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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O ARTISTA - THE ARTIST


NOTA: 10.
- Eu não vou falar. Eu não direi uma palavra.

Fora as muitas referências que o filme usa, eu não deixei de pensar em Chaplin. Por um simples motivo: Luzes da cidade. Já fazia três anos que o cinema tinha começado a falar e todos buscavam os filmes falados. Chaplin foi contra a corrente e lançou um filme mudo quando as pessoas pediam mais e mais filmes falados. Ele o fez porque acreditava que o cinema mudo era a verdadeira arte. Depois ele acabaria se rendendo à novidade, mas foi este filme mudo a sua maior expressão cinematográfica.
George Valentin (Jean Dujardin) me lembra muito Chaplin. Ele é uma grande estrela do cinema mudo que não se adapta ao novo modelo de cinema. Mais pelo orgulho da sua arte, que ele acredita não precisar de voz, do que por qualquer outro motivo. É esse orgulho que faz com que ele invista seu dinheiro para realizar um filme mudo também seguindo contra a corrente. A diferença é que o filme de Chaplin foi um sucesso e o dele não. E ele acaba sozinho num apartamento furreca com seu cachorro. Não sem antes passarmos por uma montagem de café da manhã com uma clara homenagem a Cidadão Kane.
O Artista é quase todo mudo, como Valentin (e Chaplin) acredita que o cinema deveria ser. Talvez isso acabe fazendo com que o filme não tenha o público que merece, já que poucos hoje se interessam por filmes mudos. Isso é uma pena para o filme que pode sair de cartaz antes do tempo por causa disso, mas é pior ainda para o público que pode ficar sem ver um dos melhores filmes do ano passado. Se posso dar um conselho aqui, seria: não deixem de ver esse filme por ele ser mudo.
Uma das inspirações que citei, deve ser Cantando na chuva, onde uma grande atriz dos filmes mudos estava estragando os novos filmes falados filmes por ter uma voz horrível. O herói do filme era interpretado por Gene Kelly, e quase parece ser o mesmo personagem interpretado agora por Dujardin. Os dois tem uma linguagem corporal muito boa. Tão boa que ambos conseguem passar sem qualquer problema por grandes atores da época muda.
Valentin recebe ajuda de apenas duas pessoas no filme: o primeiro é seu leal motorista e faz tudo Clifton (James Cromwell), que permanece ao seu lado mesmo quando ele está sem dinheiro e sem pagá-lo há um ano. A outra é Peppy Miller (Berenice Bejo), uma grande estrela do cinema que ele conheceu quando ela não era ninguém. Na verdade, foi que ele lutou para que ela fizesse o primeiro filme que participou e a aconselhou a usar um sinal perto da boca (Marilyn Monroe?) que os fãs adoram.
Uma outra coisa que me veio em mente é uma frase dita no filme Crepúsculo dos deuses, um filme que também falava de uma grande atriz da era muda que vivia isolada em um velho casarão. Norma Desmond (interpretada divinamente por Gloria Swanson) virava pro roteirista e dizia: "Não precisávamos de diálogos. Nós tínhamos rostos." Dujardin é um desses atores com uma grande expressão facial.
O filme também é em preto e branco, mas não acredito que isso desagrade muitas pessoas como o fato de ser mudo. A falta de cores ajuda um pouco a assumirmos o tom não-realista do filme. Sem abraçar as formas mais modernas de se filmar (não lembro de uma cena sequer com zoom, por exemplo), ele faz uma coisa quase impossível: ele cria um equilíbrio fantástico entre as tradições do passado e as exigências do presente. Tem o espírito de um filme antigo quando na verdade é um ótimo entretenimento moderno. Ver o filme é olha pra Hollywood de outrora e de agora ao mesmo tempo. Literalmente: o tipo de filme que não se faz mais nos dias de hoje.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

SECRETARIAT - UMA HISTÓRIA IMPOSSÍVEL


NOTA: 9.
- Isso não é sobre voltar. Isso é sobre a vida estar na sua frente e você correr para alcançá-la. Porque você não sabe quão longe pode ir a menos que comece a correr.

Apesar de termos Diane Lane à frente do elenco, a verdadeira estrela do filme é o cavalo, ou os quatro ou cinco já que depende da cena. A única razão por ter humanos no elenco, é a necessidade da platéia de ouvir diálogos. De qualquer forma, o filme é um entretenimento de primeiro e bem emocionante,
Lane é Penny Chenery, uma dona de casa aparentemente feliz e mãe de três filhos. Aparentemente, porque depois do falecimento da sua mãe e com seu pai (interpretado por um Scottt Glenn quase sem falas) ficando cada vez mais doente, cabe a ela cuidar da fazenda da família. Fazenda que um dia valeu muito dinheiro e que no momento corre o risco cada vez maior de ir à falência.
Ela não se interessa por quanto dinheiro a propriedade pode lhe render, o que realmente lhe interessa é que aquilo é o legado que seu família lhe deixou, e que ela pretende fazer a mesma coisa deixando para a sua. Para isso, ela planeja cruzar sua melhor égua com outro de um antigo amigo de seu pai para ter um cavalo vencedor que possa elevar o valor da fazenda. Sua cartada final, é vender parte dos direitos sobre as crias apostando que Secretariat pode vencer a tríplice coroa, fato que não acontece há muitos anos.
A pegadinha é que a última corrida é muito mais longa que as anteriores. Geralmente, os cavalos que vencem as primeiras são os mais rápidos, e os mais rápidos não conseguem correr grandes distâncias com a mesma destreza. Para Penny, ou Secretariat vence, ou é o fim de tudo. A aposta é tão alta que ela deixa sua família quase de lado. Mas tem algo mais por trás disso: quando ela se tornou dona de casa, ela deixou tudo para trás. Fazer isso é sua chance de realizar algo da sua vida novamente. O único que fica sempre a seu lado, sem nenhum interesse romântico, é Lucien Laurin (John Malkovich), um treinador de cavalos que acumula mais fracassos do que gostaria.
O diretor do filme é Randall Wallace, conhecido pelo bom trabalho de roteiro em Coração valente (dirigido por Mel Gibson), pelo péssimo trabalho de roteiro em Pearl Harbor (dirigido por Michael Bay) até finalmente chegar ao cargo de direção, com trabalhos pífios como O homem da máscara de ferro e Fomos heróis. Parece que finalmente ele encontra o tom certo para fazer um bom filme, começando pelo fato de deixar de lado toda sua falta de sutileza que imprimiu em seus filmes anteriores.
Esse tipo de filme é o prato preferido pelos executivos de Hollywood: uma história comovente, que trata sobre a redenção de várias pessoas e melhor ainda: é uma história real. Pelo menos  não cai no lugar comum que os filmes desse tipo costumam ficar. É sim uma história emocionante. Mesmo sabendo que ele vai vencer a corrida final (não é óbvio em filmes desse tipo?), fica difícil não torcer por ele, e por todas as pessoas responsáveis pela sua trajetória. Me surpreendeu bastante.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

LOS ANGELES - CIDADE PROIBIDA



NOTA: 100.
- Não tente fazer a coisa certa, rapaz. Você não tem a prática.

O Oscar de 1998 coroou o épico Titanic, de James Cameron, com 11 prêmios. Uma pena que esse feito, embora notável, tenha ofuscado uma obra-prima. Eu hoje vejo mais virtudes neste filme de Curtis Hanson, do que na obra de Cameron. Apesar de ter sido filmado como um filme noir, a obra de Hanson parece atemporal. Fora seu figurino, poderia muito bem se passar nos dias de hoje e ainda ter a mesma força.
Antigamente, em Los Angeles, existia uma revista chamada Confidential. Sua especialidade era as fofocas de celebridades, principalmente as mais sujas e picantes. Foi essa revista que deu origem ao surgimento dos tabloides sensacionalistas tão comuns hoje. E esse filme se inspira nessa revista, não só na figura de Danny DeVito, mas como no fato de explorar a podridão policial da época. Assim, se misturam ficção e realidade daquela época.
Danny Devito interpreta Sid Hudgens, dona da revista Hush Hush. Sua voz é a que primeiro aparece no filme. Ele narra eventos que podem parecer irrelevantes, mas não são. Incluindo a morte de Mickey Cohen, um gangster real da época. O policial que mais trabalha com ele, e aparece em muitas de suas capas, é Jack Vincennes (Kevin Spacey), uma espécie de policial da mídia. Além de aparecer nas capas, ele é consultor técnico de um seriado conhecido como Badge of honor (um equivalente ao Dragnet, tanto que usa o mesmo bordão: "Just the facts").
Não posso esquecer que foi este filme que levou Russel Crowe ao estrelato. Antes disso, seu maior destaque era Rápida e mortal, horroroso faroeste com DiCaprio e Sharon Stone. Aqui ele interpreta Bud White, um corajoso e brutal policial que usa muito mais os punhos do que o cérebro. Pelo menos na primeira parte do filme.
Contrário a ele, é Ed Exley (Guy Pierce), um covarde brilhante e carreirista. Seu objetivo é subir de posto mais novo que seu pai, falecido, conseguiu. Nem que para isso, ele tenha que pisar em outros policiais e se tornar odiado por toda a delegacia.
Cada um investiga um caso diferente, que é parte de um caso muito maior. O que pode ser realidade em algumas coisas, pelo visto. O incidente do início do filme, Natal Sangranto, também é real. Assim como Lana Turner realmente namorou o guarda-costas do mafioso Mickey Cohen, Johnny Stamponato. O único porém seria que eles namoraram em 1957 e o filme se passa em 1953, mas quem liga? Uma curiosidade? Johnny foi morto pela filha de Lana Turner depois que ela o pegou traindo a mãe.
A história também envolve uma rede de prostituição comandada por Pierce Patchett, com prostitutas que parecem com estrelas de cinema. Uma delas é Lynn Bracken, uma personificação de Veronica Lake que se apaixona por Bud White. Sua personagem é a única doce em todo o filme. Quando ela diz calmamente porque ama Bud, você entende porque ela mereceu o Oscar daquele ano.
Pra mim, com certeza o melhor filme de 1997. Não apenas pela ótima história, grandes personagens (e muito bem construídos) e a atmosfera perfeita para um filme policial, mas pelo brilhante trabalho de adaptação de uma história extremamente complicada. Poderia ser confuso, mas aqui é apenas um ótimo filme com uma grande história. Um dos melhores policiais de todos os tempos.

Kim Bassinger e Veronica Lake

terça-feira, 12 de outubro de 2010

À ESPERA DE UM MILAGRE


NOTA: 7.
"Geralmente eles chamam o corredor da morte de "a última milha", mas nós chamávamos de "a milha verde", porque o chão era pintado dessa cor." Paul Edgecomb

Logo depois de fazer um filme perfeito, Um sonho de liberdade, o diretor Frank Darabont adapta outro livro de Stephen King (na verdade, Um sonho... é apenas uma das quatro histórias de um mesmo livro) apostando em uma fórmula que deu certo, mas o resultado não saiu o mesmo.
Paul Edgcomb (Tom Hanks) é o chefe da segurança do corredor da morte em 1935, ano da chegada do condenado John Coffey (Michael Clarke Duncan, parecendo muito maior do que já é graças a truques de câmera). Coffey foi condenado pela morte de duas crianças pequenas. Paul cuida do lugar como se fosse uma ala de hospital, ele criou um equilíbrio onde a ala tem uma ordem.
Três chegadas abalam o equilíbrio: um guarda muito cruel e com conexões importantes chamado Percy Wetmore que tem uma estranha obsessão pela morte, um criminoso problema apelidado de "Wild Bill" e a própria chegada de Coffey. Percy é cruel com todos os prisioneiros, Wild Bill é cruel com todos os guardas e Coffey? Ele tem medo do escuro. Apesar de todo o seu tamanho, Coffey é um sujeito simplório que não parece capaz de ferir uma mosca, apesar de estar lá por um crime cruel. Ele muda a rotina do lugar porque possui um dom: ele pode curar as pessoas.
Basicamente, a história é sobre a relação entre um homem negro e um branco, tal qual o filme anterior. Antes, o negro era um observador. Ele foi a testemunha da obstinação de um homem que não se entregou ao sistema. Aqui, o negro lembra Jesus Cristo. Um homem com um poder incrível que é incompreendido pela sociedade. E pelo lugar que está, condenado a ter o mesmo final.
Darabont é um cineasta que gosta de contar uma história com calma, muita calma. Ele não se apressa para estabelecer o local onde os personagens moram (neste caso, trabalham) ou mesmo o próprio desenvolvimento de cada um que aparece no filme. O que de certa forma é ótimo, por dar papéis sólidos aos seus atores, e de certa forma porque parece combinar com o tempo que as pessoas passam lá. 
Qual o problema? Certa hora percebemos que estamos levando muito tempo vendo o tempo que as pessoas passam lá. O diretor perde muito tempo com subplots que não acrescentam muita coisa interessante para a história. Como o aparecimento do ratinho, por exemplo. Está certo que o rato aparece bem durante o filme, mas a primeira vez é uma longa e desnecessária sequência.
Um dos grandes acertos do primeiro filme, era que Darabont não procurava a emoção, muito menos o choro. Não há um close naquele filme que possa dizer isso. Aqui ele faz o contrário, o que dilui parte da emoção que deveria vir naturalmente.
História interessante, com bom elenco de peso e atmosfera envolvente. Mas de certa forma fica sempre parecendo que o filme poderia ir além. Principalmente, com uma edição que deixasse o filme mais ágil. Infelizmente, Darabont não repetiu seu sucesso de estréia e só recentemente conseguiu se reciclar, adaptando novamente um roteiro de Stephen King e lançando o bom O nevoeiro, mas aqui a intenção ficou pelo caminho.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

SUBSTITUTOS (SURROGATES)


NOTA: 4,5.
- Querida, eu não sei o que você é. Quer dizer, até onde eu sei, você pode ser um cara gordo sentado em uma cadeira com o bilau pra fora.

Já imaginou um filme onde todos os personagens parecem com "exterminadores" da franquia criada por James Cameron? O diretor Jonathan Mostow, que dirigiu o terceiro filme da franquia responde a essa pergunta. E a resposta não é muito boa. Fica estranho ver um filme onde todos se movem como super máquinas capazes de qualquer coisa. Principalmente se considerarmos um Bruce Willis nesse papel. Logo ele que mesmo em grandes filmes de ação era sempre tão humano, sempre se machucando no processo.
O ano é 2054. Os humanos não saem de casa para mais nada. Eles apenas controlam os tais substitutos, uma espécie de robô por controle remoto, mas que faz com que os usuários sintam o que ele sente. Estranhamente apesar de parecer sentir prazer, eles não sentem qualquer tipo de dor ou coisa do gênero. Tom Greer (Willis) e sua parceira, Jennifer Peters (Radha Mitchell) investigam uma bagunça. Alguém usou uma arma que permite não apenas destruir o robô, mas também o usuário.
Claro que o caso preocupa todos os usuários, afinal, praticamente toda a humanidade está acostumada a usar os robôs. O único no filme que parece se incomodar em usar constantemente a máquina é Greer. Eu não posso culpá-lo por isso. Se você fosse uma estrela do cinema que tivesse que usar um robô que o deixa mais novo de um jeito estranho, com uma peruca ridícula e que no final o resultado nem parece realmente como você era (é só comparar as fotos de Willis mais novo), também ficaria incomodado. Por sorte seu robô é logo destruído e ele deve resolver o caso em carne e osso. E ele fica bem melhor assim do que em sua forma digitalizada.
Uma das pessoas que morreram era o filho do criador dos substitutos, Lionel Canter (James Cromwell). Ele está atualmente afastado da direção da empresa, desiludido pelo rumo que a humanidade tomou com o uso das suas máquinas. O filme, a princípio, se leva mais a sério do que realmente deveria, onde chega até a levantar algumas questões interessantes. Infelizmente, rapidamente ele cai em cenas de ação e termina de forma tão pouco interessante que sequer responde as próprias questões que levantou. Talvez o projeto devesse ter caído nas mãos de um diretor capaz de lidar melhor com a fantasia que o filme sugere.
No final fica a lição que Matrix não deixa esquecer, se o usuário se machuca, e pode até morrer, o personagem é interessante, pois nos importamos com ele. Aqui, mesmo com essa máquina que pode matar os usuários, não nos importamos muito, pois não temos contato com as pessoas de verdade. O resultado fica um filme frio que não empolga nem em suas cenas de ação.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

W.


NOTA: 7.
“História? Na história estaremos todos mortos!” Bush
Bush me fez muitas coisas. Me irritou. Me surpreendeu. Me fez ter raiva dele. Me fez até ter pena dele. Mas nunca imaginei que ele faria me divertir com ele. É isso que transforma a biografia de Oliver Stone sobre sua vida bem fascinante.
Isso porque quase posso entendê-lo. Não é culpa dele ter se tornado o presidente dos EUA, a culpa é inteiramente do povo que elegeu um incapaz como ele para o cargo de “Homem mais poderoso do planeta”. E a frase acima proferida por ele, mostra o qual ele é incapaz de responder uma simples pergunta se não tiver sido preparado para ela. A pergunta era bem simples: “Qual você acha que será seu papel na história?” A resposta é o tom do filme.
George Bush vive a sombra do irmão, Jeb. Sempre preterido e altamente criticado pelo pai. Nada do que ele faz é bom o suficiente, ou será que ele nunca realmente se esforçou em algum trabalho que realizou? É nessa área nebulosa que o filme de Stone se encaixa. O espectador deve decidir o que pensar sobre ele.
Stone não procura teorias malucas como em seus filmes mais conhecidos. Apenas fatos que parecem ter acompanhado a vida de Bush. E o filme é inteiramente sobre ele. Que bom então que Josh Brolin desaparece dentro de seu personagem. Acredito que os mais desavisados podem olhar para ele e acreditar se tratar de verdade do ex-presidente.
Se não procura teorias, mostra a verdade nua e crua. Como o do porquê de entrar em guerra contra Saddan Hussein. Todos sabem a verdade, e é melhor quando ouvida vindo do “próprio Bush”. O filme de Stone é um tiro certeiro nesse ponto. Um murro em qualquer um que tenha votado nele. Pior ainda quem votou duas vezes.
Para compor o resto do elenco, só nomes de peso que aumentam o poder do filme. Assim como Brolin, todos desaparecem dentro de seus personagens. A escolha do diretor, foi de que seus atores se parecessem fisicamente com suas contrapartes reais. O que chega a dar um tom documental a seu filme. Mais ou menos como Entreatos, que mostrava a eleição de Lula. Richard Dreyfuss (Dick Cheney) competindo com Brolin pelo melhor papel do filme, Toby Jones (Karl Rove), James Cromwell (Bush Pai), Thandie Newton (Condoleezza Rice) e Jeffrey Wright (Colin Powell). Todos perfeitos e fazendo o filme crescer muito.
Se Se Oliver Stone devia alguma coisa depois de seus últimos filmes, aqui ele paga com a energia que fez seu sucesso. E com juros.
W. Ano: 2008. Duração: 129 minutos. Com: Josh Brolin, Jeffrey Wright, Thandie Newton, Scott Glenn, Richard Dreyfuss, Bruce McGill e James Cromwell. Direção: Oliver Stone; Roteiro: Stanley Weiser; Música: Paul Cantelon; Fotografia: Phedon Papamichael; Edição: Alexis Chavez, Joe Hutshing e Julie Monroe.
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