terça-feira, 6 de março de 2012

A ÁRVORE DA VIDA - THE TREE OF LIFE


NOTA: 10.
- A única maneira de ser feliz é amando. A menos que ame a vida vai passar por você num piscar de olhos. Seja bom com as pessoas. Questione. Tenha esperança.

Este é o filme mais ambicioso de Terrence Malick, diretor acostumado a filmes onde diálogos não parecem ser necessários. Ele é capaz de até mesmo acompanhar toda a existência de vida na Terra e nos fazer acompanhá-la através de incontáveis vidas, algumas até mesmo microscópicas. Outro diretor que realizou um trabalho com tanta coragem e visão foi Stanley Kubrick, com seu 2001 - Uma odisséia no espaço. O trabalho de Malick não é tão bom quanto, mas com certeza é o que mais se aproxima desde então.
O filme começa no passado, onde acompanhamos uma típica família de um subúrbio americanos. São três crianças que crescem em uma vizinhança onde ninguém parece se preocupar com falta de segurança e todas as casas ficam com portas e janelas destrancadas. Eles são criados por um pai que os trata com disciplina e  severidade na esperança de que cresçam fortes e uma mãe que parece pronta para desculpar quaisquer deslizes que os filhos cometam.
Os pais são identificados apenas como Sr. O'Brien (Brad Pitt) e Sra. O'Brien (Jessica Chastain), sem primeiros nomes. Talvez seja pelo fato de que naquela época nenhuma criança tivesse o hábito de chamar as pessoas pelo primeiro nome. Até mesmo desconfio se elas sequer sabiam o primeiro nome dos adultos. E os próprios filhos se referem a eles apenas como "pai" e "mãe". Uma dessas crianças é Jack O'Brien (Sean Penn), e é ele que vai crescer para se tronar no Sr. O'Brien.
O filme capta o cotidiano dessa família e o crescimento dos três filhos, em especial Jack que é o mais velho. Depois de uma cena inicial onde vemos a chegada de uma carta que causa grande tristeza aos pais, o filme  corta para um monte de cenas que podem parecer muito estranhas. O que eu acredito que sejam, é o Big Bang na visão do diretor, onde ele mostra muitas cenas de água. Na água acompanhamos a multiplicação de células que darão origem à vida. Incluindo eu e você.
Depois disso, vemos muitas cenas que parecem ser desconexas da vida dessa família, mas que aos pouco vão montando um quadro geral de como eles realmente são. Através de narrações que vem da voz da mãe, ouvimos sobre os caminhos da "graça divina" e os da "natureza", e como a natureza cria a vida e depois a tira de nós. Um dos rapazes O'Brien morre, e vemos Jack se transformar em um adulto. O que acontece então? A visão do diretor do que deve acontecer depois da vida.
Brad Pitt está ótimo como o provedor da família. Seu cabelo cortado bem curtinho e sua caracterização o fazem parecer nada mais que um cara normal, e não o galã de Hollywood. Ele pode parecer muito austero algumas vezes, como se não gostasse dos filhos. Ele gosta de seus filhos, e sempre que tem a chance ele os fornece carinho. Ele apenas está os criando da maneira que ele acha ser a melhor possível. Ele mesmo conversa com seu filho em determinada parte e admite que pode ter sido muito duro com ele, mas que só queria o melhor. O garoto responde à altura, não culpando o pai, mas entendendo. É assim que acontece. De repente as crianças crescem e passam a ter maior entendimento das coisas. Num piscar de olhos tudo pode mudar. E aqui, é muito bom ver como acontece.

3 comentários:

  1. Os melhores e mais tocantes momentos deste filme são aqueles onde os irmãos O´Brien, ainda bebês, estabelecem uma inegável fraternidade ao simplesmente tocarem um no outro, embora a inveja e insegurança comum naquela idade pairem em segundo plano. E devo acrescentar também a sensível e vivaz interpretação de Jessica Chastain nesse filme além, é claro, de Brad Pitt, sobretudo no momento em que ele segura o rosto do filho mais novo, reconhecendo-se nele.

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  2. vcs tão doido esse esse filme é horrível

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