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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

TED


NOTA: 8.
- Emergência? Um cara acabou de roubar meu ursinho.

Incrivelmente, um dos personagens mais engraçados que vi este ano é um ursinho de pelúcia chamado Ted. A história da amizade do urso de pelúcia com um homem de 35 anos de idade realmente me surpreendeu. Não estava esperando que um filme como esse, que nem me atraía tanto, fosse me agradar tanto e que me fizesse rir tanto.
O início do filme mostra a origem de Ted. John Bennett (Mark Whalberg) é o garoto mais impopular do bairro. Ele é tão mal visto pelos outros garotos, que mesmo o garoto judeu que está sendo espancado faz questão de apanhar sozinho do que ter sua companhia. De natal, ele ganha um urso de pelúcia e faz um desejo para que o urso ganhe vida e se torne seu amigo para sempre. O desejo é realizado, o urso ganha vida e concorda em ser amigo do garoto.
O fato de poder andar e falar faz com que ele vire uma celebridade instantânea na TV. Ele aparece em talk shows, incluindo The Carson Show, dando entrevistas e aproveitando a fama. Eventualmente, ele deixa de ser uma novidade e vai desaparecendo da mídia. Como o narrador explica, seu nome vai desaparendo como Corey Feldman (que ficou conhecido nos anos 1980 com filmes como Os goonies, Garotos perdidos, Conta comigo, entre outros filmes de sucesso). Depois da fama, ele vira colega de quarto de John para o resto da vida.
Os anos passam e pulamos para os 35 anos de John, que trabalha como balconista de uma loja de aluguel de carros. Ted está um pouco gasto por causa do tempo. Apesar das poucas perspectivas de ter sucesso na vida, John consegue namorar Lori (Mila Kunis), uma mulher bem sucedida que espera já há quatro anos por um pedido de casamento que nunca chega. Talvez pela resistência de John de crescer ou até mesmo porque os dois vivem constantemente bêbados ou se drogando.
A maior parte da diversão do filme está em Ted. Seus diálogos são sempre ácidos e ele tem uma habilidade impressionante de insultar qualquer pessoa que chegue perto dele. Não parece haver uma forma de Ted, John e Lori permanecerem juntos. John parece ter que escolher entre sua amizade de infância, que segundo lhe dizem o impede de querer crescer, e o amor da sua vida. Há também uma história paralela com um pai muito esquisito (Giovani Ribisi) que quer comprar o urso para o seu filho.
Ted não é para crianças. Nos EUA recebeu classificação R, a mais restrita de todas. Não é apenas pelo humor ácido, mas o filme só não tem mais conotações sexuais e uso de drogas porque não caberia em sua duração. Uma vantagem de ter um urso como personagem principal, é que parece que não há nada que ele não possa falar. Não soa estranho que seja "permitido" falar as coisas que ele fala. Não é como se fosse uma pessoa falando. E quando começa, não parece querer acabar nunca. É o urso a verdadeira razão de assistir a esse filme, e eu acho que pode valer muito a pena.

terça-feira, 3 de julho de 2012

BOOGIE NIGHTS - PRAZER SEM LIMITES


NOTA: 9.
- Você não sabe o que eu posso fazer ou o que eu vou fazer. Eu sou bom. Eu tenho boas coisas que você não conhece. Eu vou ser algo e não diga que não.

Este filme tem uma característica rara: tudo nele é surpreendente. Até mesmo a forma como o nome do filme surge inesperadamente em neon surpreende. O filme de Paul Thomas Anderson é um épico que contém todos os ingredientes de Hollywood: fama, inveja, cobiça, sexo, talento e dinheiro. A diferença é que acompanhamos as transformações da indústria pornográfica a partir do surgimento de uma nova estrela: Dirk Diggler.
O filme abre em 1977, em uma época que os filmes eram rodados em filme e exibidos em cinemas, tal qual acontecia na grande indústria dos filme "convencionais". É nessa época que o produtor Jack Horner (Burt Reynolds) sonha em fazer um filme tão bom que faça que as pessoas queiram ficar nos cinemas mesmo depois de alcançarem o que buscam  assistindo um filme como esse. E ele termina em 1983 quando a indústria se rende ao videotape e a esperança que filmes como esse ainda sejam feitos morrem.
E acompanhamos pelos olhos de Diggler (Mark Whalberg), que trabalha em uma casa noturna como lavador de pratos até ser descoberto por Jack Horner. Horner tem um pressentimento em relação a esse garoto, que ele mesmo diz acreditar que debaixo dos jeans tem algo maravilhoso querendo sair. A própria história do filme soa um pouco como se fosse um filme pornô, e Anderson não deve ter feito isso por acaso, mas é importante lembrar que não estamos diante de um filme pornô com uma história que as pessoas queiram assistir depois de chegarem ao clímax.
É importante ressaltar, porque ao contrário do que se vê nesses tipos de filmes, nada aqui parece amador. Estamos falando de uma indústria e todos agem com o máximo de profissionalismo. Não é um passatempo para nenhum dos envolvidos e nós acompanhamos os bastidores de um filme adulto. Ou pelo menos como eu acredito que os bastidores sejam. E acompanhamos Horner, que é provavelmente o maior produtor (não vemos outros para comparar). Reynolds dá uma atuação muito interessante de um homem que vive de sexo mas ao mesmo tempo parece fora dele. Nunca o vemos tendo relações com ninguém, apesar de viver com Amber (Julianne Moore), que serve como uma mentora e ajuda Diggler em sua primeira cena.
Apesar de lidar com o assunto, Anderson limita o que vemos da indústria realmente trabalhando, por assim dizer. Até mesmo a nudez é limitada no filme, e somente por uma breve cena vemos porque todos se impressionam com o "talento" de Diggler. Como quando o Coronel, que financia os filmes de Horner, pede para ver. Acompanhamos apenas o rosto dele enquanto ele observa, para e fica observando o que o rapaz está lhe mostrando. Somente pelo seu olhar e tempo com que admira sabemos que se trata de algo impressionante, mas fica mais interessante que realmente ver.
O elenco é muito maior, e o diretor sabe mesclar com habilidade seu material humano e seu material cômico. Ele consegue frazer o que muitos filmes não conseguem. Consegue fazer com que mergulhemos na história, que é uma qualidade que somente os grandes filmes conseguem. Como escritor e roteirista, Anderson consegue diálogos espetaculares e detalhes da época que são muito interessantes. Parece um pouco como um documentário nos mostrando a vida de cada um dos realizadores desses filmes. E é uma sensação ótima.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

OS OUTROS CARAS – THE OTHER GUYS


NOTA: 7.
- Vai devolver a minha arma?
- Não. Vou te dar um apito de estupro. Se estiver em perigo, você assopra e espera alguém com uma arma de verdade aparecer.

O filme começa com uma dupla de policiais em uma perseguição desenfreada. Eles dirigem a mil por hora sem nenhum preocupação com danos à propriedade ou mesmo com a vida de pessoas inocentes. Eles batem num ônibus e entram com o carro nele, mas isso não os impede. Basta irem para o volante do ônibus e continuar a perseguição com o carro engato na lateral. Não importa o que aconteça, os bandidos não vão conseguir escapar.
Eles não são considerados apenas policiais, são heróis e exemplos para qualquer outro policial. Esses, porém, não são a dupla protagonista do filme. Eles são interpretados por Samuel L. Jackson e Dwayne "The Rock" Johnson. Já Mark Whalberg e Will Ferrel são os outros caras. Aqueles que cuidam da burocracia para que os "grandes policais" possam continuar realizando seu bom trabalho.
Acontece que a dupla morre e cria um buraco no departamento. Quem poderá substituí-los? A fila não é tão grande assim, mas a verdade é que nenhum dos candidatos parece estar à altura. Nem os principais nem seus rivais.
O diretor Adam McKay aposta suas fichas no talento cômico de Ferrel, com quem já havia trabalhado em Quase irmãos e O âncora - a lenda de Ron Burgundy. Para contrastar, Whalberg está ao seu lado no "papel sério" do filme. A verdade é que o ator já tinha se saído muito bem no seu filme anterior onde fazia uma ponta na comédia Uma noite fora de série e já parece um tanto quanto à vontade em papéis desse porte.
A verdade é que os dois formam uma das piores duplas de policiais da polícia. Hoitz (Whalberg) só é conhecido por ter atirado em um jogador enquanto estava fazendo o policiamento no estádio. Gamble (Ferrel) era da contabilidade da polícia e somente atirou uma única vez na sua vida. Um tiro no teto da delegacia, fato que o fez perder o direito de usar uma arma de verdade. Hoitz quer resolver grandes casos para ganhar notoriedade, ser um dos caras, já Gamble quer resolver um estranho caso envolvendo fraudes. Ele sequer tem vontade de sair da sua mesa, quem dirá ir atrás de algum bandido de verdade. Sequer faz sentido também, afinal, como ele pode ser nessa dupla o homem a atrair as mulheres mais maravilhosas no filme?
O filme não chega a engatar realmente. Apesar das ótimas atuações de sua dupla, que geram algumas boas piadas (em especial com as explosões de Whalberg), mas o filme nunca chega a ser realmente engraçado. Assim como o diretor falhou em fazer o mesmo com seus filme anteriores, onde damos algumas risadas amarelas mais por causa das atuações do que pelo próprio filme.
Para um filme de comédia, o diretor se prende demais ao invés de se soltar e curtir mais com as situações "macho man" tão peculiares nos filmes de ação policiais. A única parte que parece ser realmente descontraída é da dupla de Jackson e The Rock, mas pena que os dois tem pouquíssimo tempo em cena. Diverte um pouco, mas muito pouco.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O VENCEDOR


NOTA: 7.
- Sou eu que estou lutando. Não você, nem você e nem você (apontando para Dick, Alice e seu treinador).

Um dos 10 indicados ao Oscar de melhor filme do ano, e provavelmente só está na lista por ela ser muito extensa. Permanecessem 5 indicados, provavelmente este filme não entraria na festa pelo simples fato de não ser um filme muito bom.Ou talvez esteja na lista por a academia sempre ter mostrado uma predileção por filmes com boxeadores que conseguem ascender na vida.
Acompanhamos a história (real) de Micky Ward (Mark Wahlberg), um lutador de boxe de uma pequena cidade que está vindo de uma série de derrotas. Ele até mesmo pensa em parar de lutar. Sua vida muda quando ele conhece Charlene (Amy Adams), que conhece sua história e identifica seu principal problema: sua família.
Micky é treinado pelo irmão, Dick (Christian Bale), um viciado em crack que passa o filme inteiro se vangloriando de ter derrubado Sugar Ray Leonard, numa luta que ele perdeu há muito tempo atrás. Por causa do vício, Micky nunca consegue um treinamento decente mesmo quando está perto de lutas. Isso quando Dick aparece para os treinos. Ele também passa boa parte do filme falando sobre o documentário que estão fazendo sobre a vida dele e seu retorno aos ringues. O documentário é na verdade sobre como o crack acabou com a sua vida.
Ele é agenciado por sua mãe, Alice (Melissa Leo), que age muito mais como empresária do que como mãe. Ela convence o filho a lutar com um homem 10 quilos mais pesado que ele só para poderem receber o dinheiro da luta. Ela parece ser o tipo de mulher mais interessada em conduzir a vida de Micky para o fracasso que admitir que ele possa ter sucesso sem ela. Isso inclui convencê-lo também a deixar de treinar em Vegas o ano todo e com salário. O melhor é ele ficar com a família, mesmo que esta o arraste para baixo.
Para completar a família disfuncional, ele tem 7 irmãs que só servem para concordar com a mãe e arranjar problema com Charlene, a quem chamam de "garota da MTV", o que significa ser assanhada.
É só quando Micky se afasta da sua família que sua carreira começa a tomar um rumo vitorioso. O grande trunfo dele é a sua capacidade de apanhar durante uma luta inteira para de repente acertar um golpe que lhe garante a vitória. Ás vezes, tudo que precisa é de um único golpe. Caminho das vitórias que o leva para a disputa do título mundial.
As atuações estão ótimas no filme, destaque para Bale que se transforma a cada personagem que faz. Seja como Batman, um sobrevivente na selva ou viciado em crack. Ele não parece errar na mão e parece que finalmente vai conseguir seu primeiro Oscar. Melissa Leo  (Rio congelado) faz mais um papel fantástico, e a surpresa fica para Amy Adams que tem uma carinha bonita mas mostra que sabe falar grosso e ser durona quando necessário.
A fraqueza do filme, porém, está na fraqueza de seu protagonista. Não que Wahlberg seja um péssimo ator, longe disso, é apenas que seu personagem é muito fraco para um protagonista. Está certo que ele sempre se viu sob a sombra de seu irmão e sufocado pelas irmãs, mas ainda assim um lutador de boxe tão sem personalidade assim não deveria ser o principal na trama. Não é por acaso que Bale, Leo e Adams foram indicadas por papéis secundários e Wahlberg não. Que me desculpe quem gosta do filme, mas quando todos os coadjuvantes são melhores que o protagonista, algo está errado. Seu personagem não parece ter objetivos e nem leva o filme a lugar algum, é apenas levado pelos coadjuvantes.
Para completar, as lutas não são empolgantes. Quando assistimos Touro indomável ou mesmo um Rocky, ficamos sempre torcendo pela vitória. Ou que pelo menos ele faça um grande show. Aqui, as lutas parecem apenas passar como um elemento do filme. Infelizmente não fiquei torcendo muito por ele. Talvez até mesmo porque não me importei o suficiente com ele. Uma pena.

segunda-feira, 22 de março de 2010

UM OLHAR DO PARAÍSO (THE LOVELY BONES)


NOTA: 6.
"Eu tinha 14 anos quando fui assassinada em 6 de dezembro de 1973. Eu não me fui, eu estava viva em meu próprio mundo perfeito, mas no meu coração eu sabia que não era perfeito. Meu assassino ainda me atormentava. Meu pai tinha as peças mas não conseguia encaixá-las. Eu esperei por justiça, mas ela não veio." Susie Salmon

Há alguma coisa de interessante sobre crianças em filmes. Especialmente quando estas se encontram em algum tipo de perigo. Há algo nessa tentativa de romper a inocência de uma criança que fascina a platéia. No caso desse filme, a criança passa a maior parte do filme morta. Antes que alguém reclame que estraguei o final do filme, é bom avisar que a frase acima é a frase que abre o filme. Desde o início sabemos que a menina está morta.
Susie Salmon é uma menina como outra qualquer. Mora com sua família em uma bela casa no subúrbio. Até que ela é estuprada e morta por um homem de sua rua. Com sua morte, o filme se divide em dois núcleos: o dela que se recusa a deixar de acompanhar a vida das pessoas que continuam vivas e a da família, com a mãe não aceitando a morte da filha e o pai tentando resolver o caso por conta própria.
Apesar do tema, o filme não é triste como deveria ser. Há cenas de tristeza, sim, mas a maior parte do filme passa de uma maneira muito serena. O filme vai se desenvolvendo de forma a parecer que tudo está bem, a família tem que aceitar aquilo e que o assassino escapará impunemente. Afinal, não há qualquer tipo de comunicação da garota com seus familiares, apenas, de forma estranha, com uma menina do colégio que sequer era sua amiga.
Susie passa a maior parte do tempo "entre os mundos". Esse "entre os mundos" é uma espécie de paraíso particular dela onde brinca com outras meninas. (O diretor) Peter Jackson (Trilogia Senhor dos anéis, King Kong) capricha nos efeitos especiais desse mundo para que ele fique o mais maravilhoso possível. O resultado final impressiona visualmente mas enfraquece a história do filme. Susie depois de ser morta se encontra melhor e mais feliz do que estava quando viva. Parece que seu assassino deveria ganhar uma medalha ao invés de ser punido.
Se não funciona como filme dramático, a história policial não ajuda muito. Não vejo muita graça quando o assassino é informado logo de cara. Não há um pingo de mistério a ser revelado. A tentativa (frustrada) é mostrar o inconformismo da menina diante de sua morte. Ela mesmo diz que quer uma justiça que nunca vem. Claro que apesar da narração dizer isso, é difícil de levar a sério saindo de uma menina que está brincando com outra no paraíso.
Saoirse Ronan faz um belo trabalho como Susie. Se falta algo ao filme a culpa não é dela assim como também não é de seus "pais" (Mark Whalberg e Rachel Weisz), que convencem bastante. Apesar de não ser novidade a narração de um morto, sua voz é reconfortante e boa de escutar. Mas realmente Jackson ainda está devendo algo que se equipare ao filmes que ganharam tantos prêmios.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

TRÊS REIS


NOTA: 9,5.
“Bush disse as pessoas para se levantarem contra Saddam. Elas acharam que iam ter nosso apoio. Não tem. Agora estão sendo massacradas.” Archie Gates
Não lembro de ter assistido até hoje um filme sobre a guerra do Golfo tão bom quanto este. Nem ao menos perto. Convenhamos, estamos diante de uma obra prima sobre uma guerra bizarra que certas pessoas nem consideraram uma guerra.
O ano é 1991 na então conhecida “Operação Tempestade no Deserto”. Acompanhamos os tais três reis: os soldados Troy Barlow (Mark Wahlberg), Chief Elgin (Ice Cube) e Conrad Vig (Spike Jonze, que curiosamente dirigiu no mesmo ano o estranho Quero Ser John Malkovich).
Num primeiro momento, Troy, atira num homem balançando uma bandeira branca. A trégua é tão recente que eles não sabem como reagir ainda. Há uma festa para ele por conta do tiro. Ele é provavelmente o único que atirou em alguém naquela guerra. Logo depois, há uma revista em todos os homens da área. É quando eles encontram um mapa escondido no traseiro de um deles.
O mapa leva ao tesouro escondido de Saddam Hussein. A história vaza e acaba caindo nos ouvidos do sargento Archie Gates, um veterano das Forças Especiais, que está de saco cheio das suas tarefas e pretende ficar com o ouro para se aposentar. Afinal, sua tarefa atual é pajear uma repórter.
O diretor leva o filme com uma energia visceral. Assisti-lo é uma experiência visual como tivemos poucas vezes na história do cinema. Mas o filme não é apenas uma experiência visual, além da direção, O. Russel entrega um roteiro que mostra o que uma boa história pode trazer de diferente para um filme de ação. A violência e a morte andam lado a lado com uma história bem bolada e diálogos inteligentes, e muitas vezes hilários. A ação vem da história, não o contrário.
Seria fácil estereotipar os personagens. Principalmente os árabes. Mas Russel vai além, todos os árabes do filme são o que os americanos fizeram dele. Se são “vilões”, o são por culpa dos “mocinhos”. Não é um filme de tão fácil digestão. Talvez por isso, Russel entregue um final mais moralista.
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