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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

SE BEBER, NÃO CASE! PARTE II - THE HANGOVER PART II


NOTA: 5.
- Aconteceu de novo.

Se você é dessas pessoas que odeiam spoilers de filmes, aqui vai uma importante dica antes de assistir a esse filme: não veja o filme original. Simples assim. Isso pelo simples fato dos dois serem praticamente o mesmo filme rodados em países diferentes. Troque a perda de um dente por uma tatuagem facial, um tigre por um macaco, uma prostituta por uma striper e Las Vegas por Bankcok e teremos não uma continuação, mas sim uma refilmagem. 
Dessa vez, o casamento é de Stu que, depois de seu primeiro casamento em Las Vegas, dessa vez está se casando com uma jovem Tailandesa em uma cerimônia tradicional no país da moça junto com um sogro que o odeia. Depois do jantar, e um brinde do sogro que fere todos os códigos de civilidade, eles resolvem tomar UMA cerveja na beira da praia. Claro que as coisas não saem como planejado e eles acordam em uma pocilga de Bangkok e com o irmão da noiva desaparecido, com exceção do dedo dele que ficou dentro do quarto.
Aí o filme segue novamente o mesmo enredo do primeiro. Sem se lembrarem de nada do que aconteceu na noite anterior, eles seguem as poucas pistas que tem indo para lugares que somente os levam para novas pistas e que no final do filme se revelam totalmente inúteis. No final, eles poderiam ter resolvido totalmente a questão sem saírem do lugar. Não que esteja reclamando da estrutura, mas poderiam pelo menos ter mudado alguma coisa. Até a cena de Stu cantando as desgraças que passaram se repete, mas naquele esquema "sai piano entra violão".
O que eles seguem também, é o manual de sequências de Hollywood. E o manual diz que a continuação tem que ter "mais" que seu predecessor. Aqui, o que eles traduzem como "mais" é a escatologia. Tudo que tem de pervertido, fica ainda pior. E nas fotos que aparecem no final do filme (que original essa parte de colocar as fotos no final, não?) eles já não tem qualquer preocupação moral por menor que seja. 
Nunca visitei Bangkok, mas é difícil de acreditar que ela seja tão ruim quanto é mostrada no filme. Não tem nada que pareça perto de decente que faça com que qualquer pessoa tenha vontade de visitar. Parece ser um estranho "antiguia de viagem" que mostra os lugares para onde as pessoas conheçam os lugares onde não devem ir. Meu medo é que queiram fazer uma terceira parte no Rio de Janeiro. Vai saber o que será mostrado da cidade.
Para não dizer que só falei mal do filme, vale ressaltar que me fez rir em diversos momentos. Apesar de mesmo algumas piadas serem recicladas. Outra parte das risadas sai do fato dos realizadores acharem que ninguém vai ficar ofendido com nada mostrado no filme. Não que eu tenha ficado chocado, mas tem uma diferença entre não se preocupar com a censura e ofender a humanidade em geral. Ao contrário do que aconteceu no primeiro filme, não acho que essa continuação terá uma versão sem cortes. Quão pior o filme pode ficar afinal?

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

UM PARTO DE VIAGEM


NOTA: 8.
- Olha só. Tenho cobertura do seguro. (depois de jogar o carro de um viaduto)

O diretor Todd Philips está se tornando um dos maiores nomes da comédia da atualidade. Não por acaso, fez pelo segundo ano seguido a comédia que mais me fez rir no ano todo. Ano passado o fez com Se beber não case e agora com este filme. E planeja mais ainda, pro ano que vem já está agendado o lançamento de Se beber não case 2 (se é que vão manter esse nome em português, já que segundo informações não haverá casamento algum).
As tramas de seus filmes são simples em sua forma. Antes, era um grupo de amigos tentando encontrar o noivo desaparecido em Las Vegas. Aqui, são dois homens que, por uma série de acontecimentos, tem que viajar juntos de carro de Atlanta para Los Angeles.
Os dois são bem diferentes. Peter (Downey) é um arquiteto certinho e organizado que está voltando para Los Angeles depois de uma viagem de negócios. Ele está ansioso porque sua mulher está perto de dar a  uma menina. Ethan Tremblay (Galifianakis) é um ator relaxado, maconheiro que consegue fazer os dois serem expulsos do avião por usar as palavras "bomba" e "terroristas" insistentemente. Como a carteira de Peter ficou dentro do avião, ele é obrigado a viajar junto com Tremblay de carro.
A viagem conta com algumas paradas inesperadas. Eles param para tentar receber dinheiro numa agência, na casa de um amigo de Peter que os ajuda a continuar a viagem e até mesmo para comprar maconha (Tremblay afirma o filme inteiro que sofre de glaucoma). O papel da traficante fica por conta de Juliette Lewis, fazendo uma segunda participação pequena nos filmes de Philips. A primeira foi a esposa infiel de Luke Wilson em Dias incríveis. Todas essas paradas geram situações de fazer rolar de rir.
E realmente o filme tem ótimas cenas hilárias, mas peca pelos personagens de pouca empatia. Peter é um estourado que explode e fala as maiores grosserias por muito pouco. Chega até a cuspir na cara de um cachorro. Tremblay não melhora muito, ele não tem sequer qualquer capacidade aparente para viver em sociedade. Muito menos para passar uma viagem com um descontrolado. Não dá sequer pra descobrir porque Peter volta para buscar Tremblay depois de abandoná-lo senão porque o filme ainda não tinha acabado.
Por isso que apesar de ter feito rir bastante, não alcançou seu sucesso anterior. Na verdade, poucos filmes conseguirão ser tão engraçados quanto Se beber não case. Chego até a duvidar que a continuação conseguirá esse feito. Mas ainda assim pode gerar boas risadas, e em uma quantidade que nenhum outro filme tinha conseguido até então esse ano. Como a função é fazer rir, a missão foi bem sucedida.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

SE BEBER NÃO CASE


NOTA: 9.
- Agora lembre-se: o que acontece em Vegas fica em Vegas. Exceto herpes, essa merda acaba vindo com você.

Se o “merda” na frase acima te incomodou, não assista a esse filme. Se beber não case é uma comédia adulta e politicamente incorreta (como a maioria das melhores comédias são) até o último fio de cabelo. Então se quiser um humor permitido para menores, procure outro filme.
A parte de ser um humor adulto não é demérito em nenhum sentido. Na verdade faz que com que esse seja o filme mais engraçado desse ano até o momento. Te faz rir desde o primeiro minuto até o último. E duvido que algum filme que vá estrear possa superá-lo.
O filme abre com Phil dizendo para noiva que o casamento dela não vai acontecer. O noivo está sumido. “Fudemos tudo”, ele diz. Voltamos dois dias desse acontecimento. O noivo, Doug, está partindo para Las Vegas com seus dois padrinhos e seu cunhado para sua despedida de solteiro na "cidade do pecado".
Um dos padrinhos, Phil (Bradley Cooper), é um professor de colégio, casado e com um filho, que diz odiar sua vida. Stu (Ed Helms) é um dentista que diz a todos que é médico e é totalmente dominado pela mulher (megera) que o chifrou em uma festa num barco. Alan (Zach Galifianakis) é o irmão da noiva meio “lento” mentalmente que, judicialmente, não pode ficar muito perto de escolas, “Ele parece um Gremlin. Vem até com manual de instruções.”, um deles se refere a ele.
Dia seguinte da grande noite, eles acordam com o quarto totalmente destruído, uma criança chorando no armário, um tigre dentro do banheiro, um dente faltando, uma galinha e o noivo sumido. Já que não o acham em parte alguma, eles começam a refazer seu caminho através de pistas que encontram. Pra piorar a situação, quando o manobrista vai lhes entregar o carro, um Mercedes novinho do sogro do noivo, entrega uma viatura policial.
A busca pelo noivo, faz com que visitem uma Capela de Casamentos, apanhem de um efeminado mafioso chinês, entrem na casa de uma prostituta, façam uma parada no hospital e um encontro com Mike Tyson. Esse turismo durante um longo dia por Vegas à procura do noivo, faz com que aos poucos vão reconstituindo o que aconteceu na noite anterior. E observem que não usei a palavra relembrando.
O diretor Todd Philips tem na sua mão um filme recheado de situações absurdas com personagens bizarros. Claro que a ida para a “Cidade do Pecado” serve como uma terapia de choque para todos os personagens. E isso é o melhor do filme. Parece que seus filmes anteriores, Dia Incríveis e Caindo na Estrada, eram apenas o rascunho do que estava por vir.
No final só ficou uma pergunta: que diabo aquela galinha faz lá?
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