quarta-feira, 10 de julho de 2013

SUPERMAN II


NOTA: 6.
- Venha e se ajoelhe perante Zod.

Assistir a continuação, lançada três anos depois do original, somente me faz enaltecer ainda mais o primeiro filme com Christopher Reeve. Eles não são tão diferentes assim: temos os mesmos personagens principais (sendo que Lex Luthor ganha a companhia de Zod), o romance entre o herói e Lois Lane e ainda a estranha relação que ela tem Clark Kent. E claro, praticamente os mesmos efeitos especiais que tanto fizeram sucesso.
O diretor Richard Donner rodou o primeiro filme e junto já rodava também cenas que já seriam usadas nesta continuação. Entre um e outro, ele foi demitido e substituído por Richard Lester, cujo trabalho mais significativo além desse foi A hards day night. É a diferença que existe entre eles que faz a mudança de qualidade entre os dois e que define a longevidade de cada filme. Eu ainda consigo apreciar o primeiro, já o segundo me parece muito datado. Todos os elementos estão lá, mas a emoção não é a mesma.
Depois de impedir um ataque terrorista na França, Superman joga uma bomba pro espaço onde é detonada. Ela cria uma onda de destruição que libera os três vilões que foram aprisionados no filme anterior. Zod (Terence Stamp), Ursa (Sarah Douglas) e Non (Jack O'Halloran) se encaminham para a Terra onde começam a descobrir que estão adquirindo os mesmo poderes que Superman. Mas ao contrário do herói, eles querem vir para dominar.
Ao mesmo tempo, Clark resolve se livrar dos seus poderes para finalmente poder ficar com Lois Lane. Realmente o timing não é dos melhores, porque rapidamente ele deve recuperar seus poderes para poder enfrentar os três vilões em um combate corpo a corpo. Se essa era a reclamação de fãs no filme anterior, aqui não há somente uma pessoa capaz de sair no braço com ele, mas sim três. A destruição não alcança um nível que não estejamos acostumados, mas eram bem impressionantes algumas décadas atrás.
Não parece ser um filme que dependa muito de seus atores, mas eles fazem o filme valer a pena. Reeve continuava apresentando uma performance sólida tanto como o super-herói quanto seu desastrado alter ego. Margot Kidder está ainda mais encantadora, Stamp se apresenta com um ar cruel assustador e Hackman rouba todas as cenas onde aparece. A única baixa é a presença de Marlon Brando, que deixa agora que ele seja guiado pela mãe biológica, Lara (Susannah York).
Segundo dizem, nenhuma das cenas filmadas por Donner foi reaproveitada. Lester filmou tudo novamente para este filme e o resultado é abaixo do esperado. Não há evolução. Pelo contrário, certas vezes parece que foi rodado a toque de caixa para ficar mais barato A luta, hoje, não não chega a ser interessante e termina de forma esdrúxula. Como disse antes, todos os elementos que tinha no primeiro filme estão lá, mas ele não chega a "decolar" nem emocionar. O diretor, ainda faria a terceira parte que começaria a afundar a franquia.

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