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quarta-feira, 29 de junho de 2011

SHREK PARA SEMPRE - SHREK FOREVER AFTER


NOTA: 5.
- Eu sempre achei que tinha te resgatado do dragão, e na verdade foi você que me resgatou.

Desde o primeiro filme, Shrek (Mike Meyers) vinha sendo "domesticado" pouco a pouco. Se distanciando cada vez mais daquele ogro que colocava medo nas pessoas que acabavam tentando caçá-lo com ancinhos e tochas. Neste quarto e (supostamente) último filme da franquia, ele já não assusta mais ninguém, o caminho da sua casa virou parte de uma rota turística e seus "fãs" pedem para que ele rugir (sua marca registrada). Além disso, ele está sempre ocupado por causa do casamento e dos filhos.
É já aí que o filme vai mostrando sua falta de originalidade. No velho estilo "você só dá valor ao que tem quando perde", Shrek faz um acordo para voltar a ser o ogro que era, como no início do primeiro filme. O acordo, feito com Rumpelstiltskin (Walt Dohrn), faz com que ele troque esse dia por um dia de sua infância. O dia escolhido é o do seu nascimento, e tal qual George Bailey (personagem do filme Felicidade não se compra), Shrek fica preso num mundo alternativo onde ele nunca nasceu.
Para sua sorte, Rumpelstiltskin não é tão inteligente quanto parece se proclamar e seu contrato tem uma cláusula que pode invalidar tudo: o beijo do amor verdadeiro (coisa já usada mais de uma vez só nessa franquia). Para isso, ele se junta ao Burro (Eddie Murphy) para encontrar Fiona (Cameron Diaz), que virou uma líder rebelde do ogros e tem um Gato de Botas (Antonio Banderas) domesticado que ficou obeso por causa da vida mansa. Como neste mundo Shrek nunca nasceu, nenhum deles se recorda de um dia tê-lo encontrado antes, o que dificulta o beijo romântico já que Fiona está ocupada demais para besteiras românticas.
Não apenas o filme repete piadas dos outros filmes da franquia, como repete as piadas dele mesmo. O garoto com voz esganiçada que pede insistentemente que ele "faça o rugido", repete o pedido pelo menos umas 5 vezes. Já a quantidade de vezes que Rumpelstiltskin troca de perucas eu perdi a conta. O próprio Shrek já não tem mais a mesma graça e parece mesmo ficar relegado a rugir para as pessoas. Como se isso fosse engraçado. O filme só ganha um pouco de graça com a entrada do Gato de Botas (que ganhará um filme próprio ainda esse ano), mas mesmo ele é mal aproveitado e seu olhar de pobre coitado já deu o que tinha que dar.
Eu entendo como Shrek pode ficar entediado com a sua vida. Entendo porque a vida dele neste quarto filme me entediou também. A animação é até bonita, mas não empolga. As cenas de ação não decolam e chegam a ser desnecessárias. Mesmo crianças pequenas verão esse filme com um gostinho de "já vi isso antes". E pior ainda, já vi melhor. Se este é realmente o último filme da franquia, não terminou com um final feliz.

sábado, 18 de setembro de 2010

A RESSACA


NOTA: 7.
"Eu realmente tenho que ser o babaca a dizer que a gente entrou nessa porcaria e voltamos no tempo?" Jacob

Eu não esperava muita coisa deste filme. Quer dizer, o título nacional foi roubado do nome de outra comédia, Se beber não case (The hangover, no original) e o nome original do filme não inspira grande coisa. Quer dizer, você iria desavisado pro cinema assistir algo como "Banheira quente máquina do tempo"? Não acredito nisso. Talvez por isso o filme inspire tanta confiança no seu potencial em manter um nome como esse. Isso e talvez pelo fato do nome de John Cusack não estar associado a filmes ruins. Pelo menos não geralmente.
Três amigos de infância se reencontram. Um deles, Lou (Rob Corddry), ficou cantando músicas na garagem com o carro ligado e quase morreu. No hospital os médicos viram o incidente como uma tentativa de suicídio e chamaram os amigos para ajudar o alcoolátra e depressivo Lou. Os amigos, porém, não estão em melhor fase: Adam (Cusack) acabou de ser abandonado pela esposa e Nick (Craig Robinson, da série The office e em Segurando as pontas) é dominado pela esposa e sempre pensando que podia ter tido uma carreira musical.
O trio depressivo, mais o sobrinho nerd de Adam, Jacob (Clark Duke), partem para uma viagem onde eles tiveram dias mais felizes. Eles vão para onde passaram umas férias nos anos 80 e inclusive pegam o mesmo quarto que usaram na época. A cidade hoje está abandonada e nada se parece com a da época em que conheceram e os 4 acabam se embebedando na tal banheira do título, que os transporta de volta para os anos 80 e os péssimos cortes de cabelo e as roupas bregas.
Aí o filme parte para a comédia escrachada. De qualquer jeito que possa imaginar, sexual, escatológica e non sense. Cada cena do filme é recheado de piadas (ás vezes, recheado até demais) sobre cultura pop da época entre outras coisas. Em uma cena um deles chega a declarar: "Tudo que tínhamos era Reagan e AIDS." O que eles realmente descobrem rapidamente é que os bons e velhos tempos não eram tão bons assim, então resolvem que tudo que devem fazer é repetir o que fizeram anos atrás e arrumar um jeito de voltar para o presente.
O filme ainda presta uma homenagem ao filme De volta para o futuro, tendo em seu elenco o ator Crispin Glover (o pai de Marty McFly) e também a John Huges com a presença de outro ícone das comédias dos anos 80, Chevy Chase (da série Férias frustradas). Para os que viveram essa época fica um sentimento de nostalgia, mas mesmo para os mais novos fica a garantia de diversão. Talvez esteja um pouco abaixo do nível de Se beber..., mas ainda assim uma boa comédia e provavelmente o filme mais divertido da carreira de Cusack.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

SEGURANDO AS PONTAS - PINEAPPLE EXPRESS



NOTA: 7.

Na comédia americana atual, Seth Rogen vem se destacando a cada filme. Apesar de seu físico improvável para um ator principal de um filme, ele é dono de um carisma impressionante. Ao seu lado, ele tem James franco, que fora da série do aracnídeo, tenta se firmar em outros gêneros. A dupla vira uma espécie de Cheech e Chong modernos numa comédia que se não é excelente, pelo menos arranca (muitas) risadas.

Rogen interpreta um equivalente a oficial de justiça nos EUA que fica, entre um trabalho e outro, fumando maconha o dia inteiro e Franco é o fornecedor dele, que apenas vende uma erva especial chamada de Pineapple Express (daí o título original). Indo executar um trabalho, fumando claro, ele vê o homem com uma policial matando um homem oriental. Desesperado, ele joga fora o baseado e foge do local. Só há um problema: Franco é o único fornecedor da droga, o que a torna facilmente rastreável.

O acerto do filme, é colocar as cenas de ação com os dois sempre chapados, criando situações hilárias. Tanto nas perseguições quanto no grande tiroteio do final. Sem perder o ritmo, e sem se tornar um filme de uma piada só, Judd Apatow produz uma nova comédia que se destaca das outras imbecilidades que vem entrando em cartaz ultimamente. Felizmente, a comédia não morreu. Pena que essa não teve chance no cinema.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

PAGANDO BEM, QUE MAL TEM? - ZACH AND MIRI MAKE A PORN


NOTA: 6.

Zach e Miri são amigos desde a infância. Morando juntos na idade adulta, não têm dinheiro para pagar as contas. Nenhuma delas. É quando Zach tem a idéia de fazer um filme pornô para ganhar dinheiro, sendo eles próprios os atores e com ajuda de amigos para realizar a “produção”.

A idéia de um bando de amadores que não sabe nada sobre fazer filmes e resolve fazer um pornô é melhor explorada em Os Amadores, com Jeff Bridges. Aqui, o novo filme de Kevin Smith tem um conceito interessante, mas que gera uma piada que não rende o filme inteiro. E tudo desanda quando muda de comédia para um filme romântico.

Infelizmente, Smith ainda continua com seus altos e baixos. Ainda que seja bom em escrever diálogos, estes parecem perdidos no meio da história que, como disse, não se sustenta. De resto, se salva o carisma de Seth Rogen (ótimo), o sempre hilário Jason Mewes (o Jay) e a presença hilária de Justin Long. Atenção para a participação de Brandon Routh (o novo Superman)como uma antiga paixão de colégio de Miri.
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