quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A TROCA


NOTA: 7.
Três garotos tentaram escapar naquela noite e se um conseguiu, talvez outro também tenha conseguido. Talvez ele esteja lá em algum lugar, com medo de dizer a verdade ou do que pode acontecer comigo ou com ele.” Christine Collins
A troca tem uma história tão improvável, que chega a ser difícil de acreditar que ela tenha realmente acontecido. Talvez por isso que ainda não tivesse sido levado para as telas. Deixe-me explicar.
Angelina Jolie interpreta Christine Collins. Uma mulher que cria sozinha um filho de 9 anos. Ela trabalha para a empresa de telefone e mora numa bela casa. O problema surge quando ela deve ter que trabalhar em um sábado e seu filho desaparece. A polícia é criticada por muitos pela sua corrupção e incompetência, então eles tratam de divulgar amplamente que acharam o filho da mulher.
O problema todo é que assim que vê a criança, ela percebe que não se trata de seu filho. Quanto mais certeza ela tem que ele não é seu filho, mais o Capitão da polícia tenta a convencer de que é. Se ele admitir que aquele não é o filho de Collins, ele estará admitindo a incompetência da polícia. Ao invés disso ele prefere colocá-la em um sanatório até que ela assine um documento dizendo que aquele era realmente seu filho.
Christine porém, é obstinada. Ela não vai desistir enquanto houver uma esperança de encontrar seu filho. Para sua sorte, ela não está só. Um Pastor (John Malkovich) a ajuda em sua odisséia. Ele está há tempos gritando sobre a corrupção da polícia, o caso de Collins é uma oportunidade de escancarar de vez tudo que há de errado na polícia.
Mesmo quando um policial encontra um sítio onde foram mortas mais de 20 crianças, ela não desiste da busca. Não podem afirmar com certeza que o filho dela estava no meio da ossada encontrada. Seu processo contra a cidade garante a reformulação da polícia, e as próprias leis que permitiam que policiais fizessem o que fizeram com ela.
Eastwood exibe sua costumeira competência na direção. Este filme, estreou ano passado, no mesmo do ótimo Gran Torino, também dele. Mas se havia mais vitalidade em seu outro filme, aqui temos uma versão mais comportada dele. Ainda assim, uma história interessante. Mais interessante ainda analisando que o roteiro foi escrito por um quadrinista (Homen-Aranha, entre outras) que estreou muito bem na sua transposição para o cinema (ao contrário de Frank Miller).

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