quarta-feira, 18 de abril de 2012

MEIA-NOITE EM PARIS - MIDNIGHT IN PARIS


NOTA: 9.
- Nenhum assunto é terrível se a história é verdadeira. Se a prosa é limpa e honesta, e se afirma coragem e graça sob pressão.

Acho que a melhor forma de começar essa resenha é com a seguinte frase: CUIDADO, A RESENHA DESSE FILME CONTÉM SPOILERS. Se você não assistiu o filme, talvez seja melhor fazê-lo antes de ler mais alguma coisa. Tendo avisado, espero que não haja reclamações. E tudo isso porque acho complicado falar sobre o filme sem falar da fantasia tecida por Woody Allen. Então se já assistiu, vá em frente. Se ainda não assistiu, continue por sua conta e risco.
A história é sobre um casal que está passando férias em Paris junto com os pais da moça. Eles são Gil (Owen Wilson) e Inez (Rachel McAdams) que parecem estar apaixonados um pelo outro. Basta mais alguns minutos de projeção para percebermos que ele está na verdade apaixonado por Paris. Ele quer andar pela cidade, passear pela chuva e respirar o mesmo ar que grandes artistas respiraram nos anos 1920. Artistas como Hemingway, Fitzgerald e outras lendas.
As diferenças só começam a aumentar cada vez mais. Ele quer morar em Paris, ideia que ela rejeita. Sua ideia é morar com ele em uma casa em algum subúrbio dos Estado Unidos. Ele é um roteirista de Hollywood que está tentando escrever seu primeiro livro. Enquanto ela gosta de sair para fazer compras, ele quer sair para frequentar bistrôs e cafeterias que seus grandes ídolos costumavam frequentar em uma época que eles gostaria de ter vivido.
Para piorar a experiência dos dois em Paris, eles se encontram com um pedante amigo de Inez que os leva para diversos passeios e consegue estragar todos eles querendo demonstrar seus conhecimentos. Por isso, Gil se afasta em uma noite e resolve andar pelas ruas. Até que um antigo carro passa por ele e o convida para uma festa. Ao entrar no carro, ele descobre que está conversando com Scott (Tom Hiddleston) e Zelda Fitzgerald (Alison Pill).
Allen não tenta explicar como acontece essa volta para o passado que Gil realiza todas as noites, e nenhuma explicação é necessária. O importante é que ele volta e encontra Fitzgerald, T. S. Elliot, Picasso, Buñuel, Dalí e muitos outros que frequentavam o salão de Getrude Stein. Talvez esse seja um sonho de Allen, já que Wilson o interpreta até com certos trejeitos, ainda que de forma menos irritante que o próprio diretor costuma interpretar.
Não sou um fã dos filmes de Allen, mas reconheço que algumas vezes ele acerta em determinados filmes, e acerta em cheio. Apesar de muitos o considerarem um dos melhores diretores da atualidade, acho que falta um certo capricho em seus filmes na maioria das vezes. Mas há vezes como essa, que nenhuma falta de capricho pode estragar sua história. Não há nada do que se desgostar deste filme. E chega de falar do filme, a acreditem que ainda guardei inúmeras surpresas para todos.

5 comentários:

  1. Boa noite!

    Antes de mais nada, parabéns pelo Blog.
    Ele é realmente muito legal. Para falar a verdade, não tenho gostado muito das últimas postagens pois os filmes são realmente bons. É que eu me divirto quando você desce a lenha naquelas porcarias do tipo Transformes.
    E por falar em avaliação de filmes, gostaria de ter sua avaliação sobre os seguintes filmes: O LABIRINTO DO FAUNO, AMSTAD, A VIDA DE DAVID GALE, O ÚLTIMO SAMURAI e O PRÍNCIPE DO EGITO.
    Seu Blog é sensacional. Parabéns!

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    Respostas
    1. Obrigado.
      E lamento que não esteja gostando porque não tenho visto filmes ruins ultimamente. Pra piorar, os filmes que tenho visto tem me agradado, então deve demorar um pouco pra eu falar mal. Mas se discordar, me avise.
      Pra eu dar a avaliação, teria que rever os filmes. E vou confessar que tem tempo que não vejo nenhum desses, mas tirando O Príncipe do Egito, lembro que os outros me agradaram bastante quando os assisti. E assim que puder, assistirei novamente e posto, ok?
      Abraços.

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  2. Baita pedida... melhor filme do Woody Allen dos últimos tempos com Match Point e Vicky Cristina Barcelona

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    1. Tirando o Vicky Cristina Barcelona, eu concordo.

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  3. Vai ser bom ver o post dos filmes citados.
    Valeu!

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