quarta-feira, 5 de junho de 2013

PERIGO POR ENCOMENDA - PREMIUM RUSH


NOTA: 9.
- Eu gosto de correr. Sem marchas. Sem freios. Não posso parar. Nem quero parar.

O trânsito de Nova York é um dos piores que se vê em filmes. Então não é de se admirar que existam empresas que fazem entregas de documentos e objetos usando bicicletas. De nenhum jeito isso pode ser considerado seguro. Se com motos, que são maiores, já temos inúmeros acidentes, é só imaginar como deve ser para bicicletas. Especialmente para os que gostam de andar na maior velocidade possível sem sequer ter freios.
O destemido entregador que faz isso é Wilee (Joseph Gordon-Levitt), que faz entregas não porque precisa do dinheiro para viver. Ele faz as entregas porque precisa da adrenalina. É mais que um trabalho, é um estilo de vida no qual ficou viciado. O "Premium Rush" do título original, se refere a um prêmio extra dado aos entregadores para uma entrega especial. Pode ser por ter que ser entregue num período menor de tempo, pela distância ou mesmo pelo horário. A verdade é que não interessa exatamente porquê, já que tudo acontece rápido demais para termos que nos importar com isso.
Pra ser mais sincero ainda, até mesmo os personagens não fazem tanta diferença assim. Nenhum deles é muito bem desenhado. A única coisa que sabemos é que não dá pra imaginá-los trabalhando em um escritório ou coisa do gênero. São todos viciados em adrenalina. Só podem ser viciados esperando uma dose extra sem ter que gastar dinheiro. E Wilee é o pior de todos.
Não bastasse os perigos que uma entrega comum pode fazer, esta atrai ainda mais problemas ao rapaz. O que ele deve entregar, é uma espécie de bilhete chinês que equivale a um cheque. Não que o objetivo do pagamento seja realmente importante, mas vou deixar em segredo para alguma surpresa. O que nos interessa saber, é que fora dos perigos do trânsito, Wilee deve também tomar cuidado com um policial corrupto, Bobby Monday (Michael Shannon), que está atrás do bilhete para pagar dívidas de jogo. 
Talvez fosse mais fácil simplesmente entregar o bilhete, mas ele simplesmente se interessa demais pela corrida. Uma vez que começa, quer terminá-la de qualquer jeito. E ele faz isso subindo em carros, rampas, passando por dentro de lojas e com diversas outras manobras perigosas. É praticamente impossível persegui-lo com um carro, e os que tentam fazer de bicicleta simplesmente não aguentam o ritmo.
Não é o caso de esperar qualquer profundidade de personagens ou mesmo da história. Esta é simples e atende o que se espera dele. Geralmente, os filmes de perseguição seguem sempre o mesmo roteiro. Não aqui. David Koepp (diretor de A janela secreta e roteirista de filmes como Missão impossível) consegue entregar algo diferente com muita imaginação e energia. Muito mais do que esperava ver em um filme como esse.

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