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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

MADAGASCAR 3: OS PROCURADOS - MADAGASCAR 3: EUROPE'S MOST WANTED


NOTA: 7.
- Pobres animais. Deveriam ter ficado na selva, mas agora vão ter que lidar comigo.

Os produtores deste filme seguem a fórmula que vem dando certo. O novo tem um humor similar aos seus anteriores, mas esta terceira parte é ainda maior, mais ambiciosa, colorida e ágil que seus predecessores. Ainda que não considere uma grande obra de arte, os filmes da série são uma diversão para crianças e os adultos não vão ter muito do que reclamar. 
Voltamos a assistir as quatro feras totalmente domesticadas que ainda tentam voltar para o zoológico: o leão Alex (Ben Stiller), a zebra Marty (Chris Rock), a hipopótamo Gloria (Jadda Pinckett Smith) e Melman a girafa (David Schimmer), que no caminho continuam seguindo suas estranhas aventuras. Apesar de parecerem ter uma vida boa agora que estão na África, Alex ainda sente saudades da época que vivia no zoológico. Então eles vão parar na Europa para tentar chegar ao seu destino, ainda acompanhados do lêmur que acha que é um rei, os pinguins e o macaco.
A escolha da Europa é fácil. EUA é seu objetivo final além de ser o lugar com o qual eles já estão acostumados, Madagascar já foi usado assim como a África, e cada filme parece ter a necessidade de se passar em uma nova locação. E também, talvez, porque no continente é muito fácil juntar um grupo de diferentes nacionalidades e que falam diferentes línguas, exceto que aqui estamos falando de animais de diferentes nacionalidades.
Os quatro, tentando fugir desde Monte Carlo (onde os pinguins tentaram aplicar um golpe em um cassino) de uma perseguidora implacável e quase psicopata chamada duBois (Frances McDormand), se escondem fingindo serem animais de circo dentro de um vagão junto com os outros animais. Para a sorte deles, o circo é composto somente de animais, e "animais de circo devem sempre ficar junto". Aí entram a adição de novos personagens (quase sempre também obrigatória) como a jaguar Gia (Jessica Chastain), o covarde leão-marinho Stefano (Martin Short), e o tigre siberiano Vitaly (Bryan Cranston).
O filme continua atraindo mesmo por causa do seu visual. Monte Carlo aparece belíssima e em detalhes, e quando eles decidem se juntar ao circo e se apresentar, o filme mostra o espetáculo com um show de fogos de artifício e tons exuberantes.
Não vai pertencer a uma lista de grande animações de todos os tempos nem nada do gênero. É apenas uma diversão bem feita e ligeira, mas ao mesmo tempo não tenta mirar além disso então entrega exatamente o que promete. Por isso que apesar de ser um filme bobo, não chega nunca a ser ruim porque é bem engraçado.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

TÁ CHOVENDO HAMBÚRGUER


NOTA: 5
"Você já se sentiu um pouco diferente? Como se tivesse algo único para oferecer ao mundo e que seria ótimo se pudesse fazer as pessoas verem? Então você sabe exatamente como é ser como eu." Flint Lokwood

Assistir um desenho como esse pode proporcionar cenas que você nunca assistiu antes e provavelmente jamais assistirá depois. Como ver o herói pendurado em uma barra de alcaçuz que corta a dentes sua escapada. Ou uma guerra de bolas de neve feita, na verdade, com sorvete. Realmente são cenas que provavelmente só verá nesse desenho. Agora se acha que isso fará diferença na sua vida, a resposta provável é não. Está certo que desenhos são feitos mais para crianças do que para adultos, mas um desenho que agrada quase que exclusivamente crianças é meio irritante.
Flint Lockwood sonha desde criança em ser um cientista. Quando era muito pequeno inventou um spray com uma substância que cobre os pés das crianças, descartando o uso de sapatos e evitando que elas andem com cadarço desamarrado. Claro que não há um modo de tirar a substância e muitos anos depois Flint ainda aparece com a substância nos pés. Nesse tempo, ele inventou muita coisa, mas parece que nunca se interessou em inventar uma forma de tirar aquilo do seu pé. Sou o único a achar isso estranho?
Para animar todos na cidade, que se alimenta apenas de sardinha, ele inventa uma máquina que transforma água em comida. Ao contrário de todos seus outros inventos, justamente o mais difícil funciona, e ele se torna capaz de controlar o que vai chover. Hamburgeres, cachorros quentes, sorvete e pudim. Claro que nenhuma comida saudável aparece. Nem sequer uma verdura ou mesmo fruta. Somente comidas que todas as crianças sonham em comer.
Nas vozes originais, Bill Hader faz um trabalho competente como Flint Lockwood, mas Anna Faris não acrescenta nada na dublagem do desenho. Para os adultos, fica uma experiência entediante depois de um tempo. Todos os personagens parecem estereótipos ambulantes. Pelo menos visualmente. O pai é uma sobrancelha, Flint parece um nariz gigante. Para crianças uma diversão rasteira. Nem sequer uma lição de moral sobre alimentação ou riscos de comer muita besteira. E depois de um tempo não ficará sequer uma lembrança desse filme esquecível.
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