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quarta-feira, 11 de julho de 2012

FOOTLOOSE



NOTA: 3.
- Volta um pouco. Está brincando? Dançar é contra a lei?

Estou inclinado a escrever que essa é uma refilmagem do filme lançado em 1984 e que tinha Kevin Bacon no papel principal. A minha dúvida é se posso considerar uma refilmagem quando se usa o mesmo roteiro do filme original, usando em boa parte as mesmas falas e músicas. Para não dizer que nada mudou, o personagem agora muda de cidade, mas chego a duvidar se a maior parte das pessoas que assistiram chegaram a perceber a mudança. Se eu tivesse escrito uma resenha do filme original, estaria copiando a resenha para este aqui.
Houve um tempo em que esse tipo de história poderia funcionar, e talvez aqui entrasse a habilidade de um bom roteirista que reescrevesse a história de forma a ficar funcional para os dias atuais. Querer que a plateia acredite que existe hoje uma cidade que criou uma lei contra dançar em público é tão improvável quanto ridículo.
A justificativa para tal ato, é o fato que no passado uma festa de escola regada a cerveja acabou em um trágico acidente que resultou na morte de cinco adolescentes (como se fosse o único lugar onde isso tivesse acontecido), incluindo o filho do reverendo da cidade, Shaw Moore (Dennis Quaid), que usou sua influência para banir a música da cidade. Aparentemente, ele é o único reverendo em toda a cidade e uma espécie de líder da moral do lugar, além de ser paranóico em relação à sua sua filha, Ariel (Julianne Hough), que namora com o bad boy da cidade.
É nessa cidade muito estranha que chega Ren McCormack (Kenny Wormald), um garoto de Boston que acabou de perder a mãe e tem que se mudar para morar com seus tios. Um dos primeiros erros do filme, é que Wormald tem o mesmo papel que foi de Bacon, mas não tem um décimo do seu carisma. Logo de cara, Ren é preso por escutar música alta dentro do carro e logo virará o arqui-inimigo do reverendo.
Ficarão em lados opostos porque, obviamente, ele vai se interessar pela filha do reverendo. Para piorar a situação, ele vai começar a criar um movimento entre os adolescentes para acabar com essa lei contra a dança. Essa atitude faz com que tenhamos muitas coreografias no filme. Coreografias muito bem elaboradas se estamos considerando que são adolescentes que não estão acostumados a dançar. Também cria inimizade contra o bad boy que ressente por ele atrair a atenção da "sua garota".
Não tem muito tempo que assisti o filme original, que lembro de ter gostado quando era criança. Mas a verdade é que sequer cheguei a escrever porque não queria escrever uma resenha falando que o filme é ruim, e infelizmente, contrariando minhas memórias, ele é um filme ruim. E quando um filme ruim é "refilmado" de forma fiel, só pode gerar um filme ruim como este.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

BATALHA POR T.E.R.R.A.


NOTA: 8.
"Eventualmente os humanos esgotaram as reservas naturais do planeta. Dois planetas vizinhos, Marte e Vênus criaram colônias para humanos e 2 séculos depois exigiram independência. Isso significou guerra. Tudo foi destruído. Os sobrevivente tinham apenas uma escolha: viajar além do sistema solar deles para o planeta mais próximo em que pudessem viver." Giddy

Lendo o resumo da história você pode pensar que já viu esse filme antes. E mais de uma vez. É um filme sobre uma invasão espacial para dominar o planeta nem que para isso tenha que matar seus habitantes. O interessante aqui é que não somos nós que estamos atacados, nós somos os atacantes. Fato que isso não é a primeira vez que acontece, ainda assim é anterior a Distrito 9 e Avatar, mas chega a ser óbvio se pensarmos que somos os vilões perfeitos. Quem pode me afirmar com certeza que Bush não invadiria outro planeta se descobrisse petróleo por lá? Agora imagine se o futuro da raça humana dependesse disso.
O planeta em questão foi chamado de Terra, diferente de nosso planeta natal que eles (em inglês) conhecem por Earth. Antes que qualquer humano possa aparecer, estamos familiarizados com o estilo de vida dos habitantes do planeta. Uma espécie bem pacata que vive em harmonia com o planeta (ainda que pareça com Avatar, novamente lembro que esse filme é anterior a ele, lançado nos EUA em Abril de 2008). Sua tecnologia é estranha. Uma forma retrô que os "mais velhos" não permitem que evoluam. Nem precisam, o que eles têm é suficiente para eles. Sem contar que ao contrário de nós, a tecnologia deles parece pertencer ao planeta. Como algo orgânico.
Claro que os humanos não vão em paz. Eles querem morar naquele planeta, mas a atmosfera do planeta não permite que eles possam respirar. A solução é ligar uma máquina que deixará a atmosfera respirável para os humanos e matará os habitantes originais. O General que comanda o ataque acredita piamente que duas espécies não podem conviver pacificamente. Mala, uma brilhante habitante, consegue derrubar uma nave e resgata o piloto, Jim. Ela espera que ele a ajude a resgatar seu pai que foi capturado.
Claro que tudo direciona o filme para a guerra. Pessoalmente eu preferiria uma alternativa mais criativa. De qualquer forma, a batalha é bem impressionante e leva o filme a um desfecho bem interessante. A mensagem para as futuras gerações está bem impressa e vale a pena ser ouvida e vista. Outra vez não consigo entender o não lançamento de um filme. Dessa vez nem sequer em DVD ele chegou. E olhe que ele conta com exibição em 3D e um elenco de peso, que inclui: James Garner (O diário de uma paixão), Danny Glover (Máquina Mortífera), Evan Rachel Wood (Aos 13, O Lutador), Justin Long (Duro de matar 4.0), Luke Wilson (Minha super ex namorada), Brian Cox (Tróia), Chris Evans (o Tocha Humana), Amanda Peet (2012), Dennis Quaid (G.I. Joe), Mark Hamill (o Luke Skywalker), Ron Pearlman (Hellboy) e David Cross (a Garça de Kung Fu Panda).

OBS: No site cineclik, as informações do filme constam um lançamento para Abril de 2010. O filme chegaria com dois anos de atraso mas chegaria.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

NO LIMITE, A HISTÓRIA DE ERNIE DAVIS




NOTA: 7,5.
“Engraçado. A maioria das pessoas acha que minha vida tem sido apenas sobre futebol. Eu mesmo pensei isso. Mas futebol é só um jogo. O que interessa é pelo que você joga.” Ernie Davis
Essa fala resume um pouco do filme. Baseado na vida do falecido jogador Ernie Davis, este filme conta uma história não apenas de futebol, mas de superação contra as dificuldades e o preconceito.
Você pode achar um pouco parecido com Duelo de Titãs, mas não é. Se no filme com Denzel Washington um time inteiro integrado se levantava contra o racismo, aqui apenas um homem se levanta para fazer a diferença.
Desde sua infância, Davis não tem uma vida fácil. Ele enfrenta seu problema para falar (ele é meio gago). “Parece que as palavras não vem à cabeça.”, ele diz. Além disso, desde sempre as pessoas dizem para ele aonde pode ir ou não, o que fazer ou não, pelo simples fato de ser negro.
Ele cresce e se transforma num dos maiores “corredores” de futebol americano. “O Expresso de Elmira”. E é chamado por Schwartzwalder (Dennis Quaid), o técnico de futebol da Universida de Syracuse. São apenas três negros no time, mas é Davis quem chama atenção. Rapidamente ele se torna o astro do time. O adversário a ser batido não apenas pelo seu talento, mas também pelos racistas que querem se mostrar superior.
Seu sucesso não facilita sua vida. Ele tem que usar a entrada de serviço em hotéis, dormir em quartos de serventes, e mesmo quando ganha o campeonato e conquista o troféu de melhor jogador da temporada, ele não pode ir a festa pois “não aceitam pessoas de cor”.
O que enriquece mais o filme, é que além de futebol e a superação de Davis, vemos a amizade entre ele e seu treinador. Pelos padrões da época, ele devia ser considerado o mais perto possível de uma pessoa não racista. Para a época. A princípio ele não se preocupa com a pessoa, mas com o atleta. Davis joga por muito mais que o futebol, e ele precisa do treinador do lado dele para isso.
Davis vai além do que podiam imaginar. Ele se torna o primeiro negro a ganhar o prêmio Heisman, dada por excelência atlética. Parece muita coisa para se contar, mas a verdade é que são apenas 23 anos de vida do jogador. Quando chega a sua hora de passar a bola adiante, ele diz: “Quer ser como eu? Isso não é suficiente.”
Claro que apenas ele dizer isso não é o suficiente. Seu treinador diz que nunca haverá um outro Ernie Davis. Ele provavelmente está dizendo a verdade. Filmes sobre esporte não costumam dar errado, desde que haja uma grande história por trás. E essa é grande. Pena que seja outra que esteja na galeria de filmes que não chegam ao Brasil.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

G. I. JOE: A ORIGEM DE COBRA – G. I. JOE: THE RISE OF COBRA




NOTA: 5,5.

“Tecnicamente não existimos. Não respondemos a ninguém. Quando tudo mais falha, nós não falhamos.”
General Hawk


G. I. Joe é um filme com cerca de duas horas com muita ação e testosterona e, proporcionalmente, pouco cérebro. Inspirado em uma série de bonecos de mesmo nome nos EUA e conhecidos no Brasil como Comandos em Ação, o filme é mais um dos saudosistas produtos que ganham versão atualizada para o novo século.


Acompanhamos uma superforça contra o terrorismo conhecida como Joes. Eles têm equipamento de altíssima tecnologia e os melhores agentes de todas as partes do mundo (ao contrário do desenho que era uma equipe exclusivamente americana). Eles lutam contra os Cobras, facção terrorista que pretende criar uma nova ordem mundial que são igualmente evoluídos tecnologicamente, mas sem o senso moral dos mocinhos (o que os torna mais perigosos).

O começo da peleja entre os dois, gira em torno de uma nova “nanoarma”, que destrói metal facilmente e vai avançando de forma acelerada até que seja desativada por quem a lançou. Criada secretamente pelos Cobras, eles entregam para a OTAN para que possam roubá-las de volta sem que levem a culpa pelo sumiço delas, já que foi a Organização que financiou a nova arma. Em posse das armas, o plano é lançá-las contra as principais capitais: Pequim, Washington, Paris e Moscou e criar pânico no mundo inteiro, para que eles se voltem a pessoa com mais poder no mundo para estabelecer a tal nova ordem mundial.

A história é contada com explosões a cada cinco minutos e cenas de ação de tirar o fôlego. O que contribui para que não se pense muito nos problemas da história, como: 1) Quem financia os Joes (eles tem uma superbase debaixo da areia no deserto do Egito, tecnologia de bilhões de dólares e recursos ilimitados)?; 2) Por que tem um ninja japonês em cada equipe senão para lutarem entre si?; 3) O mesmo posso perguntar sobre o fato de ter apenas uma mulher em cada equipe; 4) Pra uma unidade que não responde a ninguém, por que eles são banidos da França? Eles não deveriam estar prevenidos contra isso (você não veria um MIB sendo preso)?; 5) Se o gelo do meu copo d’água bóia, por que no Ártico (base dos Cobras) ele afunda?; 7) Como um jato que voa a Mach 6 alcança um míssel que vai em direção a Moscou e ainda consegue alcançar outro em Washington sendo que os mísseis vão a velocidade Mach 5; entre outras perguntas mal respondidas.

Como eu disse: muita diversão e pouco cérebro. Não pode-se esperar muito de um filme desse tipo ou mesmo de um filme de Stephen Sommerts, cujo melhor filme é ainda A Múmia, o que não diz muita coisa, mas pelo menos ele conduz as cenas de ação com maestria. Ignore as leis da física e a lógica e pode curtir bastante esse filme. Principalmente os marmanjos.
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