sábado, 3 de julho de 2010

ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS


NOTA: 7.
"Você ficou completamente maluco, mas vou te contar um segredo: todas as melhores pessoas também são." Alice

Em uma primeira vista, o clássico livro de Lewis Carrol parece perfeito para ser adaptado pelo diretor Tim Burton. Uma história lisérgica de uma menina que, seguindo um coelho de colete, cai num buraco que a leva para um mundo completamente mágico. Claro que a experiência não parece ser totalmente agradável, além dos perigos que aquele lugar apresenta, cada personagem de lá parece ter sido criado para ser irritante. O que, na verdade, torna a história menos infantil e mais ainda com a cara de Burton. Parece ideal mas o diretor optou por não adaptar o livro e criar uma história nova levemente baseada na história dos livros (além de ...No país das maravilhas também Através do espelho).
Num rápido começo, vemos uma pequena Alice que conta pro seu pai sobre seu pesadelo com coelhos e Chapeleiros Loucos. Depois ela já aparece perto de seus 20 anos de idade. Indo para uma festa, que posteriormente ela descobre ser uma festa onde seu pretendente lhe pedirá em casamento, ela conta a sua mãe que ainda tem os mesmo sonhos. Todo santo dia. Claro que quando conhecemos o pretendente de Alice logo percebemos que aquele casamento não pode acontecer. E Alice acaba seguindo um coelho branco vestindo um colete.
Na primeira parte, a história se desenvolve bem parecida com a do livro. Ela descobre uma porta muito pequena para passar, aí ela encolhe, depois cresce e por aí vai. As semelhanças acabam rapidamente e o mundo que ela visita agora é bem diferente do mundo do livro, e também dos seus sonhos. Aqui, a rainha de Copas domina o mundo de forma tirana e Alice logo se vê como a esperança dos residentes para libertá-los.
A grande habilidade de Burton costuma ser em criar mundos fantásticos e envolver a história e os persongens também de forma fantástico. Assim como tem acontecido com seus últimos trabalhos. Bem, o mundo de Alice está fantástico, já a história e personagens não envolvem tanto a platéia. A primeira metade da trama é bem chatinha e se desenvolve de forma muito lenta. Na segunda a história acelera um pouco mas fica um pouco confusa. Não sei porquê ele decidiu não contar a história para as platéias mais novas. Só lembrando que o desenho da Disney é de 1951, o que faz com que tempo suficiente tenha se passado para a história ser recontada.
No final, parece que a Alice desse filme tinha que ser adulta para participar de uma grande batalha. A grande batalha que parece ter se tornado obrigatória em todo final de filme. Já cheguei a comentar isso antes, o filme vai se desenvolvendo bem até ter que chegar em um cena de batalha (carregada em CGI, o que a torna ainda mais monótona) para encerrar o filme. O Chapeleiro Louco se torna um exímio esgrimista no campo de batalha e Alice tem que derrotar o Jaberwocky. A história de Alice não se parece com a de O senhor dos anéis, não precisa de batalha. Será que se fizessem Casablanca hoje, o filme terminaria com Rick acabando com a guerra?

7 comentários:

  1. Eu achei que o filme é bonito, esteticamente falando, e só. Acho que nem merecia o 7. Bjs

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  2. Burton é o mestre em criar um mundo de faz de conta cinematograficamente espetacular, sua filmografia fala por ele... Apesar de o roteiro inovador não conseguir se sustentar muito bem, finalizando com a eterna e propagada temática maniqueísta que Hollywood tanto adora, a estética vale muito. Os efeitos mesmo em CGI são muitos bons. Infelizmente não pude conferir em 3D, assim não pude verificar a magia construída por Burton nesse filme. Seu único pecado? Roteiro difuso, mas coerente. Concordo. Nota 7.

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  3. Alguns concordam com a nota, outros não.
    Mas parece que realmente o filme não agradou plenamente ninguém.

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  4. Eu também não achei o melhor dos filmes, mas por favor, volte e assista a esse de novo. O que você deixou escapar, e o que Tim Burton não deixou de pensar, foi em como manter a essência da história. Alice volta ao País das Maravilhas para recuperar a fértil imaginação infantil e a pureza de uma criança(presente no LIVRO ORIGINAL E NÃO NO FILME DA DISNEY). O próprio chapeleiro deixa isso bem claro quando diz "Alice não é mais a mesma, perdeu a sua muitade" e a Lagarta mal a reconhece. Isso porque, ela está crescendo e se tornando adulta, mas no País das Maravilhas ela tem um bom espaço para se lembrar e se tornar como antes, como uma criancinha maluquinha e criativa. O filme até fala que ela herdou isso do pai, mas que estava perdendo essas características com o tempo! Agora, acho que, para fazer tais resenhas desse porte é preciso ter mais base, assistir ao filme direito, saber do que está falando, ter provas. Isso é o que difere um bom crítico de um amante de cinema que adora comentar os filmes que viu. A internet está cheia de informações erradas, não contribua com isso, não contribua com todos esses outros sites que passam informações sem base, informações erradas. Olhei todo o site, é realmente bom (cheio de imagens e informações de filmes), mas tome cuidado com as suas análises, é isso que faz um bom resenhista, e não o resto! bj

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    1. Sinceramente, não faço a menor questão de assistir esse filme novamente. Isso tudo que citou é uma desculpa que os realizadores (e acredito que principalmente os produtores) tentam empurrar pela nossa goela para o filme ter mais CGI e uma batalha final desnecessária mas que virou obrigatória nos dias de hoje para atrair o público jovem.

      E mais sinceramente ainda, isso é uma coisa que está ficando tão cansativa que se eu assistisse novamente o filme ia, muito provavelmente, baixar ainda mais a nota.

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  5. Eu amo este filme completamente, eu Vivr tudo o que acontece Alice no País das Maravilhas! Eu recomendo muito, a história vai além!

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