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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

BATTLESHIP - A BATALHA NAVAL

NOTA: 5.
- Vocês deram tanto para o seu país, que ninguém mais tem o direito de pedir qualquer outra coisa. Mas eu estou pedindo.

Certas coisas não mudam em filmes de invasão alienígenas. Uma é que quando eles vem para o nosso planeta, interceptam todos os tipos de transmissão. Só esquecem de assistir a nossa programação de filmes para descobrir que o primeiro passo deles deveria ser acabar com os nerds primeiros. Preocupados com o poder militar que temos, se preocupam primeiro em acabar com as forças armadas e esquecem o perigo maior que reside por trás dos computadores.
Outra coisa que não muda é a capacidade de serem menos inteligentes que os humanos. Eles conseguem produzir naves que os transportam do planeta deles até o nosso. E estamos falando de uma produção em massa, que traz muitos deles. Tem armas tão avançadas que não temos defesa contra eles, e defesas tão sólidas que nossas armas não surtem efeito, mas em algum ponto eles ficam incapazes de ter um pensamento superior aos dos gênios humanos que nunca conseguiram ir mais longe que a Lua.
Seguindo a cartilha à risca, este filme é o mais novo exemplar do gênero. De alguma forma inspirado no jogo Batalha Naval (que quando eu era garoto era jogado com um bloco de papel e lápis). Segue tão à risca, que todo mundo sabe o que vai acontecer tão logo o filme começa. Infelizmente, ele não existe para produzir um único pensamento original. E nem os efeitos especiais escapam, pois apesar de serem muito bem feitos, são uma mistura do que já vimos em Transformers e outros filmes do gênero.
Um sinal é mandado da Terra para um tal Planeta G parecido com nosso planeta mas que está em outra galáxia. Apenas algumas semanas depois, o que comprova a diferença de tecnologia que eles tem em chegar tão rápido percorrendo tantos anos-luz, chegam os alienígenas. As forças chegam no Hawaii, com exceção de alguns fragmentos que destroem parte de Hong Kong seguindo a citada cartilha que exige que esses filmes tenham arranha-céus caindo. 
Um treinamento naval está sendo realizado entre uma frota americana e uma japonesa. A resposta do porquê ser japonesa é fácil, é uma desculpa para um capitão japonês controlar um navio americano.Tão logo os alienígenas chegam, os humanos começam os ataques. Nunca há uma tentativa de conversar com eles, que nunca são vistos como visitantes e sempre como invasores. Nós humanos mandamos o convite, eles respondem e vem até aqui e abrimos fogo contra eles. Devemos ser reconhecidos por inúmeras galáxias como péssimos anfitriões.
Claro que eventualmente alguém (Rihanna e Taylor Kitsch) vai descobrir uma forma de passar pelas defesas deles. O que leva o filme a um monte de cenas de destruição que são bem interessantes. Apesar de seguir a tradição de Transformers, o filme vai além e se mostra uma diversão bem mais interessante. E simplesmente porque temos personagens humanos que interessam à trama, uma história que tenta contar alguma coisa e um mínimo de estratégia militar. 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

SELVAGENS - SAVAGES


NOTA: 8,5.
- O fato de eu estar contando essa história não significa que eu estarei viva ao final dela.

Meu ódio será sua herança, mostrava bandidos americanos quase aposentados que se misturavam com uma nova era de bandidos muito mais cruéis que eles. Assim como no filme de Peckinpah, Oliver Stone nos mostra uma história que lida mais ou menos sobre o mesmo assunto. Ainda que seja um pouco estranho o fato da maldade estar sempre do lado mexicano, é interessante vermos a evolução da maldade no velho oeste e num tempo mais próximo de nós.
Os americanos são Ben (Aaron Johnson) e Chon (Taylor Kitsch), dois produtores e distribuidores de maconha que atuam no mercado da Califórnia. Os dois vivem num triângulo amoroso com O, abreviatura de Ophelia (Blake Lively). É ela quem começa narrando o filme e diz a frase de abertura da resenha. A história do filme é tão distorcida, que acredito que possa dizer que é possível que ela esteja viva e morta ao final do filme. Apesar de parecer um conceito estranho, quem assistir entenderá.
Eu poderia dizer que o que teremos será uma batalha entre o bem e o mal, exceto que não há ninguém neste filme que esteja do lado do bem. O que temos é o lado americano que lida com os negócios de maneira tranquila usando a violência apenas quando necessário, e os mexicanos liderados por Elena (Salma Hayek) que usam de violência para conseguirem tudo o que querem e pior ainda, um tipo extremo de violência que conta com decapitações e corpos queimados.
Ben e Cho recebem um vídeo com várias cabeças no chão no que pode ser um trabalho realizado por Lado (Benicio del Toro), o braço direito de Elena. A mensagem é clara, eles devem negociar uma divisão de negócios ou se arrepender. Eles planejam sair de cena e ir para outro continente para evitar uma guerra, mas Elena rapta O e eles devem cooperar até encontrar uma forma de recuperar a mocinha. E antes que alguém pergunte, isso não é um spoiler. Qualquer trailer do filme mostra isso. Contar o que vem depois seria um spoiler.
Nessa trama toda, ainda temos o personagem de John Travolta, Dennis. Ele é um agente do departamento anti-drogas dos EUA que aceita propina de Ben e Cho. Não tenho certeza do quanto ele finge estar dando informações para os dois e o quanto ele está se aproveitando deles para conseguir informações. Ele é um ponto de interrogação na trama, e muito interessante.
O mais interessante de acompanharmos aqui é como Stone lida com as negociações por O. Depois de alguns filmes um pouco decepcionantes do diretor, é bom vê-lo voltar à velha forma num filme que explora o "lado negro" como ele costumava fazer. Além disso, poderá se interessar pela volta ao lado lúdico que ele parecia ter perdido a vontade de contar. Não é seu melhor filme nem um filme com tanto entusiasmo quando começou sua carreira, mas com certeza é tão interessante para nos lembrar deles.
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