem curto, como descobre que ele é o patinho feio da emissora. Por conta disso, ela até mesmo percebe que eles tem as piores instalações de todo o prédio. Sequer as maçanetas funcionam. Na primeira reunião é bombardeada por inúmeras perguntas, mas ela não só responde a todas sem pestanejar como ainda despede o co-apresentador. Botar o programa na linha não vai ser tarefa fácil.
Por isso ela revisa o contrato de uma lenda do jornalismo que está encostado na emissora sem fazer nada, Mike Pomeroy (Harrison Ford), e o convence a se transformar no novo co-apresentador do programa sob o risco de ter o contrato terminado. O problema é que o programa representa tudo que Pomeroy odeia em jornalismo, mas terá que fazer parte daquilo de qualquer jeito se quiser continuar recebendo.
Pomeroy e Fuller são opostos, e não é apenas pelo fato dele ter muita experiência e ela estar apenas começando. Ela é uma pessoa positiva, esperançosa, impulsiva e meio maníaca, mas ainda assim muito adorável. Ele é um carrancudo e tido por alguns como a terceira pior pessoa do mundo. Ele acha que o programa deve cobrir as notícias mais importantes antes de todo mundo. Bem, não é assim que esses programas funcionam.
Ford entrega seu melhor personagem em muitos anos. Não só é uma interpretação notável, como é muito engraçado mesmo. E estou incluindo o último Indiana Jones. Ainda assim é McAdams a força que move o filme. Sua energia é contagiante e é quase impossível não gostar dela. Diane Keaton também faz um ótimo trabalho, mas é muito mal aproveitada.
Dirigido por Roger Michell (Um lugar chamado Notting Hill), o filme tem roteiro de Aline Brosh McKenna (O diabo veste Prada). O material é mais ou menos parecido, sobre uma jovem mulher que é obrigado a lidar com uma pessoa maligna. Além disso, o próprio filme se repete na segunda metade. Mas é um filme muito divertido. Tudo segue uma fórmula, mas não acha ótimo quando uma fórmula funciona bem?

terça-feira, 11 de maio de 2010

SHERLOCK HOLMES


NOTA: 4.
"Eu não estou reclamando. Como posso reclamar? Quando foi que reclamei da sua prática de violino às 3 da manhã? Ou sua bagunça? Ou sua falta de higiene? Ou que você pega minhas roupas?" Watson

Se não fosse tão dramático, eu diria que Sherlock Holmes está morto. O personagem é um dos que mais foram interpretados no cinema e por mais de uma dezena de atores diferentes. Claro que como em qualquer adaptação o personagem se adequa à época que está sendo feito, mas sempre mantinha suas principais qualidades intactas. Mantinha. Holmes era um pensador de primeira e de elegância impecável, mas aqui ele encontra seu pior inimigo: o diretor Guy Ritchie.
Claro que não foi uma escolha feliz. Em toda a sua filmografia não há um personagem inteligente. Não é isso que interessa o diretor. O que o interessa é ter personagens cools. Desconfio que ele sequer saberia o que fazer com um personagem inteligente. Assim, Holmes é rebaixado a um sujeito relaxado, sujo e grosseiro que resolve seus casos com os punhos e não com o cérebro. Entre um caso e outro, nos livros, ele entra num período de estudo, no filme ele atira em paredes.
Uma tentativa frustrada de mostrá-lo como um pensador é usar seus conhecimentos nas inúmeras lutas. Primeiro a cena passa em câmera lenta com a descrição de como ele nocauteará o vilão, depois a cena se repete com a execução. Não parece interessante escrito aqui e o resultado é ainda pior nas telas. Se posso fazer algum comentário positivo sobre o diretor é sobre a escolha do visual do filme, que fica muito interessante, e uma certa melhora no resultado final que não fica tão cortado como ele costuma fazer normalmente. E só.
O filme já começa com lutas que resultam na prisão de Blackwood e posteriormente em seu enforcamento. Alguns dias depois, Blackwood parece se levantar dos mortos, e Holmes deve novamente solucionar o caso, que consiste em uma conspiração diabólica tão pouco interessante que no máximo serve de pano de fundo para as cenas de lutas (sei que parece repetitivo, mas é que são muitas lutas mesmo) que usam e abusam de efeitos especiais.
O que há de bom no filme, é a escolha dos atores. Jude Law como Watson é o par perfeito para o Holmes de Robert Downey Jr. Os dois, apesar de descaracterizarem seus respectivos personagens, estão ótimos em seus papéis. Só não fica perfeito pelo acréscimo de Rachel McAdams no papel de Irene Adler. Não que ela esteja ruim em seu papel, é só que seu personagem foi claramente posto na trama para ter um interesse romântico para Holmes. O resultado parece forçado demais.
Apesar de tudo, o filme estreou nas férias escolares e chegou a bater recorde de bilheteria em estréia. Com o resultado, financeiro obviamente, Ritchie já planeja o segundo prego no caixão do detetive com estréia prevista para 2011. Provavelmente para o terror de Sir Arthur Conan Doyle.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

INTRIGAS DE ESTADO


NOTA: 8.
- Você só quer a verdade. Você é tão hipocríta. Não está interessado em mim. Vem aqui e é tudo sobre você conseguir sua história. Eu confiei em você. Você é meu amigo. Você deveria ser meu amigo de qualquer jeito.

Intrigas de estado consegue condensar uma minissérie em pouco mais de duas horas de projeção mantendo uma história concisa, interessante e que critica o congresso americano. Isso aliado a um elenco classe A (incluindo Ben Afleck, que resolveu atuar de verdade) e o desempenho dos jornais diante das novas mídias. Acho que isso já é motivo o suficiente para assistí-lo.
Logo de cara temos um jovem correndo desesperado. Ele tromba nas pessoas, quebra coisas. Ele está correndo por sua vida. O final da corrida termina com sua morte. Esse é o caso que Cal (Crowe) começa a investigar. Ele é um repórter que parece conhecer todo mundo e que todos o conhecem. Ele rapidamente vê o que ninguém mais vê, talvez por isso o filme tenha apenas 2 horas. E isso vem de um homem que a primeira vista, apareceria apenas como um relaxado (tudo seu é bagunçado).
Aliada a ele está Della (McAdams), uma aprendiz de repórter que escreve para o blog do jornal. Se ela é a modernidade do jornal, cal a coloca junto com ele para aprender um pouco do jornalismo a moda antiga. Investigar ates de colocar qualquer coisa em seu blog. Ela deixa de ser uma blogueira para se tornar uma jornalista. E que sorte a dela que cai logo numa reportagem como essas.
O caso dela é sobre a morte de uma mulher que trabalha para um amigo de cal, um congressista chamado Stephen Collins (Afleck). Claro que os dois casos estão ligados e os dois começam a investigar juntos. A mulher morta está tendo um caso com Collins, mas o que há por trás do escândalo. Nesse caso envolve uma empresa militar que não responde a ninguém.
O filme tem um ótimo começo. O elenco dá conta do recado divinamente. Além dos citados, devo acrescentar as ótimas atuações de Bateman e Mirren, perfeitos em seus papéis. Mas de alguma forma, o filme que parece que vai decolar, nunca chega a deixar a pista de pouso. Tudo é resolvido sim, e bem resolvido, mas de forma não impactante. O final que deveria ser devastador para completar o ótimo começo, fica morno.
Fica pelo menos o personagem de Crowe. Um jornalista íntegro no meio do que o novo jornal está se tornando. Novo layout, corte de gastos entre outras coisas. Deve ser dificil para o jornal se manter com a internet como ameaça constante, mas pelo menos é bom saber que existem repórteres que buscam a verdade na podridrão. Eu leria a coluna dele.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

DIÁRIO DE UM PAIXÃO – THE NOTEBOOK


NOTA: 7,5.
Esse filme me surpreendeu. Não pela história principal, entre os jovens, mas é Gena Rowlands e James Garner que me surpreenderam.

O filme mostra um homem que visita uma mulher num asilo todos os dias, para ler para ela. Ele sempre lê a mesma história. A história sobre um casal que se apaixona. Ela é rica e ele é pobre, os pais não aprovam e a partir daí já sabe o resto, né? Pois é óbvio assim. Essa não é a beleza do filme.

A beleza é descobrir que o homem que lê é o personagem da história, e a mulher pra quem ele lê é a mocinha (em suas fases adolescentes, intrepretados por Rachel McAdams e Ryan Gosling). Ela tem uma doença que acaba com sua memória. Então ele lê para ela todo dia pra que ela possa se lembrar dele no final do dia.

Se isso não é romantismo, eu não sei mais o que pode ser. James Garner está simplesmente perfeito. Filme bem água com açúcar. Não é espetacular, mas vale a pena dar uma olhada...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...