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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

SOMBRAS DA NOITE - DARK SHADOWS


NOTA: 5.
- Meu nome é Barnabas Collins. Dois séculos atrás, eu fiz de Collinwood a minha casa... até que uma bruxa invejosa me amaldiçoou, me condenando à sombras pra sempre.

Seguindo o padrão que Tim Burton adotou para seus filmes, o que temos aqui é uma produção muito caprichada, com figurinos, cenários, fotografia e efeitos especiais quase impecáveis. O que não temos como costumamos a ver em seus filmes, é uma história interessante que nos leva a algum lugar. Parece um filme de Tim Burton em que ele dirigiu por controle remoto. Parece que falta alguma coisa para dizermos que é um filme dele e não de alguém copiando seu visual.
O filme até começa bem, mostrando cenas interessantes sobre a família Collins na América. Uma pena que o filme começa gerando uma expectativa na plateia para as próximas cenas e depois parece incapaz de nos satisfazer. Mais um caso onde o melhor aparece logo no início, e nada aparece para sequer igualar. Barnabas (Johnny Depp) desperta a paixão de Angelique (Eva Green), mas acaba realmente se apaixonando por Josette (Bella Heathcote). 
Para seu azar, Angelique é uma bruxa que depois de rejeitada fica sedenta por vingança. Primeiro ela faz com que Josette se jogue de um precipício. Barnabas ainda tentar salvar a moça, mas incapaz, consegue apenas assistir sua morte. Depois, Angelique o transforma num vampiro e convence o povoado a tranca-lo acorrentando dentro de um caixão onde fica aprisionado por 190 anos. Pra ser mais preciso, ele acorda em 1972.
Barnabas volta para Collinwood para encontrar seu antigo lar, que na sua época era um marco da cidade, em ruínas. A herança de sua família foi dilapidada, o comércio de peixe deles está quase falido. Ele encontra a família, liderada por Elizabeth Collins (Michelle Pfeifer) e faz um acordo com ela para tentar levantar novamente a família. Tanto em nome quanto nos negócios, mas para isso ele deve enfrentar novamente Angelique que controla agora todo o mercado da venda de peixes. E que mesmo depois de tanto tempo ainda morre de amores por ele.
Os outros habitantes da casa incluem Carolyn (Chloe Grace Moretz); o irmão sanguessuga de Elizabeth, Roger; que tem um filho que consegue ser mais estranho que Barnabas; e uma psiquiatra Dra. Julia Hoffman (Helena Bonham Carter). O mordomo da família é Loomis (Jackie Earle Haley), que serve o jantar de todos. Jantar que é um dos eventos mais estranhos do filme. 
Barnabas tem uma pele tão branca quanto um vampiro enterrado por 190 anos deve ter. Com longos dedos e unhas, ele trata todo mundo com uma cortesia digna de séculos anteriores. Todo o seu personagem é construída em cima de uma caricatura do que é um vampiro, e provavelmente não deveria ser diferente. Mas este tipo de personagem precisa de um contraponto, que seriam as pessoas normais, para funcionar. Como não temos nenhum personagem normal, o vampiro fica sendo apenas mais um de uma alegoria.
A única graça do filme está em assistir Barnabas reagir às modernidades dos anos 1970. Especialmente em relação à cultura pop. Em determinado momento, ele declara que Alice Cooper é "a mulher mais feia que já viu". São pequenas graças, poré, e que infelizmente não salvam o filme. Em sua oitava colaboração juntos, diretor e ator já realizaram trabalhos bem melhores. Aqui, se trata de um filme que até começa bem, mas imediatamente vai perdendo sua força.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A INVENÇÃO DE HUGO CABRET - HUGO


NOTA: 10.
- O mundo é como uma grande máquina. Máquinas não vem com partes extras, sabe? Eles vem com a quantidade de peças necessárias. Então eu imaginei que se o mundo fosse uma grande máquina, eu não podia ser uma parte extra. Que deve haver um motivo para eu estar aqui.

Este filme tem uma temática infantil, sim. Mas não se enganem. O filme é uma mera desculpa (com o perdão da palavra) para que o diretor Martin Scorcese, conhecido como um dos grandes cinéfilos do cinema, escrevesse uma carta de amor à sétima arte. É um filme como nenhum outro que o diretor tenha feito, mas ainda assim é o que parece mais próximo ao coração dele. À sua paixão.
Vou além disso. Scorcese, que sempre apareceu um pouco avesso à novas tecnologias no cinema fez o filme com o melhor uso do 3D que vi até agora. Por mais estranho que parece, Hugo parece apresentar o futuro da tecnologia, e ela pertence à Scorcese. E logo num filme sobre um homem que inventou os efeitos especiais.
Ao contrário de filmes que costumamos ver dele, aqui acompanhamos a história de um órfão (Hugo, interpretado por Asa Butterfield) que vive em uma estação de trem parisiense. Seu pai, que trabalhava em um museu e morreu num acidente, consertava relógios e outros objetos mecânicos. Talento que o garoto aprendeu e usa para manter os relógios da estação funcionando, trabalho que é do seu tio que quase nunca vemos. Ele diz que enquanto os relógios estiverem funcionando, ninguém notará que está ali sozinho.
Antes de morrer, seu pai (Jude Law) estava tentando consertar um autômato que encontrou no museu em que trabalhava. Pai e filho trabalhavam nas horas vagas procurando peças que servissem, mas o acidente aconteceu antes que completassem o serviço. Além disso, há uma chave em formato de coração essencial para fazer com que funcione. O menino continua tentando encontrar as peças necessárias na esperança que o autômato tenha uma mensagem do seu pai enquanto foge do inspetor da estação (Sacha Baron Cohen), se escondendo por passagens estranhas e roubando alimentos para viver (ele prefere isso a ser tratado como um órfão).
Sua vida na estação fica mais complicada depois que um velho (Ben Kingsley) dono de uma loja de artigos de mágica na estação. O velho é na verdade George Melies, um dos pioneiros do cinema de ficção e inventor do autômato, mas Hugo não sabe disso.
O filme tem duas partes distintas. A primeira é sobre Hugo e sua vida na estação. Dessa mesma forma, conhecemos quase todos os personagens que precisamos conhecer no filme, pois praticamente estão todos lá. É a segunda parte parte que deve encantar qualquer amante do cinema, através de flashbacks que traçam a carreira de Melies (que qualquer pessoa deve reconhecer seu filme mais famoso, A viagem para a Lua). Scorcese já havia feito documentários sobre a história do cinema (que também virou um livro), e agora usa todo o seu conhecimento para fazer este filme. Em especial para recriar os filmes de Melies.
Assim como O artista contava uma parte do cinema, a transição do cinema mudo para o falado, Scorcese celebra o nascimento do cinema ao mesmo tempo que praticamente pede uma preservação dos filmes antigos (uma causa do diretor). Há muitas cenas emocionantes no filme, especialmente pela busca de Hugo e sua amiga (uma menina criada por Melies interpretada por Chloe Grace Moretz) em fazer com que o velho não se esqueça de seu passado. Uma obra prima apaixonada pelo cinema em todos os sentidos.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

DEIXE-ME ENTRAR



NOTA: 9.
- Você tem que me convidar para entrar.

Em 2009, eu fui surpreendido por um dos melhores filmes de vampiro que já assisti. O diretor sueco Tomas Alfredson, levou para as telas o ótimo Deixe ela entrar, roteiro adaptado do livro homônimo de John Ajvide Lindqvist escrito por ele mesmo. O filme passou por praticamente todos os festivais do mundo que se preze e fez bastante sucesso entre os cineastas, apesar de lançamentos discretos nos EUA e Brasil (aqui, só foi lançado em SP nos cinemas).
Claro que a versão americana seria apenas um questão de tempo.
O trabalho ficou para Matt Reeves, de Cloverfield, que escreveu o roteiro e dirigiu o filme. Eu achava que seria apenas mais uma versão imbecil de um bom filme, mas acabei surpreendido pelo resultado final deste filme. Isso porque o diretor se mostrou extremamente fiel ao trabalho original, chegando ao ponto de repetir algumas cenas. As melhores pelo menos. É quase a versão original com atores americanos.
Owen (Kodi Smit-McPhee, o filho em A estrada) é um menino de 12 anos cujo os pais estão se divorciando. Sua mãe é uma religiosa fervorosa e alcoólatra e seu pai um ausente. Fora isso, ele sofre de bullying no colégio por um garoto maior que ele acompanhando de outros 2 (os valentões são sempre covardes).
Para o apartamento ao lado do seu, se muda Abby (Chloe Grace Moretz, a atriz mirim do momento, Hit Girl de Kick ass), uma menina de também 12 anos,  e seu "pai". Em seu primeiro encontro ela diz para ele que não pode ser amiga dele, mas ainda assim eles criam uma afeição um pelo outro. Ambos são parecidos em alguns aspectos, como pelo fato de serem solitários, isolados do resto do mundo. Exceto pelo fato que ela é assim por ser uma vampira. Ela diz ter "12 anos, mais ou menos", mas nunca revela sua idade real. Não importa quanto anos ela tenha, por alguma força "vampírica", ela ainda é uma criança, e age como tal.
O filme gira em torno das crianças. Os adultos são apenas coadjuvantes. A mãe que mal parece ter capacidade de criar Owen e nem questiona os machucados que o garoto chega em casa. O "pai" tem uma relação estranha com Abby. Eles tem afeição e ao mesmo ele parece mais um empregado que um amigo. E o policial que está em busca de um serial killer que está tirando o sangue de suas vítimas.
Esqueça as bobagens da saga Crepúsculo. Vampiros não são cool, não são glamourosos e apaixonados. Vampiro é um personagem trágico e amaldiçoado. Assim como um viciado, eles são impelidos a buscar sangue. Eles precisam disso. Não há nenhum perito em vampiros atrás da menina ou mesmo teorias que iriam parecer malucas no mundo real. Esse filme é como se fosse real. No nosso mundo.
Quem tiver interesse em ver um bom filme de vampiros (de verdade) nos cinemas pode se surpreender aqui. Quem for ver em casa, pode procurar o original que é ainda superior. Inclusive dá um novo sentido quando ela diz "Não sou uma menina". Fica ao critério do espectador, esse é muito bom, o original é maravilhoso.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

KICK-ASS: ARREBENTANDO TUDO


NOTA: 7.
"Sem poderes, vem nenhuma responsabilidade. Exceto que isso não era verdade." Kick-ass

Esse é o segundo filme baseado em um quadrinho de Mark Millar. Em 2008 já tinha chegado nos cinemas o (também) ultra violento Procurado, com Angelina Jolie e James McAvoy. Nunca li nenhum desses quadrinhos que originaram os filmes, então me pergunto se os mesmos também são tão violentos ou se os filmes estão apenas seguindo um triste padrão. Afinal, Gladiador não tinha tanta violência quanto.
Aqui acompanhamos um nerd de colégio que resolve ser um herói fantasiado. Ele não tem o menor jeito para a coisa. Claro que durante o filme ele apanha mais que consegue bater em alguém, mas devo reconhecer que o esforço é louvável. Ou talvez ele seja apenas masoquista. Sua iniciativa faz com que surjam outros com a mesma idéia, e estes são Big Daddy (Nicolas Cage) e Hit Girl (Chloe Grace Moretz) . Diferentes do herói do título, esses sim tem jeito para a coisa.
A premissa do filme é que nenhum deles são super-heróis. Na prática, porém, tudo vai por água abaixo assim que Hit Girl entra em ação. A menina de 12 anos pula, atira e bate como nenhuma pessoa normal conseguiria. E digo mais, ela domina artes marciais como nenhuma outra pessoa de qualquer idade. Incluindo Jet Li e Jackie Chan. Além disso ela tem a incrível capacidade de falar mais palavrões que o mais desbocados personagens já falaram.
Se a personagem por si só já parece perdida para o lado negro, imagine vê-la sendo espancada por adultos com o triplo de sua idade e seu tamanho. Se para algumas pessoas, verem adultos sendo espancados já pode incomodar, imagina alguém dessa idade. Além disso, ela sequer se importa com as consequências de assassinar dúzias de pessoas. Talvez por causa da criação psicopata de seu pai, que quer apenas acabar com o império de um chefão criminoso (Mark Strong, se especializando em vilões), mesmo que para isso sacrifique a infância da menina.
Ainda assim o filme não é uma perda de tempo. Diferente dos filmes que escrevi na última vez, este pelo menos tem boas cenas de ação. Com muito sangue jorrando, claro. Me preocupa um pouco que esta seja a tendência dos novos filmes. Vamos ver o que o futuro do cinema reserva para nós. Ah, sim. Há ainda a presença do mais conhecido nerd dos cinemas: McLovin, fazendo o filho do chefão e também o "herói" Red Mist. Hilário.

domingo, 8 de novembro de 2009

(500) DIAS COM ELA


NOTA: 9.

"O que se passa a seguir é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas é mera coincidência. Especialmente você, Jenny Beckman. Sua vadia." Nota do autor.

Tem uma coisa que sempre vejo acontecer quando alguém conta uma história, que é ver a pessoa voltar pra algum evento anterior do que está contando na hora. Algum detalhe que estava faltando e que se não for contado, vai acabar com a compreensão de tudo. Isso faz com que a história nem sempre seja contada na ordem correta dela.
Ao meu ver, a culpa é nossa. Não que tenhamos uma péssima memória ou porque a história esteja sendo esquecida. Acredito que seja por conta das coisas que lembramos. Nem sempre lembramos das coisas como elas são, e muitas vezes não na ordem cronologicamente certa, mas sim pelo que mais nos impactou. É mais ou menos assim com esse filme, onde logo no início, sabemos como vai terminar. Resta descobrirmos o "porquê".
Ele não começa com o casal se conhecendo e se apaixonando. Ele começa com o casal sentado num banco em uma praça. Para Tom esse talvez seja o evento mais importante que ele lembra. Só ao final do filme vamos saber o contexto dos dois. Até temos cartelas que indicam qual o dia que vamos ver a seguir, mas acredito que isso seja desnecessário. Um mero capricho para o espectador.
Tom (Joseph Gordon-Levitt) trabalha em uma firma de cartões. Sua carreira de arquiteto nunca decolou, e ele se satisfez com o emprego que paga suas contas. Um dia ele conhece Summer (Zooey Deschanel, e o motivo pro nome original do filme: (500) Days of Summer), a nova assistente de seu chefe. Ele se apaixona por ela instantaneamente. A contagem começa no momento em que ela a conhece.
Tom é totalmente previsível. Logo de cara fica claro que ela é mais do que ele pode ter. Já Summer é um total mistério. Até mesmo porque talvez o filme seja contado pelo ponto de vista dele. Só o que é facilmente visto de seu ponto de vista, é que ela é totalmente honesta com ele. Sempre. Tom é que insiste no relacionamento. E insiste em mais do que a moça oferece. Desde o início se percebe que é Tom que tenta lutar contra a realidade.
Tudo no filme funciona maravilhosamente bem: ele é leve e divertido de assistir, em várias partes é engraçado, o casal protagonista funciona bem e a trilha sonora é ótima (talvez por conta do diretor Marc Webb que estréia nesse filme em longa e vinha de uma carreira em videoclips). E ao mesmo tempo que é romântico, mantém um pé na realidade. Como o próprio Tom anuncia logo no início do filme, essa não é uma típica história de amor. Por isso que pode ser tão bom assistí-lo.

(500) Days of Summer. Ano: 2009. Duração: 95 minutos. Com: Joseph Gordon-Levitt, Zooey Deschanel e Geoffrey Arend. Direção: Marc Webb; Roteiro: Scott Neustadter e Michale H. Weber; Música: Mychael Danna e Rob Simonsen; Fotografia: Eric Steelberg; Edição: Alan Edward Bell.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

BOLT


NOTA: 8,5.

Finalmente a Disney volta a lançar um (realmente) bom filme. Antes do começo da era PIXAR, a Disney vinha de enormes sucessos: “A Bela e a Fera” (1991) foi indicado ao Oscar de melhor filme (não existia a categoria de melhor animação), “Aladin” contou com a voz de Robin Williams para estourar as bilheterias mundiais e “O Rei Leão” coroou em grande estilo a ótima fase da produtora. Enquanto a PIXAR entrou em ação ascendente, a Disney foi na direção contrária. Ainda entre o primeiro “Toy Story” e “Vida de inseto” conseguiu alguns sucessos como “O Corcunda de Notre Dame” e “Hércules”, mas depois foram consecutivos filmes medianos e preguiçosos como: “Tarzan”, “Mulan”, “Dinossauro”, “A Nova Onda do Imperador”, “Atlantis”, “Lilo & Stitch”, “Planeta do Tesouro”, “Irmão Urso”, “Nem que a Vaca Tussa” e “Galinho Chiken Little”. Não que sejam ruins (alguns até são), mas são filmes que poderiam ter sido feito por qualquer estúdio. Com o crescimento da animação da DREAMWORKS e até da FOX, convenhamos que a Disney estava devendo e muito.

Eis que surgiu John Lasseter, presidente da PIXAR que virou também presidente da Disney e fez as coisas entrarem nos eixos. BOLT é o primeiro fruto da Disney sobre sua presidência. Seja lá o que ele fez para a PIXAR ser o monstro que é, ele começa a fazer aqui também. BOLT é o filme que Disney precisava para se reerguer e apesar de estar ainda um patamar abaixo da PIXAR, é um ótimo filme. E para ficar ainda melhor: 3D. Mas não se engane achando que o filme é refém da tecnologia, ele tem um ótimo roteiro e animação de primeira linha. O 3D é só um luxo a mais.

Bolt é um cão, astro de uma série juvenil de ação. Para que ele interprete melhor, todos agem como se fosse tudo real e o cachorro realmente acredita que é um supercão. Como ao final de todo capítulo ele salva a mocinha, a platéia do seriado é apenas para crianças. Com intuito de aumentar a faixa etária, eles resolvem criar ameaças mais perigosas e a mocinha é raptada. Desesparado, ele tenta salvá-la a qualquer custo e acaba parando no outro lado do país. Para indicar o caminho de volta, ele pega uma gata de rua (que no seriado são maus) e, acompanhados de um hamster, eles cruzam o país para reencontrar a menina. E nessa viagem ele descobre que não é super ao mesmo tempo que cria um laço de amizade com a gata, que o ensina a ser um cão de verdade.

O seriado permite que o filme tenha cenas de ação ótimas. Isso junto com um roteiro esperto e muito engraçado. Para melhorar, o hamster é simplesmente hilário. E no final, a gente descobre que ele não precisa ser super para ser herói. Diversão de primeira linha recomendada para os grandes e pequenos. Principalmente se for num cinema 3D.
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