segunda-feira, 19 de julho de 2010

O LIVRO DE ELI


NOTA: 6.
"As pessoas tinham mais do que precisavam. Não tínhamos idéia do que era precioso e do que não era. Jogamos fora coisas que as pessoas se matam para ter agora." Eli

A história desse filme lembra muito a premissa de A estrada, filme com Viggo Mortensen. Em um futuro não muito distante, algo aconteceu que deixou o mundo quase inabitável. São mundos pós-apocalípticos em que a única lei é a lei dos mais fortes. Estes sobrevivem levando vantagem em cima dos outros. Claro que em todo filme de desgraças, o lado ruim das pessoas sempre passa por cima do lado bom. E não dá pra falar de instinto de sobrevivência, é a maldade das pessoas mesmo. Eles não roubam as pessoas, eles roubam e torturam e estupram e matam.
Nesse mundo, as pessoas devem usar sempre óculos escuros. Não sei porquê e ninguém parece interessado em me contar. Eli (Denzel Washington) caminha pelos EUA em direção ao mar. Há 30 anos que ele está andando até achar o que deve achar. Eu nunca andei uma distância tão grande assim, mas tenho quase certeza que não levaria esse tempo todo. E lembre-se que Forrest Gump chegava de uma ponta a outra várias vezes em um período muito mais curto.
Como disse, os fortes sobrevivem. Eli, porém, é um mestre de artes marciais especialista em facas, espadas assim como pistolas, metralhadoras e até mesmo um arco. E para mostrar todas essas habilidades, ninguém tenta atirar nele. Isso só acontece posteriormente no filme. Só com a chegada de Carnegie (Gary Oldman), que quer desesperadamente o livro que Eli carrega consigo e lê todos os dias. Claro que Eli não entregará o livro, afinal o livro é a missão dele. E se ele entregar o filme não terá tiroteios e perseguições. Mesmo que depois iremos descobrir que ele não precisava guardar o livro, mas isso não importa. Esse é um filme de ação.
Os irmãos Hughes fazem um trabalho bem decente em contar a história. Primeiro constroem bem personagem e cenário. A fotografia ajuda bastante, dando tons bem sombrios e deixando o filme bem seco. Em algumas vezes lembra um filme de faroeste, incluindo uma cena onde o herói fica cercado por dezenas de bandidos. Pena que os diretores ficam muito preocupados em inserir cenas de ação para agradar os adolescente e a terceira parte da história fica arrastada e chata.
O filme só não tem nota pior por conta do seu final. Apesar de deixar todo o resto do filme com falhas absurdas de roteiro, os diretores acrescentam uma virada na história que é muito interessante. Evita que o filme seja previsível (pelo menos eu não esperava) e é tão boa que se torna independente do resto do filme. Um filme à parte do resto que valha a pena ser visto. Que faz com que o filme seja "assistível".

3 comentários:

  1. Ahh... Fala sério, o final foi a pior parte! Rs... Achei mto tosco.

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  2. Foi a única coisa do file que gostei.

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  3. Excelente filme. O contexto do filme está no poder que tem um livro sagrado no domínio de um povo. Utilizado tanto para o bem como o mau. O contexto faz com que possamos avaliar a real itenção de chefes religiosos e seus conceitos morais. Sejam críticos ao ver o filme. Muitos não entendem. O cenário é motivado por uma guerra nuclear causado por motivos religiosos. Então decidem destruir todas os livros sagrados. Porém, existe a necessidade de um ensinamento moral numa sociedade tão ignorante. Então um homem recebe essa missão de levar o livro para uma sociedade mais avançada. Mas outros tentam possuir essas palavras, pois assim conseguirão dominar povos com seus dizeres.

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