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domingo, 25 de setembro de 2011

MISSÃO MADRINHA DE CASAMENTO - BRIDESMAIDS


NOTA: 8.
- Isso é tão estranho. Eu realmente quero que você vá embora, mas não sei como te pedir isso sem parecer um babaca.

Este filme é uma comédia surpreendentemente engraçada com um elenco principal totalmente composto de mulheres. Alguns homens aparecem no filme, claro, mas nenhum tem muitos minutos em frente as câmeras ou ofusca alguma das mulheres. Este é um filme feito por mulheres (a atriz principal, Kristen Wiig escreveu o roteiro, apesar da direção ser de um homem), mas não para mulheres apenas (ao contrário de Sex and the city). É um filme para qualquer um que queira rir.
Como uma versão feminina de Se beber não case, o filme gira em torno de um casamento. Mas não é o casamento de Annie (Wiig) que está programado, é o de sua melhor amiga Lillian (Maya Rudolph). Annie é convidada para ser a madrinha do casamento da amiga, mas uma nova amiga de Lillian aparece para "atrapalhar" a vida de Annie. Isso porque Helen (Rose Byrne) é tudo que Annie não é. Ela tem dinheiro, é bonita e capaz de organizar o casamento com extremos bom gosto. A maior parte das decisões deveria caber a Annie, mas ela parece ser incapaz de fazer isso com competência.
E é muito fácil de descobrir porquê. Ela mal consegue manter sua vida em ordem. Divide o apartamento com duas pessoas muito estranhas que leem seu diário e vestem sua roupa, vive sem dinheiro depois de abrir falência ao tentar abrir um negócio e seus encontros se resumem a um homem que só se interessa em fazer sexo com ela e dispensá-la logo depois. Ela parece tão fadada ao fracasso, e em buscar por ele, que quando encontra um homem que é legal com ele, ela o dispensa.
Um dos grandes motivos que transformaram Se beber... em um sucesso, era uma mistura de humor politicamente incorreto com uma dose de escatologia na medida certa. Ver homens fazendo cenas como essa, não são incomuns. Mas ver mulheres fazendo é. E não sei porque é tão incomum essa situação, já que esse filme mostra que elas são totalmente capazes de fazer isso com tanta habilidade quanto o sexo oposto, em algumas situações até melhor. De qualquer forma, a surpresa de vê-las fazendo isso é o que torna parte da exibição maravilhosa.
Seria fácil fazer parecer o filme ser melhor do que realmente é, e por isso devo tomar um pouco de cuidado. Apesar de ser bem engraçado, o filme nunca se aventura para situações além do comum. Além disso, tirando Annie, não chegamos a conhecer realmente bem nenhuma das outras personagens que compõe o filme, o que é uma pena. Além dos rostos delas, não temos muito mais coisas para olhar no filme. Apesar de serem ótimos rostos, não parece suiciente.
Ainda assim é ótimo dar boas risadas sobre as desventuras de mulheres, mostrando que elas tem talento para fazer qualquer um rir tanto quanto qualquer outra pessoa, não importando o sexo. Talvez tudo que precisem seja apenas uma produção decente que lhes deem uma chance para provar isso. Aqui elas provaram. 

terça-feira, 10 de novembro de 2009

DISTANTE NÓS VAMOS



NOTA: 6.

“Todas essas coisas boas você tem dentro de você. O amor, a sabedoria, a paciência. A paciência ás 3h da manhã quando quando todos estão acordados porquê Ibrahim está doente e como não achou o banheiro acabou vomitando na cama Kakti. E quando você pisca, são 5h30 e você sabe que vai ficar cansado o dia inteiro. A semana inteira. Toda a vida.” Tom Garnett

Distante Nós vamos é um daqueles filmes bonitinhos de se ver. Filmes como esse geralmente apresentam personagens estranhos em situações um tanto quanto bizarras. Não que o casal pareça completamente normal, mas é que eles são cercados de tanta gente mais estranha que uma comparação chega a ser covardia.
Burt (John Krasinski, que fez O Amor Não Tem Regras e é um dos atores de The Office) e Verona (Maya Rudolph, mais conhecida por suas participações em Saturday Night Live) descobrem que vão ter um filho. Eles moram em um quarto meio apertado e sem aquecimento não por falta de dinheiro, mas pra poder ficar perto dos pais dele. Porém, os pais dele vão morar fora do país antes do nascimento do bebê. Sem motivos para continuar no casebre, eles fazem uma viagem para possíveis lugares onde podem ir morar.
Eles são personagens difíceis de serem vistos no cinema. Ambos trabalham por conta própria são realmente apaixonados e nunca sequer brigam. Então eles rumam para o Norte dos EUA, onde encontram uma ex-chefe quase alcoólatra que destrata os próprios filhos e o marido. Depois uma velha amiga de Burt que virou uma espécie de hippie que tem problemas com carrinhos de bebês. Então ex-amigos de faculdade que tentam disfarçar a tristeza fingindo serem felizes (eles nem sequer mostram o final de A Noviça Rebelde, pulando a parte dos nazistas) e terminando a jornada com o casamento arruinado do irmão de Burt.
Com opções como essas, como podem escolher o melhor lugar para morar? Talvez possa se dizer que eles se consideram superiores demais, mas são eles que vão montar a nova família. Quem melhor para decidir o que é melhor?
Krasinski e Rudolph interpretam otimamente seus papéis. Eles conseguem ser gentis não apenas um com o outro, mas com as pessoas ao seu redor. É o tipo de casal de amigos que qualquer pessoa poderia gostar de ter. Chega a ser incrível como a relação deles consegue sobreviver mesmo em meio o caos que os cercam.
É a direção de Sam Mendes (Foi Apenas um Sonho) que não está exata. O filme e o roteiro são fora do convencional. Já a direção dele não. Apesar de tentar, ele não consegue abandonar as formalidades que apresentou em seus filmes anteriores. É um filme bonitinho que pode se gostar de ver, mas se fosse mais informal poderia ser melhor.

Away We Go. Ano: 2009. Duração: 98 minutos. Com: John Krasinski, Maya Rudolph, Jeff Daniels e Maggie Gyllenhaal. Direção: Sam Mendes; Roteiro: Dave Eggers e Vendela Vida; Música: Alexi Murdoch; Fotografia: Ellen kuras; Edição: Sarah Flack.
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