quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

O FANTASMA DA ÓPERA – THE PHANTOM OF THE OPERA (1925)


NOTA: 6,5.

A primeira versão pro cinema e a considerada a mais fiel ao livro de Gaston Leroux e foi produzida ainda durante a época do cinema mudo, estrelada por Lon Chaney no papel título. Este, ficou famoso no cinema mudo por seus personagens deformados em filmes de terror. Tanto que seus papéis mais conhecidos são justamente o Fantasma deste filme e Quasímodo de O Corcunda de Notre Dame (ele somente realizou um filme falado). Com o rosto coberto a maior parte do filme (e mesmo quando está sem a máscara, seu rosto está coberto por uma horrenda maquiagem), Chaney, provindo do teatro, faz uso de pantomima para compor seu personagem. Ele “fala” com todo seu corpo, e sem palavras, expressa toda a dor de seu personagem. O fantasma, é um homem apaixonado e sofre com isso. Como um homem deformado pode ter o amor de uma mulher tão bonita?

O filme conta a história de um homem (Erik, o Fantasma) que fugiu do sanatório e se refugiou sob uma parte esquecida da casa de ópera de Paris. Apaixonado por Christine, ele faz ameaças e “amaldiçoa” o teatro para que ela se torne a cantora principal da ópera, chegando ao ápice de derrubar o lustre do teatro em cima da platéia. Ele se revela para ela como seu mestre, e pede pra quando ela estiver pronta, para procurar por ele, e quando ela o faz, ele a leva para seu esconderijo, com um único pedido: de não mexer na máscara dele. Ela não resiste e retira a máscara revelando a face horrenda do fantasma. Como prova de amor, ele permite que ela volte para o teatro, contanto que não procure Raol, seu amor. Ele deve ser somente dele. Novamente (!) ela não resiste e vai procurar Raol e eles planejam a fuga dela depois da peça, porém o Fantasma ouve todo o plano, e na apresentação, ele a rapta. Raol vai atrás dela e acaba sendo salvo pelo Fantasma, com a condição de que Christine deve se casar com ele. Mas uma turba enfurecida avança em direção a ele, no que culmina no seu espancamento e seu corpo sendo jogado no rio.

Esse filme, aposta mais no suspense que em romance. O personagem do Fantasma, porém, é mal construído. Uma hora ele é apenas apaixonado, na outra mau e em uma hora posterior, completamente insano. Ainda assim Lon Chaney é o dono do filme. Ele é o único realmente interessante no filme, e ele segura o suspense do filme. A cena onde ele é desmacarado, é impressionante (e dizem que na época as pessoas pulavam da cadeira de medo). Há ainda uma outra cena memorável, quando Christine e Raol combinam a fuga, o fantasma ouve a tudo por cima deles com uma fantasia com uma capa esvoaçante. Há uma versão restaurada (foi a que eu assisti) em Technicolor, que pintaram a capa de vermelho dando um visual ainda melhor. A cena do espancamento, terminava com Christine velando pelo corpo do Fantasma, demonstrando seu amor, mas a cena foi cortada para dar maior impacto e realmente funciona de maneira mais fluída, deixando o filme mais ágil em seu clímax. Se não se incomodar em assistir filmes mudos, essa é uma boa pedida. Está com uma boa trilha sonora que encaixa perfeitamente no filme, ainda que seja um tanto estranho assistir um filme sobre ópera sem som...

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