Mostrando postagens com marcador Morgan Freeman. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Morgan Freeman. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

BATMAN: O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE - THE DARK KNIGHT RISES


NOTA: 9.
- Nós estávamos nisso juntos, e então você sumiu. Agora com essa maldade, Batman deve retornar.

Os dias dos filmes dos super-heróis convencionais ficaram para trás. Christopher Nolan elevou o gênero a um novo patamar com um filme que poderia se passar em um futuro apocalíptico ainda que não pareça muito diferente de algumas notícias que temos nos jornais dos dias de hoje. É nesta Gotham City ameaçada por um terrorismo que praticamente destrói a cidade inteira que Bruce Wayne deve sair da sua aposentaria e reclusão para retornar ao uniforme de Batman, que é provavelmente a única chance de derrotar esse terrível mal.
O resultado é um filme muito ambicioso para concluir a trilogia mas que infelizmente acaba não superando o filme anterior. Pra minha surpresa, este novo filme peca na falta de duas coisas que fizeram grande diferença antes: um pouco mais de humor e mais Batman. No segundo filme, o vilão Coringa, brilhantemente interpretado por Ledger, ainda que fosse um psicopata apresentava humor à trama, ao contrário do sempre sisudo Bane interpretado por Tom Hardy. Fora que a máscara que cobre sua boca tira grande parte de sua personalidade. E Batman parece um coadjuvante em seu próprio filme. Ainda que vejamos bastante Bruce Wayne durante a trama, o herói faz apenas algumas participações antes do clímax do filme.
Bane evoca um homicida que segundo nos é dito, é "mal puro". O problema é que é tão misterioso que fica difícil de saber o que realmente o motiva. O que tem de comum com o Coringa, são os planos meticulosamente planejados e que parecem à prova de falhas, mas que nunca parecem visar algum lucro. Apesar de ser o menos carismático dos novos vilões de Batman, ele deve igualar em tempo de aparição nas telas com Batman e Bruce Wayne juntos.
Ainda bem que o filme é grande o suficiente para introduzir um novo policial chamado Blake (Joseph Gordon-Levitt), dois interesses românticos para Wayne e bastante tempo para os ótimos regulares da série, como Lucius Fox (Morgan Freeman), Gordon (Gary Oldman) e em especial o mordomo Alfred (Michael Caine), extremamente eficaz nas cenas de maior emoção do filme e roubando a cena. Dos interesses românticos, temos a sempre enigmática Mulher Gato (Anne Hathaway) e Miranda Tate (Marion Cotillard), como uma milionário que tenta reerguer as empresas Wayne depois de um golpe de Bane.
A introdução de tantos personagens, porém, faz com que o filme acabe se alongando um pouco na primeira metade do filme, e me fez perguntar em certo momento o que cada personagem estava fazendo. Mas apesar de começar um pouco "lento", na verdade tudo é apenas uma preparação para o espetacular segundo ato do filme, que inclui a prisão onde Bane foi criado e uma guerra urbana para decidir o futuro de toda a cidade.
Apesar disso, é preciso enaltecer o trabalho feito pra essa trilogia. Não me lembro de outro caso em um super-herói tenha alcançado três ótimos filmes, já que geralmente no terceiro as coisas parecem dar errado por alguma razão. Aqui temos um filme sombrio e pesado que vai ao limite do que um herói parece ser capaz de suportar. Como disse, pode não ser tão bom quanto o filme anterior (que é, para mim, o melhor filme de super-herói já realizado), mas com certeza é um final maravilhoso e bastante tenso para uma trilogia fantástica.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

CONAN, O BÁRBARO - CONAN, THE BARBARIAN (2011)


NOTA: 4.
- Pra ser um guerreiro cimério, você deve ter equilíbrio, velocidade e força.

Conan nasceu num campo de batalha. Vai saber o que sua mãe estava fazendo lá guerreando com 9 meses de gravidez (talvez faltasse um médico naquela época para dizê-la que não era recomendado fazer exercícios tão perto do fim do parto), mas ela estava lá empunhando uma espada quando seu marido chega para ajudá-la no parto. Assim nasce nosso herói com uma situação propícia para alguém dizer que "ele nasceu no campo de batalha e que a primeira coisa que experimentou foi o sangue da sua mãe".
Acho que o barato de uma pessoa que é conhecida por esse tipo de história, seja que não saibamos se é verdadeira ou não. Se a lenda é maior que a história, publique-se a lenda. Mas aqui, eles fazem toda a questão de deixar bem claro em letras garrafais que aconteceu assim, e desde o início o filme  não começa bem. 
De qualquer forma, ter esse nascimento estranho parece ter feito que ele crescesse melhor, maior e mais forte que todo o resto da sua tribo (deve ser o gosto do sangue). Numa prova para disputar quais dos jovens bárbaros é o mais forte, e todos são maiores e mais velhos que ele, somente Conan termina a prova, voltando com as cabeças de todos os homens que estavam caçando as crianças como troféu. Não sei porque esses homens estavam atacando as crianças, mas desde o início do filme parece claro que ele não serve para ter lógica, mas sim para servir de desculpa para inúmeras batalhas e muito sangue.
O filme começa (inexplicavelmente narrado por um Morgan Freeman que deve estar com contas para pagar) descrevendo um rei que tinha uma máscara muito poderosa que o deixava invencível. Mesmo com essa vantagem ele consegue ser derrotado quando as tribos se unem contra ele e destroem a máscara. Mas para dizer que não é igual a O senhor dos anéis, ao invés de lutarem pelo poder, eles destroem a máscara e espalham seus pedaços pelo mundo para que ela nunca seja remontada.
Acontece que ela está sendo remontada seguindo o incrível padrão de contradições do filme. O último pedaço está sob a posse do pai de Conan que escondeu muito mal ao invés de destruí-la. Antes de partir, o misterioso vilão sem nome parte deixando Conan sem poder salvar seu pai, por isso o garoto cresce buscando vingança. Anos se passam, e ele se torna um homem, enquanto descobre que que o nome que procura é Zym (Stephen Lang) e que ele se tornou um rei.
Personagem interpretado inicialmente por Arnold Schwarzenegger, aqui os bíceps são de Jason Momoa (que alguns vão reconhecer de A guerra dos tronos). Se ele é mais fraco que o governador do futuro, sua vantagem é que ele consegue mais expressões faciais que seu antecessor, e até poderia ter mais falas, mas o filme se trata de povos que servem apenas para ficar gritando e grunindo, sobrando-lhe pouco espaço para mostrar que pode interpretar de verdade.
O diretor Marcus Nispel, dos remakes (se é que podem ser chamados assim) de Sexta-feira 13 e O massacre da serra elétrica, faz um filme proibido para menores mas voltado para eles. Todas as cenas de ação são muito mais para adolescentes que para o público adulto, e pior ainda: voltadas para os desnecessário efeitos 3D (com certeza um dos mais sem graças que já vi). Pra piorar, as batalhas são confusas e pouco emocionantes. Mesmo um exército de soldados de areia não consegue dar gás ao filme.
Eu poderia falar mais da história, mas qual seria o motivo? O que interessa é que se tem bárbaros e Conan mata muito deles. É um personagem pouco interessante, sem grandes objetivos ou crenças. O filme acaba numa longa batalha que termina tão sem graça quanto começa. Se esse é o início de uma nova franquia do personagem, era melhor tê-lo deixado quieto.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

RED - APOSENTADOS E PERIGOSOS


NOTA: 6.
- Isso costumava ser um jogo de cavalheiros.

Eu li os quadrinhos escritos por Warren Ellis que deram origem a este filme. Era uma história bem simples sobre um agente aposentado, Frank Moses (Bruce Willis), cujo novo diretor da CIA manda eliminar depois de descobrir da sua existência. Ele se livra dos homens que foram matá-lo e parte sozinho para conseguir vingança por terem tirado o seu sossego. A história era realmente muito curta para virar o filme e nem vou entrar nos méritos que sequer era interessante o suficiente boa para isso, mas ainda assim aqui está sua adaptação.
A única relação que Moses tinha nos quadrinhos, era Sarah (Mary-Louise Parker), a atendente do telefone que ele nunca encontrava. Aqui, a relação dos dois ganha contornos românticos e cômicos para ver se agrada mais as plateias, o que infelizmente gera apenas alguns sorrisos amarelados sobre a vida dela que fica de pernas pro ar só de estar perto desse homem. Enquanto isso, Willis tenta tirar alguma graça de ser um super-assassino que tenta ser romântico.
Quando percebe que terá que resolver a situação, ele recorre a antigos associados de profissão e até mesmo antigos inimigos enquanto uma conspiração vai se revelando para acabar com a aposentadoria dos agentes considerados perigosos (Retired and Extremely Dangerous). Quando menos percebemos, "a velha gangue" está de volta e se juntam a ele Morgan Freeman, John Malkovich, Helen Mirren e Brian Cox. Todos sendo caçados por um agente mais novo interpretado por Karl Urban.
Então todos os clichês vão pulando na tela. Freeman revela em sua primeira cena que está morrendo de câncer, o que torna fácil ele ser escolhido para morrer caso qualquer coisa dê errado. Mirren interpreta Victoria, que nem precisa de sobrenome já que é a única mulher da gangue. Malkovich participou de uma experiência com LSD enquanto estava na companhia e age como se fosse um lunático. E Cox é um agente russo chamado Ivan porque esse é o nome mais clichê que um russo pode ter em um filme.
A única graça do filme surge do fato de vermos alguns respeitáveis atores, para mim em especial Mirren, se divertindo em um filme que não parece ser feito para eles. Uma pena que mesmo as imagens deles acabam não conseguindo segurar o filme contra um vilão que conta com um incontável estoque de armas e pessoas que os atacam sem parar. Fica muito cansativo ficar vendo as mesmas coisas sempre, em especial quando as cenas de ação não são tão boas assim.
Na verdade, os personagens são interessantes, mas gostaríamos que estivessem fazendo alguma coisa melhor do que fazem. Poderia ser um filme divertido, mas não chega a ser sequer um bom filme. O que incomoda, é que parece nem ao menos tentar ser bom. Se a história fizesse mais sentido ou se fosse mesmo mais engraçado, ele poderia ter sido muito mais. Mas se gera dinheiro assim, por que se incomodar?

sexta-feira, 22 de abril de 2011

TEMPO DE GLÓRIA


NOTA: 8,5.
- Você é tão cheio de ódio que acha que pode sair por aí lutando contra todo o mundo. Isso pode não ser vida, mas com certeza não é morte. 

A guerra era para ver se conseguiam livrar os negros da escravidão, mas ocorre a poucas pessoas que os próprios negros tenham lutado nesta guerra. Realmente, nem foram tantos negros que realmente conseguiram lutar. Ao mesmo tempo que as pessoas, em sua maioria branca, lutavam pelo fim da escravidão, guerra que matou muita gente, a maioria dos soldados eram extremamente racistas. Os negros demoraram muito para serem reconhecidos. Tanto que na batalha do forte, o Sargento Carney foi o primeiro afro-americano a ganhar uma medalha no exército. A honraria lhe foi "dada" 37 anos depois da sua morte. São contradições como essa que permeiam o filme. 
Logo nas primeiras cenas, vemos Robert Gould Shaw (Matthew Broderick) em uma batalha. Ele não é um soldado nato. A batalha o perturba e o desorienta. Ele cai ao chão e desmaia, muito mais pelo horror da batalha que por seu ferimento, que é praticamente um arranhão no pescoço. Ele só vai acordar muito depois da batalha terminar, quando negros vão juntar os corpos dos soldados mortos para serem enterrados. Entre os negros está Rawlins (Morgan Freeman). O caminho dos dois se encontrarão novamente.
Shaw volta para a casa para se recuperar de seu ferimento, mas volta como herói. Como um homem que foi para a batalha e conseguiu sobreviver. Além de uma promoção, ele tem a chance de liderar a 54ª infantaria, um novo batalhão que está sendo formado apenas por negros. Como vimos nas cenas anteriores, ele não parece apto para liderar, mas ainda assim aceita a missão.
A verdade é que ninguém acreditava que os negros dariam bons soldados. Claro que volta a questão do racismo, ninguém podia acreditar que eles pudessem fazer um trabalho no mínimo tão bom quanto o dos brancos, mas Shaw logo percebe que aqueles homens aprendem rapidamente. Especialmente Rawlins e Trip (Denzel Washington numa atuação perfeita que lhe valeu um Oscar).
O que ninguém esperava é o batalhão pudesse se tornar tão orgulhoso. Aqueles homem realmente se sentiam honrados de vestir o uniforme, de poder lutar pela sua própria liberdade. Apesar dos brancos não terem vontade de mandá-los para a guerra, esses homens anseiam pela oportunidade de irem para a batalha. Tanto que quando chega o dia do pagamento, eles descobrem que vão receber menos que os brancos. Com o orgulho que agota tem, eles não podem aceitar aquilo. Eles querem o mesmo pagamento. Eles merecem o mesmo pagamento. Os oficiais brancos também se recusam a receber o pagamento. Todos estão de acordo. E a união dentro do batalhão está formado. E se Shaw deu a esses homens orgulho, eles lhe dão coragem na batalha.
A história do filme é muito bonita e interessante de acompanhar. Meu único problema com o filme é ter que acompanhar todo o filme e ver todo um batalhão de homens negros marchando para a morte sob a ótica de um homem branco. Inclusive, esse homem branco recebe mais destaque no poster e nos créditos. Está certo que o filme é baseado em cartas que Shaw escrevia, mas acho que o filme podia ganhar muito mais força se fosse visto sob o ponto de vista do interior do batalhão. Dos próprios soldados. Gostaria muito mais de ver Rawlins e Trip. Mas ainda assim é um filme notável.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

ROBIN HOOD – O PRÍNCIPE DOS LADRÕES


NOTA: 5.
- Ninguém controla o meu destino.

Este é mais um daqueles filmes que assistia quando criança e que agora me decepcionam. Robin Hood é, talvez, a lenda britânica mais famosa que carece de uma boa adaptação atual. Aqui não deu muito certo, com a nova versão interpretada por Russel Crowe também não. Quem sabe um dia no futuro?
O meu maior problema, é que é um filme feito para adolescentes e que erra o seu alvo miseravelmente. O filme começa com um homem tendo sua mão cortada e Robin quase perdendo a dele. Tudo isso numa masmorra feia, suja e escura. Assim como a maior parte do filme não se aproveita das vastas florestas, preferindo ficar em outros lugares sombrios.
O resto do filme não melhora muito, são muitas mortes, mutilações e até mesmo uma grande batalha. Todos os ingredientes que filmes violentos tem. Perto do clímax, temos até mesmo uma criança sendo enforcada por um carrasco. Filme para adolescentes?
E não é apenas a violência. Ela não é tão explícita quanto nos filmes atuais. Nada de sangue jorrando ou pedaços de corpos voando para a câmera, mas a insinuação de violência misturada com personagens sem moral alguma. A igreja nunca foi tão mal interpretada. Longe de querer defender, mas acho que deva ter um limite a ser traçado aqui. Os padres são gananciosos, corruptos e bêbados. No final do filme, o padre casa Marian com Nottinghan mesmo sem o consentimento dela. Já Nottinghan consulta uma bruxa que lê a sorte em cuspe, ossos e sangue de animais. Mesmo Robin não aparece como um verdadeiro herói e mais com um ladrão comum.
O filme nunca acerta em qual tom ele pretende ficar. Não sabe se quer ser cômico, de aventura ou seja lá o que for. Assim como Costner, que interpreta da mesma maneira. Ele é meio amargurado em alguns momentos, em outros tenta ser cômico. Sem sucesso. Ele sequer é carismático o suficiente para liderar aquele povo. E nem vou comentar a falta de sotaque britânico, que deveria ser obrigatório para o personagem. O romance entre ele e Marian é tão insípido que chega a dar pena. É como se eles conhecessem a lenda e soubessem que deveriam se apaixonar. Se não, nada aconteceria entre eles.
A própria Marian fica perdida. Seu personagem começa com uma mulher independente que chega até mesmo a lutar de espada pelo que quer, mas depois seu personagem cai nos clichês de dama indefesa. Se ainda fosse o contrário, poderia-se aceitar, mas o inverso é triste. Um personagem que termina o filme pior do que quando começou?
Alan Rickman interpreta um personagem muito interessante. Um vilão de primeira linha, pena que não tenha nada a ver com o filme. Em determinado momento, ele tenta estuprar Marian. Na frente do Padre. O único que combina o personagem com o tom do filme, é Morgan Freeman. Perfeito como sempre. Ele é o que se salva neste filme. 
Quando Frei Tuck é o personagem mais religioso no filme, e o herói não é o mais interessante, vemos que há algo errado. Arthur e Robin, melhor sorte pra vocês nas próximas adaptações. Estão precisando.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

INVICTUS


NOTA: 8.
"E eu agradeço a Deus, por minha alma inconquistada, sou mestre do meu destino, capitão da minha alma." Mandela, recitando o poema que dá nome ao filme.

Depois de ver o filme, a maioria deve pensar que a escolha do diretor Clint Eastwood para este filme é no mínimo inusitada. Acostumado a contar histórias de vingança, aqui ele conta uma história de superação através do esporte que ajudou a unir uma nação. Mandela, mesmo depois de sair da prisão, não tem esse instinto de vingança. Diferente de muitas pessoas que trabalham para ele.
A história começa logo depois da eleição de Mandela. O país se encontra totalmente dividido entre negros e brancos. Se antes os negros não estavam satisfeitos com a presidência, agora são os brancos que não estão satisfeitos. Um treinador de rúgbi declara a seus atletas, todos brancos, que o país está largado aos cães enquanto do outro lado da rua, num campo de terra batido, a outra parte da população comemora a eleição de "um deles".
Caminhando na rua, Mandela lê no jornal acima de uma foto dele: "Ele pode vencer uma eleição, mas poderá governar um país?". "Uma pergunta pertinente.", ele diz. Mandela deve governar um país cuja uma parte da população não o quer lá. Essa é a sua principal preocupação, não por conta da sua imagem ou de sua popularidade, mas porque aquilo mostra a desunião de seu país. Antes de tudo ele quer uma única nação.
Para isso ele conta com a ajuda do capitão do time, Pienaar, que serve como intermediador entre os desejos de seus comandados e do presidente. Mandela chega a entregar para o capitão, um poema chamado Invictus, que o ajudou a enfrentar todos os anos que passou na prisão. Então a África do Sul passa de um time desacreditado que chegou a final do campeonato mundial para disputar contra um time tido como muito superior.
Claro que no final, o filme fica entregue aos jogos, o que é uma pena. Quer dizer, estamos falando de um personagem praticamente mítico, que é Mandela. Praticamente um santo. Passou 27 anos na prisão e saiu para liderar o país que o aprisionou. O que ele faz? Lidera o país com uma igualdade que chega a assustar. Realmente, Morgan Freeman era o homem certo para esse papel. Ele transmite uma paz e tranquilidade que saem da tela.
Esse é o único porém do filme. Estamos diante de uma situação que podia ser o suicídio político desse homem maravilhoso, e temos que aguentar um jogo desinteressante. Preferia mais Mandela e menos rúgbi, mas ainda assim é um bom filme de assistir.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

O CAVALEIRO DAS TREVAS – THE DARK NIGHT


NOTA: 10.
Quando assisti no cinema pensei que era um dos melhores filmes do ano.
Agora que revi, confirmei minha opinião.

O filme é um deleite pra qualquer espectador.
Tem um dos melhores e mais perturbadores personagens do cinema, magnificamente interpretado por Ledger. É um triller policial de fazer se segurar na poltrona. Tem um bom roteiro. Cenas de ação espetaculares. Elenco impecável. Humor. Não falta nada no filme.

Acompanhamos a cruzada de Batman, ainda tentando livrar a cidade de Gothan do crime e corrupção. Desta vez ele conta com um aliado que pode fazer com que ele possa finalmente se aposentar: Harvey Dent. Ao contrário de Batman, ele seria o cavaleiro branco de Ghotan. O herói da cidade que não precisa usar máscara.

O problema no caminho dos dois é o psicótico Coringa. Atualmente, está virando modismo pessoas normais que fazem atos cruéis Só porque podem. Nolan volta aos tempos em que vilões eram psicóticos e o Coringa é o pior de todos. Ele não quer dinheiro ou fama. Ele quer caos. Só isso.

O elenco de apoio não é menos fabuloso. Eckhart brilha com seu Dent, que faz qualquer um esquecer o personagem de Lee Jones (assim como Ledger consegue apagar até a memória do monstro Nicholson). Ao seu lado estão um elenco de primeira linha, com coadjuvantes como Michael Caine, Gary Oldman e Morgan Freeman. Isso é outro acerto de Nolan. Cada peça do filme é fundamental, e sendo assim, ele se cerca dos melhores atores disponíveis.

Nolan tem um quê Hitchcockiano. Ele mostra controle absoluto do filme. Do roteiro á trilha sonora, tudo funciona muito bem. O roteiro então é outro caso à parte. É excelente. E mesmo sendo violento, passa uma idéia boa, que ainda há bondade no coração das pessoas. Em tempos de filmes onde só há violência sem sentido, O Cavaleiro das Trevas é um alento no cinema.
Se for indicado aos oscars de melhor filme, diretor e ator coadjuvante (ou mesmo de principal) para Ledger, não seria nenhuma surpresa.

Imperdível.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...