quinta-feira, 2 de abril de 2009

SIMPLESMENTE FELIZ – HAPPY GO LUCKY


NOTA: 8,5.

Assim como O Segredo de Vera Drake o novo filme de Mike Leigh apresenta uma personagem principal que é doce e simples e deslocada do ambiente em que vive. Vera Drake acreditava que o que estava fazendo era o certo a se fazer, já aqui, Poppy (Sally Hawkins, magnífica) é feliz independente do aconteça a sua volta e até mesmo com ela. Com a diferença que mesmo com a doçura de Vera Drake, o filme era pessimista, aqui, o diretor (e também roteirista) dá uma guinada e segue outra direção.

Não pense que existe algum problema com Poppy. Ela não tem nenhum problema mental, nem tem uma doença terminal e quer aproveitar o que resta da vida nem nada parecido. Ela é bonita, inteligente, viajou o mundo e só. Tirando isso, ela vive uma vida pacata e tranqüila, sem namorado, um grande emprego ou uma ótima perspectiva de vida. É uma pessoa normal que é feliz e quer partilhar essa felicidade com as pessoas que estão à sua volta, o que acaba por irritar muita gente só por sua característica. Se sua bicicleta é roubada, ela não se desespera, apenas se lamenta por não ter podido se despedir.

É dessa forma que o filme nada contra a corrente. Enquanto a maior parte das produções, incluindo os de maior bilheteria, optam por filmes violentos, Happy... vai contra a corrente e mostra uma pessoa com uma das visões mais otimistas (se não a mais otimista) da história do cinema.

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