Mostrando postagens com marcador Jeff Goldblum. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jeff Goldblum. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A MOSCA - THE FLY


NOTA: 5.
- Eu estou trabalhando numa coisa que vai mudar o mundo, e a vida humana como conhecemos.

O filme foi lançado em 1986, quando eu ainda era pequeno, mas lembro de ter deixado uma grande impressão em mim. Assistir a transformação do cientista do filme em um bicho horrendo que é na verdade uma mistura de homem e mosca foi uma coisa marcante. Assistindo hoje eu consigo entender o  porquê. A criatura é uma coisa tão nojenta e bizarra. Muito mais bizarra do que qualquer outra criatura que eu tinha visto antes no cinema.
Não que isso seja um elogio. A figura da mosca é algo tão grotesco que atrapalha o filme. Assistir aquilo na tela distrai a platéia. Acredito que a intenção deveria ser algo que indicasse sim uma transformação, mas sem ser tão exgerado. Se perdemos tanto tempo do filme sentindo nojo daquele monstro, sobra pouco tempo para que a gente possa prestar real atenção à história do filme. O que é uma pena, porque é um personagem interessante.
Personagem esse interpretado por um Jeff Goldblum bem canastrão com o nome de Seth Brundle, um cientista com uma invenção que promete mudar o mundo. Ele está criando uma máquina de teletransporte, um aparato composto de duas câmaras diferentes onde objetos são transportados de uma para outra. A primeira vez ele mostra como funciona usando uma meia-calça de Veronica Quaife (Geena Devis) como se fosse uma forma de conquistar garotas.
Se não conquista, pelo menos interessa profissionalmente, já que ela quer fazer uma matéia exclusiva sobre o lançamento da incrível máquina que desintegra todas as moléculas do objeto transportado para reintegrar em outro lugar. Só é engraçado que um homem com uma mente tão brilhante para inventar algo como essa máquina possa pensar tão pequeno: "nada mais de ter que voar de avião", ele diz. Será tão difícil de pensar em objetivos mais ambiciosos do que simplesmente acabar com a aviação.
Os dois acabam se transformando em amantes, para o desgosto do editor dela e antigo namorado. Um triângulo amoroso pouco interessante que serve mais para atrapalhar ao invés de ajudar. É apenas um dos erros do filme que tenta ser mais ambicioso do que deveria ser. Tenta muitas coisas ao mesmo tempo, e dificilmente consegue realizar com sucesso ao que se propõe fazer. Hoje vejo que a impressão que tive do filme quando o assisti muitos anos atrás não era medo, era apenas repulsa.
Quando Brundle se transforma, uma mosca entra junto com ele na câmara e ao invés de os dois serem transportados apenas Brundle surge do outro lado. O que acontece é uma mistura do DNA dos dois transformando o cientista em uma numa espécie que ele mesmo apelida de Brundlemosca. Por que se transforma gradualmente em uma mosca ao invés de se trnsformar de uma vez apenas quando teletransportado? Será que pela proporção do tamanho dele com a da mosca, a transformação não deveria o manter mais humano do que mosca ao invés de transformá-lo em uma mosca de 85 quilos? Essas e muitas outras perguntas passaram pela minha cabeça quando assisti o filme, mas não encontrei nenhuma das resposta aqui. Se ele sequer consegue pensar na importância que seu trabalho pode ter para o mundo, não posso esperar que ele possa responder a nenhuma delas.
Ao início da transformação, o filme esquece todo o resto em volta. Parece que o único interesse do diretor David Cronenberg se vira para mostrar a transformação de Goldblum num inseto gigante cada vez mais repulsivo. Cada vez pior de se ver. Isso acaba deixando meu interesse apenas em saber se pode ficar ainda mais nojento para assistir. Para piorar, Goldblum me dá poucos motivos para continuar assistindo.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

UMA MANHÃ GLORIOSA


NOTA: 7,5.
- O que o programa precisa é do que eu preciso: alguém que acredite nele.

Esta não é uma comédia romântica. Pelo menos, não no sentido convencional da garota que se apaixona por um cara. Aqui a história é sobre uma mulher apaixonada pelo seu trabalho e que vive para ele. Não é profundo, mas é bem divertido.
Becky Fuller (Rachel McAdams) é uma produtora de um jornal matutino que acaba de ser demitida. Desesperada para arrumar um novo emprego, ela acaba sendo contratada para trabalhar em outro programa matutino, mas esse é um programa com péssima audiência. Sua tarefa é melhorar a audiência do programa. 
Logo no primeiro dia ela não só descobre que a duração de produtor naquele programa é bem curto, como descobre que ele é o patinho feio da emissora. Por conta disso, ela até mesmo percebe que eles tem as piores instalações de todo o prédio. Sequer as maçanetas funcionam. Na primeira reunião é bombardeada por inúmeras perguntas, mas ela não só responde a todas sem pestanejar como ainda despede o co-apresentador. Botar o programa na linha não vai ser tarefa fácil.
Por isso ela revisa o contrato de uma lenda do jornalismo que está encostado na emissora sem fazer nada, Mike Pomeroy (Harrison Ford), e o convence a se transformar no novo co-apresentador do programa sob o risco de ter o contrato terminado. O problema é que o programa representa tudo que Pomeroy odeia em jornalismo, mas terá que fazer parte daquilo de qualquer jeito se quiser continuar recebendo.
Pomeroy e Fuller são opostos, e não é apenas pelo fato dele ter muita experiência e ela estar apenas começando. Ela é uma pessoa positiva, esperançosa, impulsiva e meio maníaca, mas ainda assim muito adorável. Ele é um carrancudo e tido por alguns como a terceira pior pessoa do mundo. Ele acha que o programa deve cobrir as notícias mais importantes antes de todo mundo. Bem, não é assim que esses programas funcionam.
Ford entrega seu melhor personagem em muitos anos. Não só é uma interpretação notável, como é muito engraçado mesmo. E estou incluindo o último Indiana Jones. Ainda assim é McAdams a força que move o filme. Sua energia é contagiante e é quase impossível não gostar dela. Diane Keaton também faz um ótimo trabalho, mas é muito mal aproveitada.
Dirigido por Roger Michell (Um lugar chamado Notting Hill), o filme tem roteiro de Aline Brosh McKenna (O diabo veste Prada). O material é mais ou menos parecido, sobre uma jovem mulher que é obrigado a lidar com uma pessoa maligna. Além disso, o próprio filme se repete na segunda metade. Mas é um filme muito divertido. Tudo segue uma fórmula, mas não acha ótimo quando uma fórmula funciona bem?
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...