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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

DEU A LOUCA NA CHAPEUZINHO 2 - HOODWINKED TOO! HOOD VC EVIL


NOTA: 2.
- Por que você está lendo esse livro? Ninguém mais lê livros. Filmes são sempre melhores. Especialmente sequências.

A frase acima exemplifica o tipo de falta de inteligência que se pode esperar deste filme. Soma-se isso ao fato de esse ser um filmes para crianças que além de não se esperar um bom filme ainda deve-se ficar preocupado com a mensagem que ele passa. Ainda há outro detalhe interessante: a parte sobre as continuações é totalmente incorreta nesse exemplo. Não só a sequência não é melhor (e olha que o original não era grande coisa), como também é desnecessária.
O original tinha a heroína dublada por Anne Hathaway, que provavelmente não quis se tornar cúmplice aqui, e neste é dublada por Hayden Panettiere (da série Heroes). Dessa vez ela está num templo muito parecido com os de Kung Fu na China, exceto que está lá para aprender coisas como a melhor maneira de entregar a cesta de doces ou aprender receitas secretas. É uma mistura pouco interessante de tratá-la como uma super-espiã enquanto está sendo treinada para ser uma dona de casa.
Ela é obrigada a abandonar seu treinamento, deixando-o incompleto, por dois motivos: 1) Vovó (Glenn Close) é sequestrada por uma bruxa malvada (Joan Cusack), e 2) a mesma bruxa rouba uma receita secreta que é capaz de dar a qualquer pessoa a capacidade de se tornar invencível. Ela deve se unir novamente ao Lobo Mau (Patrick Warburton) para encontrar o esconderijo da bruxa, que também mantém João e Maria em cativeiro.
O filme tenta seguir o rastro de Shrek e usar diferentes personagens de diferentes contos e subverter seu contexto, mas nunca consegue se tornar realmente interessante. Ou mesmo engraçado. Pra piorar, a animação parece muito ruim. Em tempos de filmes com qualidade lançados pela Pixar e Fox, é muito chato assistir uma animação mal feita. Antes fosse feita com stop-motion, pelo menos teria alguma charme.
Desculpem a postagem mais curta do que de costume, mas é difícil falar mais sobre um filme tão desinteressante.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

UMA SECRETÁRIA DE FUTURO


NOTA: 9.
- Eu estou tentando melhorar a minha vida. Não vou passar o resto da minha vida ralando pra chegar em lugar nenhum porque eu segui regras que não criei, tá bom?

A caminhada para o sucesso é uma estrada árdua, principalmente se você não tem as mesmas vantagens que outras pessoas tiveram. Tess McGill (Melanie Griffith) teve que trabalhar como secretária durante o dia para poder estudar durante a noite, que chances ela pode ter contra pessoas que tiveram estudos em grandes universidades? Claro que não muitos, já que as pessoas primeiro se preocupam pela qualidade do currículo. Então o que ela realmente precisa é uma brecha para mostrar o que ela realmente pode fazer, mas como conseguir essa brecha?
Passamos a primeira meia hora entendendo o universo em que Tess vive: uma casa humilde no subúrbio, uma amiga (Joan Cusack) que realmente gosta e que se preocupa com ela (mesma que a preocupação não venha em forma de incentivo) e um namorado machista que não lhe dá um único presente que ela possa usar fora de casa e que agradam mais a ele. Seu chefe lhe arranja uma entrevista em que o empregador não tem uma vaga de verdade, só quer dormir com ela.
Até que ela acha que encontrou sua brecha, o que na verdade é seu erro. Ela conhece sua nova chefe, Katherine Parker (Sigourney Weaver), uma mulher que tem sua idade mas que é totalmente diferente na maneira de se vestir, de cortar o cabelo, postura e até mesmo na forma de falar. Essa é uma mulher em quem Tess tem que se espelhar se quiser ter sucesso e ela confia em Parker a ponto de lhe oferecer uma ideia para um grande negócio.
Parker sai para esquiar mas acaba quebrando a perna e não poderá voltar em menos de algumas semanas, cabe a Tess cuidar da sua casa. E é assim que Tess descobre que Parker roubou sua ideia e pretende usar como se fosse sua. É aí que Tess decide usar os contatos de Parker antes que esta se recupere. Esta pode ser sua brecha real, e para isso ela se junta a Jack Trainer (Harrison Ford) para conseguir fechar o negócio.
Assim como A primeira noite de um homem (outro filme do diretor Mike Nichols) era de Dustin Hoffman, este filme é de Griffith. Ela cai muito bem no papel da secretária que quer se tornar uma mulher de negócios. Ela consegue misturar esperteza e sensualidade, e ainda começar com sua voz de boneca de um jeito e passar para outro mais maduro. O filme funciona porque ela funciona. Talvez esse seja o ponto alto da carreira da atriz, que foi indicada pelo papel principal. O filme ainda teve Weaver e Cusack indicadas pelos papéis secundários. Detalhe é que Weaver ainda foi indicada pelo papel principal em outro filme.
É um delicioso conto de fadas moderno que não precisa de um príncipe encantado. Tem o clima de conto de fadas. Ela até mesmo usa as roupas da sua chefe e acabamos ignorando que as duas não tem o mesmo tamanho. Até há um interesse romântico entre Trainer e Tess, mas o filme não é sobre isso. É sobre essa mulher tentando vencer os desafios para atingir os objetivos. 

terça-feira, 29 de junho de 2010

TOY STORY 3


NOTA: 9,5.
(Enquanto olha para seus brinquedos) "Obrigado, pessoal!" Andy

As "terceiras partes" de franquias costumam ser terríveis e acabam afundando o que costumava gerar bons filmes. Temos como exemplo O poderoso chefão, Homem aranha, X-men e Rocky como exemplos. E claro que muitos outros que nem valem a pena serem mencionados. Que alívio então é ver que o terceiro da franquia dos brinquedos escapa dessa maldição e mostra um filme no mínimo tão bom quanto seus antecessores. Os brinquedos estão de volta com tudo.
Não todos. Andy agora está a caminho da faculdade. Ele já não brinca mais com seus brinquedos e guarda somente os seus preferidos (e provavelmente os seus também). Eles até montam uma operação para serem brincados uma última vez, mas não adianta. Andy deve decidir se os brinquedos vão para o lixo, doados a um orfanato ou guardados no sótão. Por uma série de acidentes eles acabam no orfanato. Todos decidem ficar lá para serem brincados. É Woody quem foge sozinho. Ele é o único que ainda se importa com os deveres que eles tem com Andy.
Ele acaba parando na casa de uma menina e é lá que descobre que o orfanato é dominado cruelmente pelo urso Lotso (os outros descobrem da pior maneira) e parte para resgatá-los. Basicamente ele deve resgatar seus amigos e voltar para casa antes que Andy vá para a faculdade. O que se torna pior ainda para brinquedos com suas pernas curtas e os problemas que tem de transporte.
Os dois primeiros filmes focavam na relação dos brinquedos com Andy. Aqui, os problemas estão focados nas relações entre eles mesmos. Se isso pode dar a impressão de ser uma bola fora (quem se importa com brinquedos?), lembre-se que estamos falando de um filme da Pixar, a antítese dos filmes de Bruckheimer. Sim, é possível se importar com brinquedos e melhor ainda, é possível fazer um filme que agrade pessoas de 8 a 80 anos. E de qualidade. Aprenda, Bruckheimer.
Poderia falar dos efeitos em 3D, mas isso não é tão importante no filme. Eles usam os efeitos com parcimônia e de forma agradável. Acredito que ninguém vá reclamar de dor de cabeça saindo do cinema. O que pode sair é com a barriga doendo de tanto rir. Especialmente com a transformação de Buzz numa versão falando em espanhol e dançando Flamenco e a introdução de Ken (da Barbie, dublado por Michael Keaton). Simplesmente hilário.
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