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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

BELEZA ADORMECIDA - SLEEPING BEAUTY


NOTA: 6.
- Não faça desse trabalho sua principal fonte de renda.

Emily Browning já tinha servido de fetiche no filme Sucker Punch - mundo surreal e volta a fazer o mesmo tipo de papel ainda que num tipo de filme totalmente diferente. Ela é Lucy, uma estudante universitária que vive sem dinheiro e está sempre entediada. Para continuar nos seus estudos, ela trabalha num escritório fazendo e organizando cópias de documentos, trabalha num restaurante e ainda serve de cobaia em algum tipo de experimento. E mesmo assim paga seu aluguel com atraso.
Para se divertir, ela sai para bares e mantém relações sexuais da maneira menos romântica possível. Parece que nada a interessa além do sexo e ela parece disposta a ter uma relação com qualquer pessoa que sente ao seu lado e fale qualquer tipo de besteira. Na verdade, ela passa a maior parte do filme sem sequer parecer que tem sentimentos, a não ser em breves momentos (e mesmo assim de forma meio doentia) com um amigo chamado Birdiemann.
Para aumentar a renda, ela responde a um anúncio e ingressa em um lucrativo e estranho negócio sexual. Ela não mantém relações sexuais com os clientes, mas o seu trabalho consiste em servir velhos ricos num jantar vestindo apenas suas roupas de baixo. Sua chefe lhe diz para não fazer disso sua ocupação principal, mas ela acaba querendo mais dinheiro e vira a tal "bela adormecida" do filme. Basicamente, ela é drogada para entrar em um estado parecido com um coma e fica na cama com os velhos ricos. Eles são instruídos a não penetrarem ou marcarem a moça, mas se ninguém fica a os vigiar, como saber o que realmente pode acontecer dentro do quarto?
O filme marca e estreia da romancista Julian Leigh na direção de filmes. Não sei quais eram as expectativas em cima de seu trabalho, mas posso dizer que fiquei um tanto quanto frustrado. O filme perde muito tempo com penteados, maquiagens e manicures ao invés de procurar alguma coisa realmente interessante para filmar. Em vários momentos, ao invés de procurar fluir, ele fica tão estático quanto sua câmera. Nenhum dos dois se movimenta para algum lugar e o meu interesse foi diminuindo cada vez mais.
Emily Browning pouco acrescenta ao filme. Dizem que Leigh pediu para ela assistir Anticristo para se inspirar na atuação de Charlotte Gainsbourg. Apesar de odiar o filme, devo reconhecer que a atuação dela no filme é ótima. Seja lá o que Browning esteja fazendo nesse filme, não é sequer parecido. Sua Lucy é tão apática que não desperta qualquer interesse. Depois de certo tempo, começo a não me importar com o que vai acontecer com a sua personagem.
E é uma pena, pois esses detalhes vão enfraquecendo o filme. A temática podia ser melhor explorada assim como a própria personagem. E no final o que sobra acaba sendo câmera que sequer acompanha os fetiches do filme.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

SUCKER PUNCH - MUNDO SURREAL


NOTA: 2.
- Se vocês não se unirem por alguma coisa, vocês vão se partir por qualquer coisa.

O diretor Zack Snyder está se tornando um mestre de filmes com visual exuberante mas sem conteúdo algum. Mesmo quando tinha um ótimo conteúdo, em Watchmen, ele preferiu abandonar a história para ficar com a forma. Sem se preocupar com a adoração dos muitos fãs dos quadrinhos com o material original, ele simplesmente ignora a necessidade de um plot para realizar seu último filme antes de revitalizar a franquia do homem de aço (sabe-se lá o que vai sair disso).
A imaginação do diretor com certeza é bem agitada com muitas explosões e lutas, é apenas de se lamentar que ela não seja muito fértil. Geralmente, seu estilo visual é suficiente para disfarçar a falta de uma boa história, como em 300 e A madrugada dos mortos, mas num filme onde a maior parte da história é contado com extensivo uso de CGI (os efeitos especiais) a coisa não funciona exatamente desse jeito. Por isso, provavelmente não é coincidência o fato desse ser seu pior filme e o primeiro a não ter base em um material preexistente.
Com personagens de mangá, acompanhamos uma abertura onde Baby Doll (Emily Browning) e sua irmã recebem a notícia da morte da mãe delas, o que deixa as duas sob os cuidados do terrível padrasto. A tragédia que se sucede é contada da maneira mais pop possível, o que dilui toda sua força dramática. O fato é que Baby Doll acaba internada num hospício onde, graças a um maligno acordo com o responsável pelo lugar, ela será lobotomizada em cinco dias.
A mente da menina começa a tentar fugir da realidade. Ela entra em uma fantasia onde o hospício é um bordel e as internas são obrigadas a dançar para clientes. Baby Doll se mostra um dançarina excepcional, tão boa que nunca a vemos dançando mas que todos ficam hipnotizados. Tão hipnotizados que abre espaço para que armem um plano para escapar. Todas as vezes que ela dança, um objeto que pode ajudar na fuga é roubado. E cada vez que ela começa a dançar, sua mente que está fugindo da realidade foge da fantasia para uma outra fantasia onde ela é uma guerreira que luta contra guerreiros samurais, vilões da primeira guerra transformados em zumbis e até mesmo dragões.
Talvez o filme pudesse ser mais interessante se as cenas de ação realmente tivessem o poder de segurar a platéia, o que infelizmente não acontece. As cenas, que quase em sua totalidade parecem intermináveis, até são bem coreografadas, mas esquecem de oferecer o principal: tensão. Acompanhada de Sweet Pea (Abbie Cornish), Blondie (Vanessa Hudgens), Amber (Jamie Chung) e Rocket (Jena Malone), Baby Doll atira, pula e esgrima como se fosse um personagem de vide game. E como tal, parece que se algo acontecer com ela é suficiente usar "outra vida". Em nenhum momento parece que algo vai realmente acontecer com elas, mesmo quando alguma coisa realmente acontece.
Pior ainda é a insistência de Snyder de levantar questões polêmicas e ficar suavizando a história inteira. Até mesmo em Hollywwod, nenhuma punição é cruel em demasia quando se trata de crimes hediondos, que é o caso das coisas que acontecem com essas meninas. Mesmo assim, ele vai contra a corrente do bom senso e decepciona em solucionar as questões que ele levanta.
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