segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O EXTERMINADOR DO FUTURO 2


NOTA: 9.
- 29 de agosto de 1997. Dia do Julgamento. Os sobreviventes tiveram que enfrentar um novo pesadelo: a guerra contra as máquinas. Skynet mandou dois exterminadores de volta no tempo. A missão: matar John Connor, meu filho. 

James Cameron apareceu para o mundo do cinema com o terror trash Piranha II: assassinas voadoras. Trash ou não, foi o que o permitiu realizar o primeiro O exterminador do futuro, que custou pouco mais de 6 milhões e praticamente se pagou apenas no seu fim de semana de estréia. Os sucessos comerciais foram permitindo que aumentasse o tamanho de seus projetos: Aliens 2, O segredo do abismo até chegar a esse filme (depois disso, foi True lies, Titanic e finalmente Avatar - que tem orçamento estimado em 237 milhões).
Assim como Sergio Leone fez com sua trilogia do Homem sem nome, Cameron faz com a segunda parte da série que criou: basicamente ele conta a mesma história só que com mais dinheiro, maior e melhor. No primeiro, Schwarzenegger interpretava um exterminador com a missão (ou seria programação?) de eliminar Sarah Connor, que iria dar a luz a um líder da humanidade. Para protegê-la, a resistência mandou um humano, que destruiu a máquina e engravidou Sarah.
Neste segundo, o duelo fica entre máquinas. O modelo do Schwarzenegger, dessa vez, volta para proteger John Connor, e um modelo superior vem para matá-lo, o T1000 feito de metal líquido. Sendo que agora John Connor é um adolescente que mora em um lar adotivo. Sua mãe está internada em um hospício por espalhar a sua teoria sobre o fim do mundo.
Não deve ser fácil ser John Connor. Sua mãe é "louca" e em teoria seu pai só vai nascer há muitos anos no futuro. Fora isso, ele está fadado a se tornar um líder para a humanidade. Ou o que sobrou dela. Mas isso é o futuro, a sua preocupação é sobreviver ao presente.
Aqui, cabe um paradoxo que me lembra A máquina do tempo. No filme, o homem constrói a máquina para salvar a mulher, mas nunca consegue. Se ele conseguir salvá-la, não haveria motivo de construir a máquina. Aqui é a mesma coisa, o T1000 não pode matar John. Se conseguisse e John não existisse, não teriam motivo para mandar uma máquina de volta pro passado. Mas Cameron ignora esse tipo de coisa.
Se um bom filme de ação depende de seu vilão, aqui estamos bem servidos. Schwarzenegger encontrou em uma máquina o papel da sua vida, mas é Robert Patrick quem impressiona. Ele leva tiros, se reconstrói e rapidamente está pronta para outra. Nada o abala.
E a melhor parte: uma mulher em papel de ação que realmente convence. Esqueça Angelina Jolie em Procurado ou Salt, é James Cameron que consegue fazer mulheres fortes em papéis realmente críveis. Tanto a Tenente Ripley, de Aliens 2, quanto Sarah Connor são as melhores personagens de ação que eu consigo lembrar. Jolie que me desculpe, mas ela não tem vez com essas duas. Elas não super-mulheres.
Os efeitos especiais que na época eram revolucionários, hoje em dia ainda funcionam perfeitamente. O filme continua tão atual quanto da época de seu lançamento, e melhor que a maioria dos blockbusters que infestam os cinemas no verão. Melhor rever um exterminador (de Cameron, que fique claro) que seus genéricos. Pena que a série só vai piorando.

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