quinta-feira, 19 de maio de 2011

ANICRISTO


NOTA: 3.
- Natureza é a igreja de Satã.

Existem todo o tipo de cineastas que fazem todo o tipo de filme. E existem pessoas como Lars Von Trier que se mascaram de cineastas para fazer "filmes" que são grandes barbaridades e ainda são taxados por muitas pessoas como grande gênio. Me admira que esta classe de "diretores" continuem a fazer filmes e que ainda existam atores (em especial atrizes) que queiram trabalhar com ele. Não se espantem pelo poster do filme, o conteúdo é muito pior.
Este filme começa mostrando logo de cara para o que veio. Personagens sem nome interpretados por Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg estão fazendo sexo selvagem, com direitos a cenas explícitas e em close da penetração, quando o filho do casal sai de seu berço, sobe em cima da mesa que fica convenientemente colocada sob a janela e escorrega para a morte. A morte da criança deixa feridas profundas na mulher e seu esposo, um psicoterapeuta, a leva para uma cabana para poder curá-la.
Quando eles vão para a mata, a coisa só piora. A mulher entra em um estado pior do que já estava por conta da perda e a relação entre os dois começa a ficar violenta. Até o sexo começa a ser praticado com mais violência e conforme o tempo vai passando ela não melhora, mas mesmo assim ele acredita que pode curá-la e não desiste da sua tarefa.
Difícil torcer para algum personagem neste filme. Ele é um chato de um terapeuta que fica jogando frases de Freud para cima dela afim de encontrar uma cura. Além disso, é extremamente prepotente de achar que é a melhor pessoa para tratar da esposa. Ela não é muito melhor. Narcisista e extremamente depressiva. Depois ainda vamos descobrir que ela é uma péssima mãe além de se tornar uma pessoa totalmente atormentada durante o filme. Belo casal, não?
Como é comum nos filmes do diretor, as mulheres são maltratadas, martirizadas e reduzidas à sua pior forma. Aqui não é muito diferente. Elas não são más ou coisa do gênero, apenas ele deve gostar de ver o que sadicamente se faz com as mulheres (e as atrizes que as interpretam) em seus filmes. Aqui, a mulher com certeza não é o anticristo que dá o título do filme, acredito que o anticristo é o próprio filme. Um anticristo do cinema.
Se o espectador não se importar com castrações, violência, sexo explícito, bizarrizes, facadas, ejaculação com sangue, a humilhação da dupla de atores entre outras coisas, até pode vir a curtir os simbolismos que o filme apresenta, apesar dele exagerar demais na quantidade dos mesmos.
Esse deveria ser o filme de terror de Von Trier, mas ele falha miseravelmente. Ele se considera tanto um artista, mas o final de seu filme não fica devendo à nenhum filme de Sexta-feira 13, com facadas e perseguição entre o algoz e a vítima. Um "filme" típico de Von Trier. Para os fãs é prato cheio. Para quem não conhece, uma aposta perigosa e para quem não gosta a certeza de que ele não é para o seu bico. Assim como não é para o meu.
PS: Ele continua aterrorizando o mundo e ontem lançou Melancolia, com Kirsten Dunst e Charlotte Gainsbourg. Em sua maneira "engraçada" de ser, ele falou sobre a cena de nudez de Dunst e sobre como ela declarou que queria mais ainda. Então Dunst deve protagonizar o (que ele considerou) próximo filme pornô do diretor. Para completar a entrevista ele declarou: “Por um tempo, eu sempre gostei de pensar que fosse judeu, mas depois descobri que minha família era alemã e que na verdade eu era nazista, o que também me deu um certo prazer. O que posso dizer é: eu entendo Hitler. Claro que ele fez algumas coisas erradas, mas eu entendo o homem, simpatizo um pouco com ele. Não pela Segunda Guerra. Não sou contra judeus. Mas os israelenses são um pé no saco...” Claro que ele entrou para o rol das celebridades que se desculpam depois de comentários infelizes dizendo que foram mal interpretadas. Triste.

4 comentários:

  1. Tô fora, tenho pavor desse tipo de cinema que não conta história nenhuma, é só uma sucessão de alegorias...

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  2. E eu tenho pavo de Lars Von Trier.

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  3. Von Trier é um diretor fodão, e Anticristo também é um grande filme, mas esse comentário dele em Cannes foi extremamente feliz. É bom ele aprender a pensar antes de falar.

    http://cinelupinha.blogspot.com/

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  4. Eu já o acho um merdão.
    Nem posso considerá-lo um diretor ruim, já que para mim ele não faz filmes.

    Questão de gosto.

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