Mostrando postagens com marcador Disney. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Disney. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

A PRINCESA E O SAPO



NOTA: 8.
"Desejar para uma estrela é apenas 50%. Os outros 50% são de muito trabalho para conseguir o que se deseja." James

A Princesa e o Sapo é uma ótima animação que resolveram lançar na hora certa. Muitos podem estranhar a frase, já que estamos na era da animação digital que lança filmes de milhões de cores e principalmente: 3D. Esqueça os óculos e os efeitos digitais, o lance aqui é a boa e velha animação tradicional que transformou a Disney no que ela é hoje. Não se esqueçam que seu símbolo ainda é um castelo, não carros, monstros ou ratos. Para eles é uma volta às origens, para nós, os mais velhos um pouco que as crianças pelo menos, uma sessão nostálgica.
E o motivo da volta não poderia ser o mais acertado também: princesas. Claro. Bela se transformou numa princesa, assim como Cinderela, Branca e Jasmim. Aqui a princesa, que na verdade não é princesa, é Tiana, uma garçonete que trabalha o tempo todo para juntar dinheiro suficiente para abrir um restaurante, como seu pai queria. Por isso, quando o príncipe aparece e faz a proposta para que ela o beije para transformá-lo de volta em troca de dinheiro para ela alcançar seu objetivo ela, mesmo hesitante, o faz. A sua falta de realeza porém tem um efeito diferente, e ela mesma acaba sendo transformada em um anfíbio.
A situação aproxima os opostos. O príncipe é um fanfarrão que nunca trabalhou em sua vida e que está sem dinheiro já que seus pais lhe cortaram a mesada. Já Tiana é só trabalho sem nenhuma diversão. Tudo sublinhado pelas canções do sempre ótimo Randy Newman, que já trabalhou em mais de 80 filmes incluindo sucessos da Pixar como Toy Story e Monstrons S.A. E antes que alguém fale qualquer coisa, tem números musicais sim, como todos os filmes da produtora tinham. E são ótimos.
Não posso esquecer que o filme tem os primeiros personagens (principais) afros da história da Disney. Pelo menos não consigo me lembrar de nenhum outro filme estrelado por eles, se tiver algum por favor me corrijam. Vai ver esse o traço da modernidade num filme que transpira os "bons e velhos tempos" da casa do Mickey. Como disse antes, no meio de tantas animações digitais, é bom ter o "frescor" de uma animação como essa. E que ainda se preocupe em ter uma boa história com personagens interessantes. Uma lição para muitos que estão fazendo animação hoje em dia.
PS: A dupla de diretores, Ron Clements e John Musker, é a mesma de sucessos como Alladin, Hércules e A Pequena Sereia.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A BELA E A FERA – THE BEAUTY AND THE BEAST


NOTA: 10.
- Quem poderia aprender a amar uma fera?

Este desenho animado da Disney pode se encaixar em muitas listas. Lista dos melhores filmes de todos os tempos? Sim. Melhores musicais? Claro. Melhores desenhos animados? Com certeza. Não por acaso, recentemente a AFI elegeu o desenho como o sétimo melhor de todos os tempos. Mesmo que o excepcional Wall.E entre na lista, A Bela e a Fera ainda figuraria entre os dez mais de todos os tempos. E com muita justiça. Assistindo novamente, me dei conta de que não estava assistindo um simples desenho animado, estava assistindo a um filme com uma grande história.
Pra começar, se trata de recontar um clássico francês. A história por si só já é linda: homem é punido por sua arrogância e é transformado em uma fera horrível, e a única forma de desfazer o feitiço é amar uma pessoa e ser amado de volta. No desenho, tudo isso nos é mostrado por meio de vitrais, que falam do príncipe e da sua maldição. Mas aqui com uma data pra rompê-la, até a queda da última pétala de uma rosa. Recluso em seu castelo, onde tudo e todos foram igualmente amaldiçoados, ele prende o pai de Belle por ter invadido seu castelo quando se perdeu na floresta. Esta então, parte em busca do pai e parte para encontrá-lo, e quando o faz, troca de lugar com ele. Decidido a quebrar a maldição, ele tenta com ajuda dos seus criados a conquistar a moça. Porém, com o passar dos anos de isolamento, ele se tornou mais rude e anti-social do que já era.
Aí entram os trunfos do desenho. Belle, não é uma mulher comum. Ela é uma das primeiras feministas de desenhos animados. Aqui, ela é uma sonhadora inteligente e por isso considerada estranha por todos da cidade. Principalmente por rejeitar o fanfarrão Gaston que planeja desposá-la. Ela é a doçura encarnada. Já Gaston é um dos melhores vilões pelo simples fato de ser adorável. Ele é tão fanfarrão que suas cenas são hilárias, e quase nos fazem torcer por ele. Ele não é de todo mau, é mais burro que outra coisa. Já a Fera é um ser perdido, que não sabe como conviver com outras pessoas, mas ao salvar Belle de uma alcatéia, mostra que há mais nele do que em sua aparência horrenda.
Como é comum em filmes da Disney, os personagens principais são cercados de coadjuvantes que conspiram e fofocam sobre a situação. Como se trata de um castelo, esses personagens são os criados da Fera, e como ele está encantado, foram transformados em criaturas falantes tais como relógios, candelabros, armários, xícaras e vassouras. Eles podem estar desesperados por terem sido punidos junto com seu mestre, mas agora o interesse maior de todos é ajudá-lo a quebrar a maldição.
O fato de ser um desenho amplifica toda a mágica do filme. Apesar das novas técnicas que estão sendo usadas em filmes, a animação ainda se mostra o terreno ideal para a fantasia. Apesar de beber na fonte do homônimo filme de Jean Cocteau, ele vai além. Cada cena do filme é de uma magia que nunca encontrei em um filme antes. Seja qual filme for. Apoiado por músicas maravilhosas com coreografias que não precisam obedecer as leis da física, o roteiro nos faz ficar apaixonados pela história de amor. Vencedor do Oscar de melhor canção, foi também indicado para o Oscar de melhor filme. Se houvesse a categoria de melhor animação na época, teria levado fácil. Mas não precisa de um Oscar para se tornar inesquecível. Isso ele fez por si só. Muitos filmes de animação são vistos por poderem ser assistidos sem limite de idade, esse merece ser visto porque é um grande filme que respeita as plateias de qualquer idade.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

BOLT


NOTA: 8,5.

Finalmente a Disney volta a lançar um (realmente) bom filme. Antes do começo da era PIXAR, a Disney vinha de enormes sucessos: “A Bela e a Fera” (1991) foi indicado ao Oscar de melhor filme (não existia a categoria de melhor animação), “Aladin” contou com a voz de Robin Williams para estourar as bilheterias mundiais e “O Rei Leão” coroou em grande estilo a ótima fase da produtora. Enquanto a PIXAR entrou em ação ascendente, a Disney foi na direção contrária. Ainda entre o primeiro “Toy Story” e “Vida de inseto” conseguiu alguns sucessos como “O Corcunda de Notre Dame” e “Hércules”, mas depois foram consecutivos filmes medianos e preguiçosos como: “Tarzan”, “Mulan”, “Dinossauro”, “A Nova Onda do Imperador”, “Atlantis”, “Lilo & Stitch”, “Planeta do Tesouro”, “Irmão Urso”, “Nem que a Vaca Tussa” e “Galinho Chiken Little”. Não que sejam ruins (alguns até são), mas são filmes que poderiam ter sido feito por qualquer estúdio. Com o crescimento da animação da DREAMWORKS e até da FOX, convenhamos que a Disney estava devendo e muito.

Eis que surgiu John Lasseter, presidente da PIXAR que virou também presidente da Disney e fez as coisas entrarem nos eixos. BOLT é o primeiro fruto da Disney sobre sua presidência. Seja lá o que ele fez para a PIXAR ser o monstro que é, ele começa a fazer aqui também. BOLT é o filme que Disney precisava para se reerguer e apesar de estar ainda um patamar abaixo da PIXAR, é um ótimo filme. E para ficar ainda melhor: 3D. Mas não se engane achando que o filme é refém da tecnologia, ele tem um ótimo roteiro e animação de primeira linha. O 3D é só um luxo a mais.

Bolt é um cão, astro de uma série juvenil de ação. Para que ele interprete melhor, todos agem como se fosse tudo real e o cachorro realmente acredita que é um supercão. Como ao final de todo capítulo ele salva a mocinha, a platéia do seriado é apenas para crianças. Com intuito de aumentar a faixa etária, eles resolvem criar ameaças mais perigosas e a mocinha é raptada. Desesparado, ele tenta salvá-la a qualquer custo e acaba parando no outro lado do país. Para indicar o caminho de volta, ele pega uma gata de rua (que no seriado são maus) e, acompanhados de um hamster, eles cruzam o país para reencontrar a menina. E nessa viagem ele descobre que não é super ao mesmo tempo que cria um laço de amizade com a gata, que o ensina a ser um cão de verdade.

O seriado permite que o filme tenha cenas de ação ótimas. Isso junto com um roteiro esperto e muito engraçado. Para melhorar, o hamster é simplesmente hilário. E no final, a gente descobre que ele não precisa ser super para ser herói. Diversão de primeira linha recomendada para os grandes e pequenos. Principalmente se for num cinema 3D.

sábado, 15 de novembro de 2008

WALL.E


NOTA: 10
O melhor desenho animado desse ano.
Na verdade de muitos outros anos.

Ao contrário dos filmes, que foram grandes prejudicados com a greve de roteiristas, os desenhos se saíram melhor esse ano (já que levam anos pra serem concluídos). E Wall.e é maravilhoso tanto visualmente quanto pela história emocionante. E não precisa de diálogos pra isso, o que o torna uma pérola ainda mais rara.

Talvez os pequenos possam não gostar pelos momentos de silêncio, mas acho difícil não se interessarem pelo visual fantástico ou não se emocionarem com a história do pequeno robô. O início sem diálogos (com exceção de um filme que ele gosta de assistir, Alô, Dolly), vemos a rotina de Wall.e, cuja missão é melhorar o planeta terra que foi deixado pra trás por ter se tornado inóspito. E vemos que todos os modelos da linha dele que possuem a mesma missão, estão quebrados... Wall.e é o último da sua espécie.

É um triste planeta de se ver, mas é ótimo ver nosso herói vagando por ele (que me parece ainda mais agradável por parecer o E.T. do filme do Spielberg). Até que tudo muda. Uma nave pousa e um robô fica na terra procurando vida. Então Wall.e se apaixona. Você pode se perguntar: "mas um robô se apaixonando?". Pois saiba que Wall.e vai atrás de seu amor e passa por muitos humanos. E nenhum deles é tão humano quanto o intrépido robozinho. E por falar dos humanos, estes assustam. Se nosso futuro for esse, temos muito o que temer. Ninguém anda nem se comunica, todos ficam com a cara enfiada em máquinas.

Um dos filmes mais bonitos do ano. Impossível não se apaixonar pelo robozinho ou pela sua jornada, o que o torna recomendado para adultos e crianças. Se fosse na época do cinema sem som, poderia muito bem ser uma animação muda (será que a pixar iniciou uma nova era de desenhos feito para adultos?). Emociona, tem uma ótima história e um ótimo alerta pras crianças. Dá uma pena quando acaba...
Mais um acerto de enormes proporções na carreira muito bem sucedida da Pixar.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...