quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

GLADIADOR


NOTA: 6.
- Hoje eu vi um gladiador se tornar mais poderoso que o Imperador de Roma.

Há pouco tempo reassisti a este filme depois de um longo período. Havia algo nele que me agradava, e que agora descobri que não mais me encanta. Simplesmente percebi que não se trata de um filme tão bom como eu recordava que ele era. Talvez seria melhor se o tivesse apenas guardado na memória.
A foto acima faz jus ao filme. Tudo é meio borrado onde nada possa ser visto claramente. Assim como no filme. Cenas que não precisam de efeitos especiais, como ele andando pelo deserto ou mesmo suas memórias de casa, são ensolaradas. Qualquer outra cena que exija detalhes ou efeitos especiais são embaçadas. Até mesmo cenas onde os gladiadores conversam  podem parecer ensolaradas, mas no momento que pisam no Coliseu o tempo fecha. Os dias são sempre sombrios, chuvosos ou obscuros. Dessa forma, não fica muito espaço para ver os trabalhos de efeitos especiais que ganharam Oscar. Convenhamos também, a concorrência era fraca (O homem sem sombra e Mar em fúria).
Na verdade, a própria vitória na premiação se mostra um reflexo da pobreza daquele ano. Concorrentes: Chocolate, O tigre e o dragão, Traffic e Erin Brockovich. Hollywood já teve anos melhores.
De qualquer forma, acompanhamos a história de Maximus (Russel Crowe), um general do exército romano na vitoriosa campanha contra os bárbaros. Depois da última batalha, o imperador Marcus Aurelius  (Richard Harris) deseja tornar Máximus seu sucessor, ao invés de seu filho Commodus (Joaquin Phoenix, muito antes de enlouquecer). Commodus não aceita a situação, matando o pai e mandando executar Maximus, que consegue fugir para casa apenas para descobrir sua família morta.
Capturado, Maximus é vendido como escravo para se transformar em gladiador. Aproveita a chance de ir subindo no "ranking" para poder lutar em Roma e se encontrar com, o então Imperador, Commodus. E por aí a história vai, culminando na óbvia batalha final.
A história não é das mais interessantes e os personagens não ajudam muito. Maximus passa o filme todo mal humorado. Só consigo me recordar dele rindo em duas ocasiões durante o filme, e as duas são muito breves. Seu humor impede que fale muito durante o filme, o que reduz ainda mais a chance dele falar alguma coisa que preste. Seu braço direito, Quintus, não pensa duas vezes antes de obedecer as ordens de matar a mulher e o filho de Maximus, mas estranhamente se recusa a ajudar seu querido Imperador na luta final. E afinal, para quê a família de Maximus foi morta? Eram alguma ameaça para o imperador? Outra amargurada é Lucilla, que casou mesmo sendo apaixonada por Maximus e depois durante o filme nunca consegue ter seu amado. Como eles se conheceram eu não sei, já que ela é filha do Imperador e Maximus afirma nunca ter pisado em Roma. Já Commodus é um dos vilões mais estranhos que já vi. Apático, medroso e capaz de tentar seduzir a própria irmã. O mais interessante de todos é juba (Djimon Hounsou), mas que infelizmente não pode falar mais que seu protagonista, então em vários momentos apenas grita e grunhe.
Vendo as batalhas, elas não parecem grandes obras de arte. Mel Gibson filmou com muito mais competência em Coração Valente batalhas muito mais complexas. A batalha contra Tigris é confusa (sei que parece repetitivo em filmes de ação eu falar a mesma coisa, mas as cenas estão parecendo cada vez mais confusas). Eles dão uns dois ou três golpes, então corta para um close do rosto de um deles, então Maximus está no chão com um tigre em cima dele, depois o tigre está se contorcendo em outro lugar e por aí vai.
Quem declara que é o melhor filme sobre gladiadores, sugiro que veja (ou reveja) Spartacus. Apesar de não ser sobre gladiadores, Ben-Hur também pode ser visto como uma obra bem superior que se passa na mesma época. São dois clássicos. Já este, só não passará na Sessão da tarde por ter muita violência.

2 comentários:

  1. Gostei da resenha. Sempre achei o Gladiador um dos piores filmes de todos os tempos. Isso principalmente por ser comum mas ter a pretensão de ser um clássico. Só não consegue ser pior que 300. Clichê ao extremo é a velha hitorinha do americano mau com todo mundo, perfeito com a família que, por ser americano (eles sempre se acharam os romanos do futuro) pode arrumar qualquer justificativa para atos de brutalidade. Para o boneco, digo, herói de ação americano, o fim sempre justifica os meios. Todo mundo pode ser julgado e precisa estar debaixo da ética. Menos eles.

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  2. Nossa será porque que ele só riu duas vezes durante o filme né? Será que é porque ele foi escravizado? ¬¬

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