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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

SUCKER PUNCH - MUNDO SURREAL


NOTA: 2.
- Se vocês não se unirem por alguma coisa, vocês vão se partir por qualquer coisa.

O diretor Zack Snyder está se tornando um mestre de filmes com visual exuberante mas sem conteúdo algum. Mesmo quando tinha um ótimo conteúdo, em Watchmen, ele preferiu abandonar a história para ficar com a forma. Sem se preocupar com a adoração dos muitos fãs dos quadrinhos com o material original, ele simplesmente ignora a necessidade de um plot para realizar seu último filme antes de revitalizar a franquia do homem de aço (sabe-se lá o que vai sair disso).
A imaginação do diretor com certeza é bem agitada com muitas explosões e lutas, é apenas de se lamentar que ela não seja muito fértil. Geralmente, seu estilo visual é suficiente para disfarçar a falta de uma boa história, como em 300 e A madrugada dos mortos, mas num filme onde a maior parte da história é contado com extensivo uso de CGI (os efeitos especiais) a coisa não funciona exatamente desse jeito. Por isso, provavelmente não é coincidência o fato desse ser seu pior filme e o primeiro a não ter base em um material preexistente.
Com personagens de mangá, acompanhamos uma abertura onde Baby Doll (Emily Browning) e sua irmã recebem a notícia da morte da mãe delas, o que deixa as duas sob os cuidados do terrível padrasto. A tragédia que se sucede é contada da maneira mais pop possível, o que dilui toda sua força dramática. O fato é que Baby Doll acaba internada num hospício onde, graças a um maligno acordo com o responsável pelo lugar, ela será lobotomizada em cinco dias.
A mente da menina começa a tentar fugir da realidade. Ela entra em uma fantasia onde o hospício é um bordel e as internas são obrigadas a dançar para clientes. Baby Doll se mostra um dançarina excepcional, tão boa que nunca a vemos dançando mas que todos ficam hipnotizados. Tão hipnotizados que abre espaço para que armem um plano para escapar. Todas as vezes que ela dança, um objeto que pode ajudar na fuga é roubado. E cada vez que ela começa a dançar, sua mente que está fugindo da realidade foge da fantasia para uma outra fantasia onde ela é uma guerreira que luta contra guerreiros samurais, vilões da primeira guerra transformados em zumbis e até mesmo dragões.
Talvez o filme pudesse ser mais interessante se as cenas de ação realmente tivessem o poder de segurar a platéia, o que infelizmente não acontece. As cenas, que quase em sua totalidade parecem intermináveis, até são bem coreografadas, mas esquecem de oferecer o principal: tensão. Acompanhada de Sweet Pea (Abbie Cornish), Blondie (Vanessa Hudgens), Amber (Jamie Chung) e Rocket (Jena Malone), Baby Doll atira, pula e esgrima como se fosse um personagem de vide game. E como tal, parece que se algo acontecer com ela é suficiente usar "outra vida". Em nenhum momento parece que algo vai realmente acontecer com elas, mesmo quando alguma coisa realmente acontece.
Pior ainda é a insistência de Snyder de levantar questões polêmicas e ficar suavizando a história inteira. Até mesmo em Hollywwod, nenhuma punição é cruel em demasia quando se trata de crimes hediondos, que é o caso das coisas que acontecem com essas meninas. Mesmo assim, ele vai contra a corrente do bom senso e decepciona em solucionar as questões que ele levanta.

domingo, 25 de setembro de 2011

MISSÃO MADRINHA DE CASAMENTO - BRIDESMAIDS


NOTA: 8.
- Isso é tão estranho. Eu realmente quero que você vá embora, mas não sei como te pedir isso sem parecer um babaca.

Este filme é uma comédia surpreendentemente engraçada com um elenco principal totalmente composto de mulheres. Alguns homens aparecem no filme, claro, mas nenhum tem muitos minutos em frente as câmeras ou ofusca alguma das mulheres. Este é um filme feito por mulheres (a atriz principal, Kristen Wiig escreveu o roteiro, apesar da direção ser de um homem), mas não para mulheres apenas (ao contrário de Sex and the city). É um filme para qualquer um que queira rir.
Como uma versão feminina de Se beber não case, o filme gira em torno de um casamento. Mas não é o casamento de Annie (Wiig) que está programado, é o de sua melhor amiga Lillian (Maya Rudolph). Annie é convidada para ser a madrinha do casamento da amiga, mas uma nova amiga de Lillian aparece para "atrapalhar" a vida de Annie. Isso porque Helen (Rose Byrne) é tudo que Annie não é. Ela tem dinheiro, é bonita e capaz de organizar o casamento com extremos bom gosto. A maior parte das decisões deveria caber a Annie, mas ela parece ser incapaz de fazer isso com competência.
E é muito fácil de descobrir porquê. Ela mal consegue manter sua vida em ordem. Divide o apartamento com duas pessoas muito estranhas que leem seu diário e vestem sua roupa, vive sem dinheiro depois de abrir falência ao tentar abrir um negócio e seus encontros se resumem a um homem que só se interessa em fazer sexo com ela e dispensá-la logo depois. Ela parece tão fadada ao fracasso, e em buscar por ele, que quando encontra um homem que é legal com ele, ela o dispensa.
Um dos grandes motivos que transformaram Se beber... em um sucesso, era uma mistura de humor politicamente incorreto com uma dose de escatologia na medida certa. Ver homens fazendo cenas como essa, não são incomuns. Mas ver mulheres fazendo é. E não sei porque é tão incomum essa situação, já que esse filme mostra que elas são totalmente capazes de fazer isso com tanta habilidade quanto o sexo oposto, em algumas situações até melhor. De qualquer forma, a surpresa de vê-las fazendo isso é o que torna parte da exibição maravilhosa.
Seria fácil fazer parecer o filme ser melhor do que realmente é, e por isso devo tomar um pouco de cuidado. Apesar de ser bem engraçado, o filme nunca se aventura para situações além do comum. Além disso, tirando Annie, não chegamos a conhecer realmente bem nenhuma das outras personagens que compõe o filme, o que é uma pena. Além dos rostos delas, não temos muito mais coisas para olhar no filme. Apesar de serem ótimos rostos, não parece suiciente.
Ainda assim é ótimo dar boas risadas sobre as desventuras de mulheres, mostrando que elas tem talento para fazer qualquer um rir tanto quanto qualquer outra pessoa, não importando o sexo. Talvez tudo que precisem seja apenas uma produção decente que lhes deem uma chance para provar isso. Aqui elas provaram. 

terça-feira, 12 de julho de 2011

ATRAÇÃO PERIGOSA - THE TOWN


NOTA: 9.
- Não importa o quanto você mude, você ainda tem que pagar o preço pelas coisas que fez. Então eu tenho uma longa estrada. Mas eu sei que vou ver você de novo. Neste lado ou no outro.

Ben Affleck foi frequentemente criticado por suas atuações em seus filmes. Talvez isso o tenha impulsionado a ir para trás das câmeras e tentar dirigir um filme. Um grupo mais maldoso chegou a fazer uma campanha na internet para que ele não atuasse novamente, apenas dirigisse. Com a estréia de Medo da verdade, ele provou que podia ser um bom diretor. Com este filme, ele confirma a tese mostrando que é capaz de ter mais do que apenas um filme de sucesso.Não é que ele esteja reinventando o cinema, mas com certeza faz seus filmes com uma capacidade que impressiona.
O próprio Affleck interpreta o líder de uma gangue, Doug, que assalta bancos. Eles são a nova geração de assaltantes de uma parte de Boston que vem de famílias de assaltantes. Segundo vamos descobrir, aquele pedaço da cidade tem mais assaltantes que todo o resto do país. Um dos membros é Jem (Jeremy Renner). Eles sempre planejam seus roubos de forma a não deixarem rastros, mas Jem é um pouco mais descuidado e faz o que não deveriam fazer: ele leva uma refém, Claire (Rebecca Hall).
Eles soltam Claire ilesa, mas acontece que ele mora na vizinhança. Jem fica um pouco paranoico e decide que a melhor coisa é eliminar a ameaça, mas Doug promete cuidar do caso. Ele a segue e eles acabam se conhecendo e posteriormente tendo uma relação. O filme cresce bastante nessa parte, com a relação dos dois e as consequências dos atos do assalto. Até há a ótima participação de Chris Cooper como o pai de Doug. Infelizmente o filme perde um pouco de força e volta para mais crimes, incluindo uma força da polícia comandada por Jon Hamm que pretende prendê-los.
Affleck dessa vez está nos dois lados das câmeras (ele não atuou no primeiro), e não tem uma atuação que vá gerar reclamações. A surpresa está, além de Cooper (o que não chega a ser uma surpresa), em Renner, fazendo um papel totalmente diferente de Guerra ao terror, que lhe deu a fama. Ele é confuso, violento e imprevisível. E com certeza capaz de nos brindar com papéis ótimos por um bom tempo ainda. Não que o resto do elenco seja ruim (estão todos muito bem), é só que ele realmente merece um destaque.
Tem uma cena que exemplifica o que acabei de falar. Doug está num restaurante comendo com Claire quando Jem aparece. Os três se sentam e conversam. Ela quer saber mais do passado de Doug que é muito fechado. Ele quer saber como foi que os dois ficaram tão próximos já que ela representa perigo para eles (mesmo que ele não saiba que ela viu sua tatuagem). Sabemos o que pode acontecer, mas não sabemos o que Jem pode fazer, o que causa uma grande tensão na cena. Bem, se um filme atinge esse ponto de tensão é porque está fazendo alguma coisa certa.
Assim como no primeiro filme, Affleck mostra que tem o domínio do filme. Ele tira grandes atuações de seus atores, mantém um suspense e um ótimo clima. Só queria ter visto mais um pouco da tensão entre os personagens e menos tiroteios.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

SHREK PARA SEMPRE - SHREK FOREVER AFTER


NOTA: 5.
- Eu sempre achei que tinha te resgatado do dragão, e na verdade foi você que me resgatou.

Desde o primeiro filme, Shrek (Mike Meyers) vinha sendo "domesticado" pouco a pouco. Se distanciando cada vez mais daquele ogro que colocava medo nas pessoas que acabavam tentando caçá-lo com ancinhos e tochas. Neste quarto e (supostamente) último filme da franquia, ele já não assusta mais ninguém, o caminho da sua casa virou parte de uma rota turística e seus "fãs" pedem para que ele rugir (sua marca registrada). Além disso, ele está sempre ocupado por causa do casamento e dos filhos.
É já aí que o filme vai mostrando sua falta de originalidade. No velho estilo "você só dá valor ao que tem quando perde", Shrek faz um acordo para voltar a ser o ogro que era, como no início do primeiro filme. O acordo, feito com Rumpelstiltskin (Walt Dohrn), faz com que ele troque esse dia por um dia de sua infância. O dia escolhido é o do seu nascimento, e tal qual George Bailey (personagem do filme Felicidade não se compra), Shrek fica preso num mundo alternativo onde ele nunca nasceu.
Para sua sorte, Rumpelstiltskin não é tão inteligente quanto parece se proclamar e seu contrato tem uma cláusula que pode invalidar tudo: o beijo do amor verdadeiro (coisa já usada mais de uma vez só nessa franquia). Para isso, ele se junta ao Burro (Eddie Murphy) para encontrar Fiona (Cameron Diaz), que virou uma líder rebelde do ogros e tem um Gato de Botas (Antonio Banderas) domesticado que ficou obeso por causa da vida mansa. Como neste mundo Shrek nunca nasceu, nenhum deles se recorda de um dia tê-lo encontrado antes, o que dificulta o beijo romântico já que Fiona está ocupada demais para besteiras românticas.
Não apenas o filme repete piadas dos outros filmes da franquia, como repete as piadas dele mesmo. O garoto com voz esganiçada que pede insistentemente que ele "faça o rugido", repete o pedido pelo menos umas 5 vezes. Já a quantidade de vezes que Rumpelstiltskin troca de perucas eu perdi a conta. O próprio Shrek já não tem mais a mesma graça e parece mesmo ficar relegado a rugir para as pessoas. Como se isso fosse engraçado. O filme só ganha um pouco de graça com a entrada do Gato de Botas (que ganhará um filme próprio ainda esse ano), mas mesmo ele é mal aproveitado e seu olhar de pobre coitado já deu o que tinha que dar.
Eu entendo como Shrek pode ficar entediado com a sua vida. Entendo porque a vida dele neste quarto filme me entediou também. A animação é até bonita, mas não empolga. As cenas de ação não decolam e chegam a ser desnecessárias. Mesmo crianças pequenas verão esse filme com um gostinho de "já vi isso antes". E pior ainda, já vi melhor. Se este é realmente o último filme da franquia, não terminou com um final feliz.
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