terça-feira, 6 de julho de 2010

NOSTALGIA: UMA RAJADA DE BALAS (1967)


NOTA: 100.
"Nós somos a gangue Barrow e nós estamos aqui para roubar o banco." Clyde Barrow

Esse não é apenas um ótimo filme (e eu realmente o acho um filme magnifíco), esse é o filme que deu o início da era moderna do cinema americano. Tendência que ainda acompanhamos nos filmes atuais. Então não posso deixar de destacar a importância que o filme teve em seu lançamento e nas produções que se seguiram. Filme que se inspirava no então muito badalado cinema francês. Dizem que o filme teria sido oferecido a Truffaut e este o recomendou a Warren Beatty, que se tornaria pela primeira vez na história um ator que também produzia o filme.
Acompanhamos a história de um dos casais criminosos mais famosos dos EUA. Logo de cara, Bonnie (Faye Dunaway) flagra Clyde tentando roubar o carro da sua mãe. Ela sabe que ele é criminoso e ele lhe diz isso, mas ainda assim ele é a chance dela de sair daquele marasmo onde ela vive. Ela quer a emoção, ele quer a notoriedade. Não é por acaso que eles não usam máscaras ou o que quer seja. Clyde se anuncia antes de cada assalto. Ele quer os créditos. E desde o início do filme a platéia sabe que os dois estão condenados. Não pode haver um final feliz para os dois.
O final, na verdade, é o que redefiniu o cinema. Bonnie e Clyde são encurralados pelos policiais. Muitos deles. Eles não tem intenção em se entregar e a polícia também não parece muito interessada em capturá-los com vida. O que se segue não é um tiroteio, é um pelotão de fuzilamento executando o casal. A cena é a violência crua, com muito sangue espirrando e partes do corpo voando na direção da câmera. Um tipo de violência como NUNCA tinha sido mostrado no cinema americano, que na época chocou muita gente.
O filme foi um sucesso mesmo contra as expectativas. O filme era desprezado pela Warner e de baixo orçamento. Tinha uma única estrela: Warren Beatty. Faye Dunaway, Gene Hackman e Gene Wilder só vieram a ser conhecidos depois do sucesso do filme. Dizem que Beatty se ajoelhou na frente de Warner implorando pra que ele financiasse o filme, que não se interessava em nada pela história. Beatty nega que isso tenha acontecido, mas outras testemunhas afirmam que isso realmente aconteceu.
O que é verdade ou não agora não importa. O que importa é que o filme hoje é um dos melhores filmes de todos os tempos. Feitos nos EUA ou em qualquer parte do mundo. Claro que a violência hoje foi banalizada e o final possa perder um pouco de sua força hoje, mas é importante lembrar que apesar de violento, o final apenas dá força ao filme. Ao contrário da violência gratuita que hoje existe no cinema onde se chega a ver cenas de tortura. Estamos diante de um filme de arte. Imperdível e obrigatório para qualquer um que goste de cinema.

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