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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

MIB 3 - HOMENS DE PRETO 3


NOTA: 8.
- Eu prometi os segredos do universo. Nada além disso.
- Que outros segredos há além disso?

Foi em 1997 que o primeiro filme da série chegou aos cinemas. Misturando efeitos especiais, alienígenas e muito humor, o filme era um entretenimento interessante e fez bastante sucesso nos cinemas. Cinco anos depois o filme teve uma continuação que quase estragou tudo. Digo quase porque dez anos depois (quero dizer: esse ano) temos uma nova continuação que faz a série não somente voltar à boa forma do primeiro, mas consegue surpreendentemente entregar um material ainda superior.
Por tanto tempo ter passado, talvez o conceito não seja conhecido de todos, mas permanece funcionando da mesma maneira: uma agência secreta internacional é responsável por toda e qualquer atividade alienígena na Terra. E conforme descobrimos nos filmes anteriores, há uma quantidade enorme de alienígena rondando entre nós. Todos os agentes deixam de ter identidades e passam a ser chamados apenas pela letra do primeiro nome.
Os dois principais, pelo menos são os principais para nós, são: o veterano K (Tommy Lee Jones) e o agente mais jovem que ele mesmo recrutou no primeiro filme, J (Will Smith). O que muda é que agora a divisão é chefiada pela agente O (Emma Thompson). Um monstro terrível chamado Boris e acertadamente apelidado de Animal escapa da prisão de segurança máxima que fica na lua. Ele não tem um braço porque o agente K arrancou fora. Agora seu plano é voltar no tempo e matar K antes que isso aconteça.
De alguma forma o agente J é o único que sabe que algo mudou. Que K foi morto quando não deveria ter sido. Então ele deve voltar no tempo para impedir que Boris altere o passado. O resultado disso é o encontro de J com um jovem agente K, interpretado por Josh Brolin. E acreditem: a personificação de Brolin como um jovem Jones por si só já é motivo suficiente para assistir o filme. Ele realmente parece uma versão mais nova de Jones, e falando a voz se parece tanto que em determinados momentos fiquei em dúvida se a voz dele não foi dublada pelo próprio Jones.
O final do filme é uma eletrizante sequência em Cabo Kennedy durante o lançamento do Apollo 11, o primeiro foguete a pousar na Lua. Os agentes devem colocar um objeto no foguete antes que ele seja lançado, e apesar de parecer improvável que com a quantidade absurda de câmeras filmando o lançamento ninguém tenha reparado nos Homens de Preto, a sequência é muito bem filmada e entrega uma boa dose de adrenalina.
Smith sempre parece ser o personagem que faz o filme realmente funcionar na parte cômica, e ele ainda não perdeu o jeito. Apesar de não ter o frescor de novidade como o primeiro teve quando lançado, é um filme que me divertiu bastante. No final, ainda introduz uma cena comovente dando uma nova dimensão aos personagens que já conhecíamos.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

PAUL


NOTA: 6.
- Você é um alienígena.
- Para você, sim.

Este é um daqueles filmes que parece ter tudo para você gostar dele, mas de alguma forma ele começa perder seu rumo. O que o impede de se tornar um filme muito bom. Não sei dizer exatamente o que acabou  dando errado, mas com o passar do tempo o filme vai perdendo suas graças aos poucos para se tornar mais um filme burocrático de comédia.
A premissa é bem interessante. Dois nerds ingleses, Graeme e Clive (Simon Pegg e Nick Frost, a dupla de Chumbo grosso), vão aos EUA para visitar a Comic-con (o maior evento nerd do país) onde tiram fotos com personalidades famosas do mundo geek e conversam com seus autores favoritos. Na saída da feira, decidem alugar um trailer para passear pelo país visitando lugares como a área 51 entre outras coisas. Numa dessas visitas, eles acabam cruzando com um alienígena chamado Paul (Seth Rogen).
O início do filme é com certeza a melhor parte. As cenas dos dois andando na feira são inestimáveis junto com o início da odisseia. As cenas são essenciais para estabelecer como ambos são doces e sensíveis. Tanto, que chegam a ser confundidos como um casal homossexual. Até a chegada de Paul que não consegue dirigir um carro. Se eu fosse um ET e tivesse que encontrar alguém para me ajudar, acho que esses dois seriam a dupla ideal para poderem ajudar uma pessoa em apuros. Mesmo que não seja uma pessoa.
Na jornada, eles ainda encontram Ruth (Kristen Wiig, de Missão madrinha de casamento), uma mulher que cresceu com fortes preceitos religiosos e usa uma camisa de Jesus atirando em Darwin (enquanto embaixo aparece a frase "evolucione isso"). A existência de Paul vai contra tudo que ela acredita. Se ele existe, ela pode até mesmo xingar sem ficar esperando que sua alma vá para o inferno. Se é que o tal inferno realmente existe.
Como se espera de um filme que começa numa comic-con, o filme é uma ode ao mundo nerd de filmes e seriados. Alguns sutis e outros explícitos. Uma música de Star Wars tocada ao fundo ao entrarem num bar ao passo que em outra cena vemos Paul inspirando Spielberg em um filme.
O que realmente incomoda é um alienígena que, tirando a aparência física, é Seth Rogen. Não apenas na voz, mas na maneira de falar e até mesmo no conteúdo de seus diálogos. Isso torna Paul um ser pouco interessante. Ele não é um alien de verdade. Ele é praticamente todo humano. A graça de um filme com um alien, é a imprevisibilidade que eles podem ter. Paul não tem nada de imprevisível, ele é tão comum como qualquer humano. O filme tem suas graças, mas poderia ter ido mais longe.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

DEU A LOUCA NA CHAPEUZINHO 2 - HOODWINKED TOO! HOOD VC EVIL


NOTA: 2.
- Por que você está lendo esse livro? Ninguém mais lê livros. Filmes são sempre melhores. Especialmente sequências.

A frase acima exemplifica o tipo de falta de inteligência que se pode esperar deste filme. Soma-se isso ao fato de esse ser um filmes para crianças que além de não se esperar um bom filme ainda deve-se ficar preocupado com a mensagem que ele passa. Ainda há outro detalhe interessante: a parte sobre as continuações é totalmente incorreta nesse exemplo. Não só a sequência não é melhor (e olha que o original não era grande coisa), como também é desnecessária.
O original tinha a heroína dublada por Anne Hathaway, que provavelmente não quis se tornar cúmplice aqui, e neste é dublada por Hayden Panettiere (da série Heroes). Dessa vez ela está num templo muito parecido com os de Kung Fu na China, exceto que está lá para aprender coisas como a melhor maneira de entregar a cesta de doces ou aprender receitas secretas. É uma mistura pouco interessante de tratá-la como uma super-espiã enquanto está sendo treinada para ser uma dona de casa.
Ela é obrigada a abandonar seu treinamento, deixando-o incompleto, por dois motivos: 1) Vovó (Glenn Close) é sequestrada por uma bruxa malvada (Joan Cusack), e 2) a mesma bruxa rouba uma receita secreta que é capaz de dar a qualquer pessoa a capacidade de se tornar invencível. Ela deve se unir novamente ao Lobo Mau (Patrick Warburton) para encontrar o esconderijo da bruxa, que também mantém João e Maria em cativeiro.
O filme tenta seguir o rastro de Shrek e usar diferentes personagens de diferentes contos e subverter seu contexto, mas nunca consegue se tornar realmente interessante. Ou mesmo engraçado. Pra piorar, a animação parece muito ruim. Em tempos de filmes com qualidade lançados pela Pixar e Fox, é muito chato assistir uma animação mal feita. Antes fosse feita com stop-motion, pelo menos teria alguma charme.
Desculpem a postagem mais curta do que de costume, mas é difícil falar mais sobre um filme tão desinteressante.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

SUPERBAD - É HOJE


NOTA: 10.
- Sabe quando a garota acorda no dia seguinte e diz: "Ah. Eu estava tão bêbada na noite passada. Eu não devia ter dormido com aquele cara." Nós podemos ser esse erro.

Alguns filmes conseguem ser atemporais. Há um tom nostálgico nessa produção que vai desde o figurino até mesmo pela forma que a história é contada. Eles podem dizer algumas gírias atuais e até mesmo se comunicarem pelo celular e internet, mas a história que eles tomam parte pode ser contada agora, no passado ou até mesmo no futuro.
A história foi escrita por Seth Rogen e Evan Goldberg, que nomearam os personagens principais com seus próprios nomes. Talvez a história seja autobiográfica. Ela parece ser, mas pode ser baseada na história de muitos adolescentes.
Seth (Jonah Hill) e Evan (Michael Cera) são amigos desde os 8 anos de idade e fazem tudo juntos. São inseparáveis por mais 3 semanas, já que os dois não vão mais frequentar a mesma faculdade. Mas antes de se separarem, eles querem experiência sexual para não chegarem "crus" nas universitárias, mas são tão impopulares que sequer são convidados para as festas. Eles ainda tem um parceiro, Foggel (Christopher Mintz-Plasse), que é tão impopular que até mesmo eles o consideram impopular.
Então o universo converge para eles: Foggel compra uma identidade falsa que o permite comprar bebidas, ao mesmo tempo Seth e Evan são convidados para uma festa por meninas que parecem se interessar por eles. Então o plano é simples: eles devem comprar bebidas para a festa e dormir com as respectivas meninas.
Os problemas começam quando eles prestam atenção na identidade de Foggel. Além de colocar que tem 25 anos, o documento tem apenas um nome: McLovin (o ator até hoje é conhecido pela alcunha, quem sabe no futuro ele não escreve um livro "Eu não sou McLovin"). O resto do filme se passa com as aventuras dos três para conseguir bebidas e ainda as desventuras de dois policiais (Seth Rogen e Bill Hader, no que eu espero não ser autobiográfico).
Eles não querem encontrar o grande amor da vida deles, eles querem apenas experimentar uma aventura antes de irem para a faculdade. Provavelmente a única aventura de suas vidas até o momento.
O filme pode ter um certo exagero de palavrões, mas em nenhum momento é porque tenta ser apelativo. Acho que é apenas uma questão de manter o ritmo do filme. Superbad faz reviver a agonia de ser adolescente, sem precisar ser bobo para isso. É um filme com coração. Com alma. E quando se propõe a ser engraçado, é engraçado. Mas sempre com profundidade. Maturidade. Nada de fofocas aqui, é um filme de adolescentes que qualquer um pode assistir. E gostar.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

TÁ CHOVENDO HAMBÚRGUER


NOTA: 5
"Você já se sentiu um pouco diferente? Como se tivesse algo único para oferecer ao mundo e que seria ótimo se pudesse fazer as pessoas verem? Então você sabe exatamente como é ser como eu." Flint Lokwood

Assistir um desenho como esse pode proporcionar cenas que você nunca assistiu antes e provavelmente jamais assistirá depois. Como ver o herói pendurado em uma barra de alcaçuz que corta a dentes sua escapada. Ou uma guerra de bolas de neve feita, na verdade, com sorvete. Realmente são cenas que provavelmente só verá nesse desenho. Agora se acha que isso fará diferença na sua vida, a resposta provável é não. Está certo que desenhos são feitos mais para crianças do que para adultos, mas um desenho que agrada quase que exclusivamente crianças é meio irritante.
Flint Lockwood sonha desde criança em ser um cientista. Quando era muito pequeno inventou um spray com uma substância que cobre os pés das crianças, descartando o uso de sapatos e evitando que elas andem com cadarço desamarrado. Claro que não há um modo de tirar a substância e muitos anos depois Flint ainda aparece com a substância nos pés. Nesse tempo, ele inventou muita coisa, mas parece que nunca se interessou em inventar uma forma de tirar aquilo do seu pé. Sou o único a achar isso estranho?
Para animar todos na cidade, que se alimenta apenas de sardinha, ele inventa uma máquina que transforma água em comida. Ao contrário de todos seus outros inventos, justamente o mais difícil funciona, e ele se torna capaz de controlar o que vai chover. Hamburgeres, cachorros quentes, sorvete e pudim. Claro que nenhuma comida saudável aparece. Nem sequer uma verdura ou mesmo fruta. Somente comidas que todas as crianças sonham em comer.
Nas vozes originais, Bill Hader faz um trabalho competente como Flint Lockwood, mas Anna Faris não acrescenta nada na dublagem do desenho. Para os adultos, fica uma experiência entediante depois de um tempo. Todos os personagens parecem estereótipos ambulantes. Pelo menos visualmente. O pai é uma sobrancelha, Flint parece um nariz gigante. Para crianças uma diversão rasteira. Nem sequer uma lição de moral sobre alimentação ou riscos de comer muita besteira. E depois de um tempo não ficará sequer uma lembrança desse filme esquecível.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

FÉRIAS FRUSTRADAS DE VERÃO


NOTA: 9.
"Qual o motivo de se importar em ser um artista ou escritor? Herman Melville escreveu Moby Dick e estava tão esquecido e pobre quando morreu que em seu obituário o chamaram de Henry. Eles vão acabar esquecendo nossos nomes de qualquer jeito." Joel

Não sei o que mais me impressionou nesse filme. Se é a capacidade do diretor Greg Motolla (do também ótimo Superbad) de contar uma história juvenil sem apelar para escatologia ou subestimar a inteligência do seu público. Se é a capacidade de contar esse tipo de história com ainda mais sensibilidade que em seu filme anterior. Se é Kristen Stewart mostrando que é uma boa atriz e que é mal aproveitada pelos filmes da Saga Crepúsculo. Ou pior ainda, porque um filme tão bom foi tão ignorado pela distribuidora aqui no Brasil.
O ano é 1987. James (Jesse Eisenberg) é um rapaz que está se formando no colégio e se preparando para ir para a faculdade. Seu planejamento é de viajar para a Europa com um amigo e na volta ir morar em NY. Seu pai, porém, perdeu o emprego e todo seu planejamento vai por água abaixo. Ele terá que trabalhar durante o verão e juntar dinheiro para poder ir para NY até conseguir um emprego por lá. Sem nenhuma experiência de trabalho, a única oportunidade que consegue é num parque que funciona apenas aos verões chamado Adventureland (que dá o nome original do filme).
É uma porcaria de trabalho. Para começar, tudo no parque parece de segunda mão. Os brinquedos estão em estado no mínimo duvidoso de conservação e todos os prêmios são uma porcaria também, com exceção do grande Panda de pelúcia, mas para levar o panda, o cliente tem que passar pelas trapaças do parque, como chapéu colado ou uma argola que não entra na garrafa. Então a maior desafio de James é manter o público interessado pelas porcarias do parque mesmo que nunca consigam ganhar um Panda. "Ninguém ganha um panda. Se alguém ganhar um panda no seu turno, não precisa nem aparecer no dia seguinte." lhe diz o dono do parque.
Apesar de todo os funcionários homens do parque terem grande desejo por Lisa P., é Em (Stewart) que desperta o interesse do herói. Ela parece mais madura que o resto das pessoas do parque, e juntos os dois conseguem ter os mais variados diálogos sobre diversos assuntos, coisa que não acontece com o resto. Nenhum dos dois é muito bonito, mas de certa forma eles formam um casal interessante e melhor ainda, ela também vai estudar em NY. Não precisa ser apenas um romance de verão, fato que parece interessar mais a ele que a ela.
Motolla também escreveu o roteiro do filme, talvez por isso tenha focado mais na beleza da história que na parte cômica. Superbad com certeza é muito mais engraçado que esse filme e até tem sua dose de sensibilidade, mas é aqui que o diretor mostra que pode entregar um belo filme sem apelações. O fato de passá-lo nos anos 80, dá uma dose de nostalgia que me agradou bastante, e permitiu que ele usasse uma interessante trilha musical.
Adventureland. Ano: 2009. Duração: 107 minutos. Com: Kristen Stewart, Jesse Eisenberg, Bill Hader e Ryan Reynolds. Direção e roteiro: Greg Motolla; Música: Yo La Tengo; Fotografia: Terry Stacey; Edição: Anne McCabe.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

SEGURANDO AS PONTAS - PINEAPPLE EXPRESS



NOTA: 7.

Na comédia americana atual, Seth Rogen vem se destacando a cada filme. Apesar de seu físico improvável para um ator principal de um filme, ele é dono de um carisma impressionante. Ao seu lado, ele tem James franco, que fora da série do aracnídeo, tenta se firmar em outros gêneros. A dupla vira uma espécie de Cheech e Chong modernos numa comédia que se não é excelente, pelo menos arranca (muitas) risadas.

Rogen interpreta um equivalente a oficial de justiça nos EUA que fica, entre um trabalho e outro, fumando maconha o dia inteiro e Franco é o fornecedor dele, que apenas vende uma erva especial chamada de Pineapple Express (daí o título original). Indo executar um trabalho, fumando claro, ele vê o homem com uma policial matando um homem oriental. Desesperado, ele joga fora o baseado e foge do local. Só há um problema: Franco é o único fornecedor da droga, o que a torna facilmente rastreável.

O acerto do filme, é colocar as cenas de ação com os dois sempre chapados, criando situações hilárias. Tanto nas perseguições quanto no grande tiroteio do final. Sem perder o ritmo, e sem se tornar um filme de uma piada só, Judd Apatow produz uma nova comédia que se destaca das outras imbecilidades que vem entrando em cartaz ultimamente. Felizmente, a comédia não morreu. Pena que essa não teve chance no cinema.

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