terça-feira, 29 de março de 2011

A OUTRA FACE


NOTA: 8,5.
- Não acha religioso? A eterna batalha entre o bem e o mal. Santos e pecadores. Mas ainda assim você não está se divertindo.

Muitos atores procuram papéis de vilões para interpretar. Seja pra mostrar versatilidade ou mesmo para procurar diversificar. Provavelmente, o sonho de todo ator seria poder interpretar o herói e o vilão do mesmo filme. Se é um sonho, aqui Travolta e Cage o realizaram. E talvez, também seja por isso que este é o único vilão da carreira de Cage.
Travolta é Sean Archer, chefe de uma divisão secreta que procura terroristas como os irmão Pollux e Castor Troy (Cage). Além de terrorista, Castor é também responsável pela morte do filho de Archer. O assunto entre os dois não é uma coisa estritamente profissional, a rixa entre eles é muito pessoal. Por isso os dois se conhecem profundamente.
É nesse universo que Woo leva o espectador a entrar nesse filme. A grande sensação é essa familiaridade entre esses dois inimigos. Archer deixa Castor em coma, mas ele descobre que há o plano de uma bomba que vai explodir na cidade e somente Pollux pode dizer onde ela está. Por isso, ele aceita trocar o seu rosto com o do bandido para poder arrancar a localização da bomba de seu irmão.
Para seu azar, a retirada do rosto faz com que Castor desperte de seu coma, e ele obriga o médico a colocar o rosto de Archer no lugar do seu e mata todos os que sabem da troca. A única chance de Archer é ir atrás de seu nêmesis.
A grande sensação do filme é esse troca. Cada ator passa a maior parte do filme fingindo ser outra pessoa. Aí entra os talentos da dupla de atores. Fosse feito com astros de ação, o filme perderia sua força, mas os dois dão mais profundidades que os espectadores esperam em um filme como esse. É Travolta fingindo ser Cage fingindo ser Travolta. Assim como temos Cage fingindo ser Travolta fingindo fingindo ser Cage. O filme é mais simples do que as últimas frases.
A verdade é que a história é suficiente para gerar uma série de filmes, e aqui fica comprimida e até mesmo um pouco omissa. Tivesse mais tempo para trabalhar os personagens antes da troca e até mesmo das relações pessoais de cada um, poderíamos curtir mais os atores com os papéis trocados. Além disso, o roteiro discute se a troca de rosto poderia afetar a personalidade de uma pessoa, mas essa teoria só é testada com o personagem de Archer fingindo ser Castor. Talvez fosse mais interessante vermos também se o bandido poderia ter alguma alteração em seu comportamento.
Este filme, porém, é de ação, e é esta que importa, certo? Então se o que importa é isso, este é um prato cheio para os fãs do gênero. Além das ótimas cenas de ação, vale a pena lembrar que Woo é um mestre em situações inusitadas, como um carro perseguindo um avião ou até mesmo uma outra perseguição de barcos. Quem não viu, vale a pena ver. Quem já viu, não custa rever.

3 comentários:

  1. Com o mestre John Woo por trás, acho que esse é um dos melhores filmes da melhor fase do Nick Cage - pra mim, A Rocha é o melhor deles, mas Con Air, Cidade dos Anjos, Olhos de Serpente são muito bons também, depois disso ele foi meio q ladeira abaixo...

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  2. Pra mim, A Rocha, Con Air e Olhos de Serpente já fazem parte dessa "ladeira abaixo...

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  3. po esse filme ( a outra face ) pode dar qualquer hra que eu largo tudo pra ver mais a rocha e cidade dos anjos são bom pakas tbm .

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