segunda-feira, 18 de outubro de 2010

UMA NOITE FORA DE SÉRIE


NOTA: 7.
"Você pode, pelo amor de Deus, colocar uma porra de uma camisa?" Phil Foster

Para alguns, Tina Fey e Steve Carell podem não ser rostos muito conhecidos por aqui, mas eles são protagonistas de duas das melhores série de comédia americanas da atualidade. Fey criou e atua em 30 Rock, que também conta com Alec Baldwin em seu elenco e já conquistou alguns Globos de Ouro. Concorrendo com ela em outra série está Carell, que se destacou na versão americana da série The Office e também conquistou um Globo por sua atuação. E pela primeira vez eles atuam lado a lado em um longa metragem.
Eles interpretam os Foster, um casal com filhos pequenos e uma casa em Nova Jersey. Uma vida bem normal do subúrbio. Sua vida rotineira vai bem até que eles descobrem que um casal de amigos deles está se separando (um deles interpretado por um mal aproveitado Mark Ruffalo). Eles declaram que se tornaram os melhores colegas de quarto que já tiveram, apenas não são mais um casal apaixonado.
Dispostos a não deixar o mesmo acontecer com eles, eles partem para uma noite na cidade para jantar no mais badalado restaurante de NY. Eles querem reacender o romance que se perdeu com o passar dos anos. Como não fizeram reserva, eles só conseguem uma mesa se aproveitando da ausência do casal Triplehorn. Durante o jantar, dois homens os convidam a se retirar do restaurante, é quando eles descobrem que o casal Triplehorn são pessoas procuradas e que foram confundidos com eles.
Eles começam uma fuga desesperada pela cidade para escapar daquela situação e contam com uma ajuda de um agente de segurança interpretado por um hilário Mark Whalberg que nunca veste uma camisa por todo o filme, e uma policial que acredita que eles são boas pessoas com problemas.
O filme é engraçado, mas nem tanto assim. Na verdade ele só funciona por causa da dupla de atores, que pra começar, estão totalmente críveis em seus papéis. Os Foster são um casal em que podemos acreditar que realmente existam. Não são muito bonitos nem charmosos, são pessoas normais que se encontram em uma situação extraordinária. Nós queremos que eles se divirtam e torcemos por eles. E diferente da maioria dos filmes, não vão descobrir que tem talentos especiais que vão servir como uma luva em uma situação como essa. Nada disso. Eles terão que se virar como pessoas normais tentariam se virar.
E eles são muito engraçados mesmo. Grande parte dessa força cômica é porque eles não agem como se fossem comediantes. Eles dão veracidade as situações que passam. A graça do filme não vem porque eles tentam ser engraçados. O que é ótimo, porque senão o público não conseguiria se identificar com o filme o que poria tudo a perder.
O fato é que muita coisa podia por o filme a perder. Troque qualquer um dos dois e o filme não teria o mesmo efeito. Troque os dois por Hugh grant e Sarah Jessica Parker  e poderia ter uma bomba em potencial nas mãos, como já foi visto.
Uma pena que o filme não tira total proveito deles. Eles brilham, mas o filme não chega a decolar em momento algum. Shawn Levy não consegue fazer uma grande comédia, como não conseguiu fazer nenhumas das outras vezes que tentou (Uma noite no museu, 12 é demais). No final, fica a impressão que os seriados que eles protagonizam são melhores que esse filme.
Acabei de me perguntando porquê demoraram tanto para juntar esses dois se eles funcionam tão bem. E já que conseguiram juntar, por que não aproveitaram para fazer um filme melhor. Ficou um filme que faz rir mas que poderia ter ido mais longe, mas fica a dica pra boas risadas.

4 comentários:

  1. Infelizmente eu torci a cada segundo para que acabasse logo, eu fico triste de começar assistir e nao gostar, nao largo ao meio é como se fosse falta de educação sei lá, mania minha.
    Mas esse foi um desses, so faltou ser made in Brazil kkk eu sempre tento tirar algo de bom, seja, o filme q for, a musica, figurino, as falas etc. Mas esse doeu... Desculpa o desabafo.

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    1. Algumas vezes concordamos, outras não.

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  2. Nao esquenta, é normal, graças q nem todos gostam das mesmas coisas, ja pensou so iria ter filmes como lanterna verde, capitao sei lá e outros kkk
    O importante é q gostamos da mesma coisa a arte, os filmes.
    Nao me interprete mal, o meu problema com filmes brasileiros é aquela, a maioria parece novela da globo, nao tem bom roteiro, nem direção etc, salve bem poucos, tem q gosta, e q bom, no mundo tem espaço p todos e devemos sempre respeitar a visao dos outros.
    Eu gostei daqui por isso.
    Obs: D.T.S é o autor do blog?
    Eu queria fazer meu blog, sobre filmes, livros e afins, mas a falta de tempo nao me permite.
    Parabens.

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    1. Isso.
      DTS é o autor e este que vos fala.

      Quem sabe não possamos fazer uma colaboração?

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