sexta-feira, 11 de março de 2011

PASSE LIVRE


NOTA: 4.
- Ela me deu um passe livre. Uma semana longe do casamento para eu fazer o que quiser sem consequências.

Já prestaram atenção nos trailers dos irmão Farrelly? Sempre aparece o nome deles seguido de "Os diretores de Quem quer ficar com Mary e Debi e Lóide". Um foi feito em 1994 e outro em 1998, mais de uma década atrás. Não seria justo colocar um filme mais recente? Talvez, mas o problema é que já faz mais de uma década que eles não fazem um filme que possa atrair a platéia.
Rick (Owen Wilson) e Fred (Jason Sudeikis) são grandes amigos. Ambos tem bons empregos, lindas casas e carros e, no caso de Rick, filhos. Tudo que um homem deveria querer, certo? Só que homens tem problemas em crescer, e quando estão em um filme americano a coisa piora exponencialmente. O que faz com que nossos heróis tenham chegado aos seus 40 anos sem terem amadurecido ainda.
Por isso nenhum dos dois conseguem evitar de olhar para outras mulheres em volta. Não apenas uma, mas praticamente toda mulher que não seja a deles. Por isso eles são "diagnosticados" por suas esposas como "viciados em sexo", apesar de não terem nenhum sexo em casa ou fora dela. Na verdade, o mais perto que conseguem é Fred dentro do carro. Sozinho.
Como de costume, nessas horas em que a situação parece perdida, aparece algum guru místico ou coisa do gênero para dar uma solução para o problema, já que os personagens desses filmes nunca conseguem pensar numa solução por eles mesmos. A solução é dar o tal do passe livre. Os homens acham que são as mulheres que os atrasam, e o passe os farão se dar conta que não é o caso.
O filme não centra apenas nos homens. As mulheres saem das casas para dá-los liberdade mas não saem de cena. Elas vão para uma cidade vizinha onde acabam se envolvendo com um jogador e treinador de baseball, respectivamente mais novo e mais velho.
É uma jogada inteligente em deixar metade do filme para cada gênero, mas acredito que o problema é que os diretores não acertam em nenhuma das partes. Os homens são mostrados como dois imbecis que não conseguem fazer nada direito. Ao mesmo tempo são adoráveis demais. Eles parecem desesperados para conseguir a simpatia da platéia, o que os fazem não se meter em tantas situações que poderiam ser engraçadas. 
Já as mulheres, são vistas como frias com os maridos e capazes de curtir muito mais sem eles. E quando digo mais, quero dizer muito mais. Acho que a moral do filme é que não são as mulheres que atrasam os homens, e sim o contrário. Considerando que são as mulheres que dão os passes, e não o inverso, elas acabam saindo moralmente prejudicadas nesse filme.
É fato que os Farrelly tem uma tendência para a escatologia. Se alguém se espantou com Cameron Diaz passando sêmen no cabelo, é melhor não passar perto deste aqui. Com o passar dos anos, eles vão apenas piorando, e o resultado não fica mais engraçado. Só fica mais nojento. E ainda fico em dúvidas com uma coisa: só os escritores homens tem dificuldades de fazer personagens femininos engraçados ou é uma coisa geral? E antes que eu esqueça, há outra moral no filme: homens são altamente dependente das mulheres. E não parece ser um caso de amor, sim uma necessidade. Tudo muito esquisito pro meu gosto.

5 comentários:

  1. Olá!!

    Gostei muito do espaço que criou...

    Posso te add em meus links na lateral de meu blog?

    Já estou seguindo!

    Um abraço,

    Kleber
    oteatrodavida.blogspot.com

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  2. Hum, eu tava bem a fim de ver esse filme. Sei que os Farrelly não nojentões, mas ainda assim me divirto bastante com aquelas bobajadas descompromissadas deles (Eu, Eu mesmo e Irene é chinelão mas é muito engraçado)...

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  3. Kleber:
    Respondi no seu blog.
    Que bom que gostou.

    Abraços.

    Rafael:
    Até ri no "Eu, eu mesmo e Irene", mas quase não ri nesse filme.
    Se assistir depois me diga o que achou.

    Abraço.

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  4. Ops, acho que era nesse filme que aquele douto prof. se baseou para citar os roteiros padronizados. Bem, esse não assisti, nem vou. Adoro os clássicos, muitos dos que vc tem postado já assisti, re-assisti. Novas leituras, prescutando novas leituras. Como diz minha mãe, é preciso sustança. Comêdia romântica as vezes cansa, dessas então ... fazem dormir. Acredito que devem ser daqueles que vc fica torcendo para acabar logo, já que nos sentimos na obrigação de ter que terminar.
    Valeu D.T.S pela contribuição. Abraços

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