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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

BATALHA POR T.E.R.R.A.


NOTA: 8.
"Eventualmente os humanos esgotaram as reservas naturais do planeta. Dois planetas vizinhos, Marte e Vênus criaram colônias para humanos e 2 séculos depois exigiram independência. Isso significou guerra. Tudo foi destruído. Os sobrevivente tinham apenas uma escolha: viajar além do sistema solar deles para o planeta mais próximo em que pudessem viver." Giddy

Lendo o resumo da história você pode pensar que já viu esse filme antes. E mais de uma vez. É um filme sobre uma invasão espacial para dominar o planeta nem que para isso tenha que matar seus habitantes. O interessante aqui é que não somos nós que estamos atacados, nós somos os atacantes. Fato que isso não é a primeira vez que acontece, ainda assim é anterior a Distrito 9 e Avatar, mas chega a ser óbvio se pensarmos que somos os vilões perfeitos. Quem pode me afirmar com certeza que Bush não invadiria outro planeta se descobrisse petróleo por lá? Agora imagine se o futuro da raça humana dependesse disso.
O planeta em questão foi chamado de Terra, diferente de nosso planeta natal que eles (em inglês) conhecem por Earth. Antes que qualquer humano possa aparecer, estamos familiarizados com o estilo de vida dos habitantes do planeta. Uma espécie bem pacata que vive em harmonia com o planeta (ainda que pareça com Avatar, novamente lembro que esse filme é anterior a ele, lançado nos EUA em Abril de 2008). Sua tecnologia é estranha. Uma forma retrô que os "mais velhos" não permitem que evoluam. Nem precisam, o que eles têm é suficiente para eles. Sem contar que ao contrário de nós, a tecnologia deles parece pertencer ao planeta. Como algo orgânico.
Claro que os humanos não vão em paz. Eles querem morar naquele planeta, mas a atmosfera do planeta não permite que eles possam respirar. A solução é ligar uma máquina que deixará a atmosfera respirável para os humanos e matará os habitantes originais. O General que comanda o ataque acredita piamente que duas espécies não podem conviver pacificamente. Mala, uma brilhante habitante, consegue derrubar uma nave e resgata o piloto, Jim. Ela espera que ele a ajude a resgatar seu pai que foi capturado.
Claro que tudo direciona o filme para a guerra. Pessoalmente eu preferiria uma alternativa mais criativa. De qualquer forma, a batalha é bem impressionante e leva o filme a um desfecho bem interessante. A mensagem para as futuras gerações está bem impressa e vale a pena ser ouvida e vista. Outra vez não consigo entender o não lançamento de um filme. Dessa vez nem sequer em DVD ele chegou. E olhe que ele conta com exibição em 3D e um elenco de peso, que inclui: James Garner (O diário de uma paixão), Danny Glover (Máquina Mortífera), Evan Rachel Wood (Aos 13, O Lutador), Justin Long (Duro de matar 4.0), Luke Wilson (Minha super ex namorada), Brian Cox (Tróia), Chris Evans (o Tocha Humana), Amanda Peet (2012), Dennis Quaid (G.I. Joe), Mark Hamill (o Luke Skywalker), Ron Pearlman (Hellboy) e David Cross (a Garça de Kung Fu Panda).

OBS: No site cineclik, as informações do filme constam um lançamento para Abril de 2010. O filme chegaria com dois anos de atraso mas chegaria.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

ARRASTE-ME PARA O INFERNO


NOTA: 8,5.
“Eu imploro a você e você me humilha?” Sra. Ganush.
É fácil associar o nome de Sam Raimi com a trilogia do Homem-Aranha. Bem, nem sempre o nome do diretor esteve associado a blockbusters. Raimi surgiu para o mundo cinematográfico com a pérola de terror, hoje Cult, Uma noite alucinante (Evil Dead). Então nada como descansar da franquia aracnídea voltando às suas origens.
Christine não é uma mulher diferente ou estranha. Ela trabalha em uma pequena firma de empréstimos (e não com feitiçaria) e está perto de uma promoção, mora numa casa e tem um namorado tão normal quanto ela. Nada que a qualifique como propensa a ter sua alma arrastada para o inferno.
Para ganhar a promoção, ela tem que mostrar que é capaz de tomar decisões difíceis. É então que surge na sua vida a velha cigana Sra. Ganush. Ela já teve duas prorrogações de seu empréstimo e procura conseguir uma terceira vez. Christine pode conseguir a prorrogação para ela, mas prefere negar para impressionar seu chefe. A velha orgulhosa não se dá por vencida e a amaldiçoa.
Visitando um vidente, mesmo a contragosto de seu cético namorado, ela descobre seu destino: Lamia, um espírito maligno do inferno, irá “visitá-la” por três dias e depois disso levará a alma de Christine para o inferno. A menos que ela tente apaziguar as coisas, mesmo que ela ache que não vá conseguir fazê-lo. “Você ficaria surpresa com as coisas que fará quando Lamia vier”, lhe avisa o vidente.
Não importa a aparência frágil de Christine, ela não vai para o inferno sem luta. E gritos. Se em filmes de terror eles são obrigatórios, Raimi fez sua escolha com sabedoria ao escalar Alison Lohman para o papel principal. E ela tem motivos para gritar. Lamia não pega leve, não é gentil e muito menos a segurará pela mão e a conduzirá tranquilamente.
Arraste-me para o inferno é um (bom) filme de terror. Dá bons sustos e algumas risadas (quem quer ficar tenso o filme inteiro?). Raimi mostra que não perdeu a mão para o terror, mesmo que diga que não gosta do gênero (estranho, não?). Além disso já promete uma quarta sequencia de Uma Noite Alucinante. Outra boa notícia para os fãs do gênero.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

PAGANDO BEM, QUE MAL TEM? - ZACH AND MIRI MAKE A PORN


NOTA: 6.

Zach e Miri são amigos desde a infância. Morando juntos na idade adulta, não têm dinheiro para pagar as contas. Nenhuma delas. É quando Zach tem a idéia de fazer um filme pornô para ganhar dinheiro, sendo eles próprios os atores e com ajuda de amigos para realizar a “produção”.

A idéia de um bando de amadores que não sabe nada sobre fazer filmes e resolve fazer um pornô é melhor explorada em Os Amadores, com Jeff Bridges. Aqui, o novo filme de Kevin Smith tem um conceito interessante, mas que gera uma piada que não rende o filme inteiro. E tudo desanda quando muda de comédia para um filme romântico.

Infelizmente, Smith ainda continua com seus altos e baixos. Ainda que seja bom em escrever diálogos, estes parecem perdidos no meio da história que, como disse, não se sustenta. De resto, se salva o carisma de Seth Rogen (ótimo), o sempre hilário Jason Mewes (o Jay) e a presença hilária de Justin Long. Atenção para a participação de Brandon Routh (o novo Superman)como uma antiga paixão de colégio de Miri.
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