Mostrando postagens com marcador Harrison Ford. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Harrison Ford. Mostrar todas as postagens

domingo, 11 de setembro de 2011

COWBOYS & ALIENS


NOTA: 7,5.
- Você terminar no céu ou inferno, não é parte dos planos de Deus. São seus planos. Lembre-se disso.

Este filme tem uma das histórias mais inusitadas em muito tempo. Temos cowboys, xerifes, cavalos, assaltos a diligências, índios e alienígenas que abduzem as pessoas. Isso mesmo, no meio do velho oeste dos anos de 1870, naves espaciais cruzam os céus de uma pequena cidade deixando um rastro de destruição e pessoas desaparecidas. 
Na verdade, o filme se vale em grande parte dos muitos clichés do gênero para tentar algo diferente: a criança que busca uma figura paterna em um estranho, o trabalhador (Sam Rockwell) que quer prosperar em meio aos "durões" que não o respeitam, o rico que manda mais que a lei e seu filho (Paul Dano) que se aproveita disso para parecer mais do que realmente é, e pra completar o pastor que guia seu rebanho. 
Daniel Craig convence bem como um herói de faroeste de nome Jake Lonergan. Ele acorda no meio do deserto com poucas roupas, sem memória e com um estranho bracelete em seu braço que não consegue retirar. Após conseguir roupas, um cavalo e armas, ele chega numa pequena cidade onde descobre seu nome e também que está sendo procurado por uma série de crimes. Quando vai ser transferido os ataques começam e as pessoas na cidade tem maiores preocupações do que seus crimes anteriores. Pelo contrário, é graças ao estranho objeto em seu braço que eles podem ter uma chance de resgatar as pessoas de volta.
Por isso que ele se junta ao ricaço (e dono) da cidade, Dolarhyde (Harrison Ford) que teve o filho também abduzido para que possam cumprir a missão junto com um punhado de pessoas que também tem conhecidos ou parentes desaparecidos. Em seu pequeno grupo, estão incluídos uma criança, e uma mulher chamada Ella (Olivia Wilde) cuja origem é ainda mais estranha que a do herói.
Toda essa parte do faroeste, é até bem interessante e bem construída (até mesmo porque o diretor dá bastante tempo para os personagens se desenvolverem), infelizmente o filme não vive apenas disso. Os alienígenas que invadem a Terra, são visualmente pouco interessante. Me lembram muito o Alien do filme de Ridley Scott, o que mostra uma certa falta de originalidade (assim como quando Craig diz que não quer problemas, quem nunca ouviu isso num filme?). E pior ainda, são burros. São capazes de construir naves que cruzam o universo, armas que podem praticamente desintegrar os humanos, e mesmo assim, quando chega a hora da batalha, eles largam tudo de lado para partirem pra cima no braço, que nesse caso tem garras. Bem, os humanos tem unhas, mas pelo menos não abandonam suas armas de fogo para enfrentarem os monstros. Então no final, a batalha está até mesmo equilibrada. Pra nossa sorte.
Dito isso, é bom deixar claro que não se trata de um filme com deméritos apenas. É um filme ambicioso, com boas atuações e tecnicamente muito bem feito. Assim como é bem divertido também. Ou seja, em geral é bom, só poderia ser melhor.
E parte disso, é que na verdade me deixou um estranho gosto de "quero menos". Gostaria de ver esse filme e seus personagens sem grande efeitos especiais, sem naves espaciais e aliens caçando os humanos. Sem isso, poderíamos ter tido um interessante filme de faroeste à moda antiga (em certos momentos me lembrou Butch Cassidy, onde o personagem é vilão mas consegue conquistar a platéia com seu charme e olhos azuis, apesar da verdadeira inspiração do diretor parecer ser os filmes de Sergio Leoni). Mas claro que isso interessaria menos aos adolescentes que enchem as salas. Afinal, filmes como Bravura indômita e Os indomáveis são bons exemplares de faroestes modernos, mas não fazem tanto sucesso de bilheteria quanto um filme desse porte.
E talvez por isso muitos considerem o gênero extinto. O que é uma pena.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

UMA SECRETÁRIA DE FUTURO


NOTA: 9.
- Eu estou tentando melhorar a minha vida. Não vou passar o resto da minha vida ralando pra chegar em lugar nenhum porque eu segui regras que não criei, tá bom?

A caminhada para o sucesso é uma estrada árdua, principalmente se você não tem as mesmas vantagens que outras pessoas tiveram. Tess McGill (Melanie Griffith) teve que trabalhar como secretária durante o dia para poder estudar durante a noite, que chances ela pode ter contra pessoas que tiveram estudos em grandes universidades? Claro que não muitos, já que as pessoas primeiro se preocupam pela qualidade do currículo. Então o que ela realmente precisa é uma brecha para mostrar o que ela realmente pode fazer, mas como conseguir essa brecha?
Passamos a primeira meia hora entendendo o universo em que Tess vive: uma casa humilde no subúrbio, uma amiga (Joan Cusack) que realmente gosta e que se preocupa com ela (mesma que a preocupação não venha em forma de incentivo) e um namorado machista que não lhe dá um único presente que ela possa usar fora de casa e que agradam mais a ele. Seu chefe lhe arranja uma entrevista em que o empregador não tem uma vaga de verdade, só quer dormir com ela.
Até que ela acha que encontrou sua brecha, o que na verdade é seu erro. Ela conhece sua nova chefe, Katherine Parker (Sigourney Weaver), uma mulher que tem sua idade mas que é totalmente diferente na maneira de se vestir, de cortar o cabelo, postura e até mesmo na forma de falar. Essa é uma mulher em quem Tess tem que se espelhar se quiser ter sucesso e ela confia em Parker a ponto de lhe oferecer uma ideia para um grande negócio.
Parker sai para esquiar mas acaba quebrando a perna e não poderá voltar em menos de algumas semanas, cabe a Tess cuidar da sua casa. E é assim que Tess descobre que Parker roubou sua ideia e pretende usar como se fosse sua. É aí que Tess decide usar os contatos de Parker antes que esta se recupere. Esta pode ser sua brecha real, e para isso ela se junta a Jack Trainer (Harrison Ford) para conseguir fechar o negócio.
Assim como A primeira noite de um homem (outro filme do diretor Mike Nichols) era de Dustin Hoffman, este filme é de Griffith. Ela cai muito bem no papel da secretária que quer se tornar uma mulher de negócios. Ela consegue misturar esperteza e sensualidade, e ainda começar com sua voz de boneca de um jeito e passar para outro mais maduro. O filme funciona porque ela funciona. Talvez esse seja o ponto alto da carreira da atriz, que foi indicada pelo papel principal. O filme ainda teve Weaver e Cusack indicadas pelos papéis secundários. Detalhe é que Weaver ainda foi indicada pelo papel principal em outro filme.
É um delicioso conto de fadas moderno que não precisa de um príncipe encantado. Tem o clima de conto de fadas. Ela até mesmo usa as roupas da sua chefe e acabamos ignorando que as duas não tem o mesmo tamanho. Até há um interesse romântico entre Trainer e Tess, mas o filme não é sobre isso. É sobre essa mulher tentando vencer os desafios para atingir os objetivos. 

sexta-feira, 1 de abril de 2011

UMA MANHÃ GLORIOSA


NOTA: 7,5.
- O que o programa precisa é do que eu preciso: alguém que acredite nele.

Esta não é uma comédia romântica. Pelo menos, não no sentido convencional da garota que se apaixona por um cara. Aqui a história é sobre uma mulher apaixonada pelo seu trabalho e que vive para ele. Não é profundo, mas é bem divertido.
Becky Fuller (Rachel McAdams) é uma produtora de um jornal matutino que acaba de ser demitida. Desesperada para arrumar um novo emprego, ela acaba sendo contratada para trabalhar em outro programa matutino, mas esse é um programa com péssima audiência. Sua tarefa é melhorar a audiência do programa. 
Logo no primeiro dia ela não só descobre que a duração de produtor naquele programa é bem curto, como descobre que ele é o patinho feio da emissora. Por conta disso, ela até mesmo percebe que eles tem as piores instalações de todo o prédio. Sequer as maçanetas funcionam. Na primeira reunião é bombardeada por inúmeras perguntas, mas ela não só responde a todas sem pestanejar como ainda despede o co-apresentador. Botar o programa na linha não vai ser tarefa fácil.
Por isso ela revisa o contrato de uma lenda do jornalismo que está encostado na emissora sem fazer nada, Mike Pomeroy (Harrison Ford), e o convence a se transformar no novo co-apresentador do programa sob o risco de ter o contrato terminado. O problema é que o programa representa tudo que Pomeroy odeia em jornalismo, mas terá que fazer parte daquilo de qualquer jeito se quiser continuar recebendo.
Pomeroy e Fuller são opostos, e não é apenas pelo fato dele ter muita experiência e ela estar apenas começando. Ela é uma pessoa positiva, esperançosa, impulsiva e meio maníaca, mas ainda assim muito adorável. Ele é um carrancudo e tido por alguns como a terceira pior pessoa do mundo. Ele acha que o programa deve cobrir as notícias mais importantes antes de todo mundo. Bem, não é assim que esses programas funcionam.
Ford entrega seu melhor personagem em muitos anos. Não só é uma interpretação notável, como é muito engraçado mesmo. E estou incluindo o último Indiana Jones. Ainda assim é McAdams a força que move o filme. Sua energia é contagiante e é quase impossível não gostar dela. Diane Keaton também faz um ótimo trabalho, mas é muito mal aproveitada.
Dirigido por Roger Michell (Um lugar chamado Notting Hill), o filme tem roteiro de Aline Brosh McKenna (O diabo veste Prada). O material é mais ou menos parecido, sobre uma jovem mulher que é obrigado a lidar com uma pessoa maligna. Além disso, o próprio filme se repete na segunda metade. Mas é um filme muito divertido. Tudo segue uma fórmula, mas não acha ótimo quando uma fórmula funciona bem?

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL


NOTA: 6.
- Para um velho, até que você não luta mal. Tem tipo o quê? 80?” 

Há um hiato de quase 19 anos entre este filme e o anterior da série. E infelizmente esse hiato é percebido na tela. Chego a dizer que o problema começa logo no título. Este novo parece um título de episódio de He-man.
Outro fato que se nota de cara é o envelhecimento do ator. Me lembra muito Sean Connery em A Liga Extraordinária, quando se vê claramente que o ator interpreta um personagem que não condiz com sua idade. Indiana Jones é capaz de proezas ainda mais inacreditáveis do que realizou nos longas anteriores. Podiam ter brincado um pouco mais com isso no filme.
Aqui, Indiana é capturado por Russos (pensei que iam ser deixados em paz com o fim da Guerra Fria) para recuperar um objeto no mesmo galpão superguardado onde foi deixada a Arca da Aliança no primeiro filme. O objeto em questão é a Caveira de Cristal do título.
Mas por que essa caveira é tão importante? Para descobrir Indiana passa pelos mesmos problemas de sempre: é capturado, escapa, é capturado de novo, escapa de novo, e por aí vai.
Dessa vez ele conta com a companhia de Mutt Williams, interpretado por Shia LaBeouf que não convence de forma nenhuma como herói de ação apesar de Spielberg querer empurrá-lo dessa forma. Um garoto irritante e nervoso que não faz que seja surpresa nenhuma ele ser filho do herói (com a personagem Marion, também do primeiro filme).
O que fez com que a série tivesse grande sucesso, era ver Indiana correndo atrás para desvendar grandes segredos da humanidade, aqui é só enfadonho o vir perseguir uma lenda obscura que, para fazer com que tenha um significado maior do que realmente merece, recebe uma explicação pra lá de estapafúrdia.
O filme até segue tentando recuperar a magia dos anteriores, com boas perseguições e cenas de ação, apesar de uma cena ridícula envolvendo formigas gigantes que comem pessoas. Mas não é de se espantar que o final do filme seja um festival efeitos especiais. Spielberg sempre se mostrou um devoto a elas: quase estragou o relançamento de E.T. substituindo o boneco do original por um ser digital; e não só isso, nos próprios Indianas anteriores ele usava em menor escala (hoje, acho que mais por necessidade que por escolha). Aqui ele erra de vez a mão.
Difícil acreditar que toda essa espera para fazer a continuação por não encontrar a “história certa” tenha acabado com o roteiro desse filme. Indiana tenta fazer jus a sua reputação, só podia ter esperado por uma história boa o suficiente para isso. Ás vezes, só carisma não basta.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...