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sábado, 27 de dezembro de 2008

O FANTASMA DA ÓPERA – THE PHANTOM OF THE OPERA (2004)


NOTA: 3.

A nota vai toda pra produção do filme. Figurinos e cenários são ótimos e funcionam perfeitamente. O resto do filme não. O diretor Joel Schumacher entrega um filme estéril e nem consegue arrancar qualquer coisa do elenco que se pareça com qualquer tipo de amoção. Uma tristeza para uma produção tão linda.

E olhe que o elenco não é ruim. Como o fantasma temos o “Leônidas” Gerald Butler e Raol aqui é interpretado por Patrick Wilson, e nenhum dos dois aqui apresenta nem metade do que realmente podem render. Pra terminar, Emmy Rossum, que interpreta Christine, faz o pior papel de todos. Uma atuação pífia que destoa mais ainda do resto do elenco já irregular.

Aqui, o filme é baseado no musical de Andrew Lloyd Webber e não acrescenta nada ao universo já criado do mítico personagem. A única vantagem desse filme, são as músicas que são lindas. O problema está nas seqüências musicais. Schumacher esquece que está fazendo um musical e entrega um filme com câmera imóvel e personagem estáticos apesar da fotografia linda.

Um ponto pra arte do filme, outro para a fotografia e o terceiro para as músicas. É tudo que, infelizmente, esse musical tem a oferecer. Schumacher teve a chance de fazer o filme definitivo sobre O Fantasma da Ópera, mas infelizmente ele opera sobre uma matemática simples: Schumacher + Dinheiro = filme ruim. Por isso que ele é capaz de pequenos sucessos e grandes fracassos. Se tivessem dado a ele 50 mil pra fazer o filme, provavelmente teria entregue um filme de primeira linha, mas infelizmente deram 60 milhões. Totalmente esquecível.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

O FANTASMA DA ÓPERA – THE PHANTOM OF THE OPERA (1943)



NOTA: 8.

Um épico da era de ouro do cinema. Aqui o fantasma ganha uma nova roupagem numa adaptação menos fiel porém mais interessante, ainda que o horror seja amenizado. A começar pela humanização do personagem. Se no anterior ele já existia desde o início do filme, quase como uma lenda do teatro, aqui ele ganha uma origem e uma motivação.

Acompanhamos Erique Claudin (que no anterior era Erik), um violinista da casa de ópera de Paris que é dispensado por não mais poder tocar o violino com perfeição. Apesar de ter tocado lá por vinte anos, ao contrário do que todos pensam, ele está falido porque secretamente paga as aulas de canto para Christine. Fora da ópera ele não pode mais pagar e o professor a dispensará das aulas. Decidido a vender seu Concerto, ele vai a uma editora para publicarem e ao ouvir que estão tocando sua obra, ele enlouquece e mata o editor. A assistente para se defender joga ácido em sua cara e ele para fugir da polícia se esconde nos esgotos e passa a entrar desapercebido pelas dependências da ópera. Esses fatos o enlouquecem e ele passa a matar pessoas até que Christine seja posta como cantora principal. Filmado nos mesmo estúdios que o anterior (que até hoje existe), a cena da queda do lustre foi refeita, mas desta vez leva ao ápice do filme. Logo em seguida há a caçada que culmina no soterramento do fantasma.

Aqui o fantasma é interpretado por Claude Rains (o policial de Casablanca), mas não é de longe o personagem mais interessante da trama. Aqui ele divide a cena com Anatole Garron (interpretado por Nelson Eddy) e Raol D’Aubert (Edgar Barrier), que são donos das melhores cenas do filme com o cinismo pela disputa do amor de Christine. Aqui Raol é um oficial de polícia que investiga os crimes e Garron é o barítono do teatro. Há três cenas deles com Christine que são impagáveis, e, inclusive, são eles que fecham o filme.

Esse filme dá um salto à frente em relação ao filme anterior com uma história mais complexa e melhor trabalhado. Apesar de ter um clima muito mais ameno e divertido (apesar de também ter sido vendido como um terror), vale muito a pena. Apesar de agora as pessoas cantarem (em francês) nas óperas apresentadas, este filme não é um musical e é ótimo.

O FANTASMA DA ÓPERA – THE PHANTOM OF THE OPERA (1925)


NOTA: 6,5.

A primeira versão pro cinema e a considerada a mais fiel ao livro de Gaston Leroux e foi produzida ainda durante a época do cinema mudo, estrelada por Lon Chaney no papel título. Este, ficou famoso no cinema mudo por seus personagens deformados em filmes de terror. Tanto que seus papéis mais conhecidos são justamente o Fantasma deste filme e Quasímodo de O Corcunda de Notre Dame (ele somente realizou um filme falado). Com o rosto coberto a maior parte do filme (e mesmo quando está sem a máscara, seu rosto está coberto por uma horrenda maquiagem), Chaney, provindo do teatro, faz uso de pantomima para compor seu personagem. Ele “fala” com todo seu corpo, e sem palavras, expressa toda a dor de seu personagem. O fantasma, é um homem apaixonado e sofre com isso. Como um homem deformado pode ter o amor de uma mulher tão bonita?

O filme conta a história de um homem (Erik, o Fantasma) que fugiu do sanatório e se refugiou sob uma parte esquecida da casa de ópera de Paris. Apaixonado por Christine, ele faz ameaças e “amaldiçoa” o teatro para que ela se torne a cantora principal da ópera, chegando ao ápice de derrubar o lustre do teatro em cima da platéia. Ele se revela para ela como seu mestre, e pede pra quando ela estiver pronta, para procurar por ele, e quando ela o faz, ele a leva para seu esconderijo, com um único pedido: de não mexer na máscara dele. Ela não resiste e retira a máscara revelando a face horrenda do fantasma. Como prova de amor, ele permite que ela volte para o teatro, contanto que não procure Raol, seu amor. Ele deve ser somente dele. Novamente (!) ela não resiste e vai procurar Raol e eles planejam a fuga dela depois da peça, porém o Fantasma ouve todo o plano, e na apresentação, ele a rapta. Raol vai atrás dela e acaba sendo salvo pelo Fantasma, com a condição de que Christine deve se casar com ele. Mas uma turba enfurecida avança em direção a ele, no que culmina no seu espancamento e seu corpo sendo jogado no rio.

Esse filme, aposta mais no suspense que em romance. O personagem do Fantasma, porém, é mal construído. Uma hora ele é apenas apaixonado, na outra mau e em uma hora posterior, completamente insano. Ainda assim Lon Chaney é o dono do filme. Ele é o único realmente interessante no filme, e ele segura o suspense do filme. A cena onde ele é desmacarado, é impressionante (e dizem que na época as pessoas pulavam da cadeira de medo). Há ainda uma outra cena memorável, quando Christine e Raol combinam a fuga, o fantasma ouve a tudo por cima deles com uma fantasia com uma capa esvoaçante. Há uma versão restaurada (foi a que eu assisti) em Technicolor, que pintaram a capa de vermelho dando um visual ainda melhor. A cena do espancamento, terminava com Christine velando pelo corpo do Fantasma, demonstrando seu amor, mas a cena foi cortada para dar maior impacto e realmente funciona de maneira mais fluída, deixando o filme mais ágil em seu clímax. Se não se incomodar em assistir filmes mudos, essa é uma boa pedida. Está com uma boa trilha sonora que encaixa perfeitamente no filme, ainda que seja um tanto estranho assistir um filme sobre ópera sem som...
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