terça-feira, 29 de junho de 2010

TOY STORY 3


NOTA: 9,5.
(Enquanto olha para seus brinquedos) "Obrigado, pessoal!" Andy

As "terceiras partes" de franquias costumam ser terríveis e acabam afundando o que costumava gerar bons filmes. Temos como exemplo O poderoso chefão, Homem aranha, X-men e Rocky como exemplos. E claro que muitos outros que nem valem a pena serem mencionados. Que alívio então é ver que o terceiro da franquia dos brinquedos escapa dessa maldição e mostra um filme no mínimo tão bom quanto seus antecessores. Os brinquedos estão de volta com tudo.
Não todos. Andy agora está a caminho da faculdade. Ele já não brinca mais com seus brinquedos e guarda somente os seus preferidos (e provavelmente os seus também). Eles até montam uma operação para serem brincados uma última vez, mas não adianta. Andy deve decidir se os brinquedos vão para o lixo, doados a um orfanato ou guardados no sótão. Por uma série de acidentes eles acabam no orfanato. Todos decidem ficar lá para serem brincados. É Woody quem foge sozinho. Ele é o único que ainda se importa com os deveres que eles tem com Andy.
Ele acaba parando na casa de uma menina e é lá que descobre que o orfanato é dominado cruelmente pelo urso Lotso (os outros descobrem da pior maneira) e parte para resgatá-los. Basicamente ele deve resgatar seus amigos e voltar para casa antes que Andy vá para a faculdade. O que se torna pior ainda para brinquedos com suas pernas curtas e os problemas que tem de transporte.
Os dois primeiros filmes focavam na relação dos brinquedos com Andy. Aqui, os problemas estão focados nas relações entre eles mesmos. Se isso pode dar a impressão de ser uma bola fora (quem se importa com brinquedos?), lembre-se que estamos falando de um filme da Pixar, a antítese dos filmes de Bruckheimer. Sim, é possível se importar com brinquedos e melhor ainda, é possível fazer um filme que agrade pessoas de 8 a 80 anos. E de qualidade. Aprenda, Bruckheimer.
Poderia falar dos efeitos em 3D, mas isso não é tão importante no filme. Eles usam os efeitos com parcimônia e de forma agradável. Acredito que ninguém vá reclamar de dor de cabeça saindo do cinema. O que pode sair é com a barriga doendo de tanto rir. Especialmente com a transformação de Buzz numa versão falando em espanhol e dançando Flamenco e a introdução de Ken (da Barbie, dublado por Michael Keaton). Simplesmente hilário.

4 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. 'Amigo estou aqui ...'balada dos amigos eternos. Os dois primeiros filmes são além de hilários, boas mostras de que mesmo falando de brinquedos, esses filmes são bem mais animados do que muitos arrasta quarteirões inanimados o conseguem ser ... eles nos emocionam e nos divertem !!! Estava um pouco desanimada pra ir ao cinema ver o volume 3, ia esperar pra assistir em casa. Sua resenha me despertou, vou amanhã!!! Parabéns pelo texto persuasivo!! Tenho certeza que não vou me arrepender... Sempre acompanhando, espero pelas próximas reflexões!!

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  3. Tentei acessar seu perfil para responder mas ele aparece como indisponível, então vou responder aqui e torcer que você leia a resposta.

    Ser persuasivo é fácil. Espero que eu seja persuasivo para uma coisa que valha a pena. No caso desse blog, para filmes que sejam realmente bons e que acrescentem algo para quem assista.
    Claro que sempre colocando minhas opiniões e torcendo para que meus leitores tomem a decisão que melhor lhes cabe de assistir um filme ou não.

    Espero que depois de assistir o filme me diga suas impressões.
    Obrigado pelos elogios e por me acompanhar. Aguardo sua visita mais vezes.

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  4. Assisti Toy Story 3 no dia da estreia, e muito me cativou cada personagem. Incrível como a Pixar consegue extrair o máximo de emoção do espectador sem jamais cair na pieguice. Parabéns pelos seus textos!

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