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terça-feira, 12 de março de 2013

BEM-VINDO AOS 40 - THIS IS 40


NOTA: 7.
- Do nada nos tornamos um imã de negatividade. O que aconteceu conosco?

Você lembra de Pete e Debbie? Eles são o casal interpretado por Paul Rudd e Leslie Mann no filme Ligeraimente Grávidos, filme em que a irmã dela (Katherine Heigl) engravida acidentalmente de um fracassado (Seth Rogen). Apesar de serem personagens importantes, eram coadjuvantes, e aqui tem um filme inteiramente para eles. Quer saber o que acontece com a sobrinha dela? Não vai saber aqui, pois ela não aparece sequer em uma festa da família. O ano também parece ser bom para o diretor e roteirista Judd Apatow, que ganhou notoriedade depois de sua comédia de sucesso com Steve Carrel, O virgem de 40 anos.
Um dos motivos pelo qual a irmã ou sobrinha não aparecem, é porque não há espaço para qualquer outra coisa neste filme além dos problemas dessa família. E quais são os problemas? Eles moram numa excelente casa que parece ter três vezes o tamanho necessário para que todos vivam com um bom espaço. Crise de meia idade. E alguns outros problemas banais que fariam qualquer pessoa com problemas reais considerar ofensivo chamar essas questões de problemas.
Para não dizer que tudo são flores, há algumas questões. A gravadora de Pete que não está dando lucro. A loja de Debbie que pode estar sendo roubada por uma de suas funcionárias (Megan Fox ou Charlyne Yi) também não. O pai de Debbie sequer sabe os nomes das netas porque só aparece depois de uma grande quantidade de anos e o pai de Pete que continua pedindo dinheiro emprestado todo o mês para manter sua família que conta com crianças da idade de seus netos.
Para combater o que há de ruim na sua família, Debbie começa uma campanha para melhorar a vida. Isso significa diminuir o tempo que assistem TV (justo quando a filha mais velha está fazendo uma maratona da série Lost), começar a cozinhar uma comida mais saudável e reclamar com todos para ver se desperta nos outro membros a mesma vontade que ela tem, mesmo que pra isso ela tenha que confiscar i iPad com o qual o marido gasta longas horas no banheiro.
A maior parte da nota vai mesmo para o esforço do casal principal. Eles são muito bons, ou pelo menos bons o suficientes para sustentar o filme até o final. Esse esforço em conjunto com uma série de boa piadas faz com que não percamos interesse no filme. Só acho que poderiam fazer melhor se o roteiro entregasse questões que pudéssemos achar mais importantes. Esses problemas de Hollywood, só me fazem pensar que a crise pela qual passam nunca chegam a ser realmente uma crise. Eu esperava um pouco mais profundidade já que estamos falando de um filme de Judd Apatow.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O DITADOR - THE DICTATOR


NOTA: 8.
- Por que são contra ditadores? Se América fosse assim, 1% das pessoas deteriam as riquezas do país. Vocês poderiam ignorar as necessidades dos pobres em relação a saúde e educação. Sua mídia só pareceria ser livre. 

Sacha Baron Cohen já havia "assustado" a América ao lançar seu Borat, e vendo os trailers deste filme fiquei com um certo receio de que o filme fosse apenas mais do mesmo, mas felizmente este não é o caso. O que Cohen está fazendo é se estabelecer como melhor ator cômico da atualidade, enquanto ao mesmo tempo critica duramente a política americana. Parte deste discurso está acima, mas há muito mais nesta comparação entre o país com ditadura e a democracia deles.
Tendo dito isso, é bom dizer que o filme é cruel, obsceno, escatológico, de mau gosto e vulgar, mas também muito engraçado. Comparando este filme com Borat e Bruno, nos vemos diante de um filme mais tradicional do ator. Tem uma história tradicional a ser seguida e até mesmo romance. Isso não quer dizer que seja aconselhável para o grande público, mas pelo menos realiza bem sua função. Por sua curta duração, ele começa, nos faz rir e termina.
Cohen é General Aladeen, um ditador de uma nação na África chamada Wadyia. Ele tem dezenas de carros esporte guardados na sua enorme e luxuosa mansão vigiada por um pelotão formado de maravilhosas mulheres que lhe "ajudam" a dormir. Além disso, ele é capaz de pagar pela companhia de mulheres como Megan Fox e, segundo as fotos que são mostradas depois, de Kate Perry, Kim Kardashian, Arnold Schwarzengger, Oprah entre muitos outros.
Um de seus conselheiros é Tahir (Ben Kingsley), seu tio e o verdadeiro herdeiro do trono. Tahir tem um plano de tomar o poder assassinando Aladeen. Quando o plano dá errado, ele convence o ditador a fazer um discurso para as Nações Unidas onde seu esquema pode dar certo. Ele contrata um segurança (John C. Reilly) que raspa a barba de Aladeen mas acaba não terminando a tarefa. Enquanto é substituído por um dublê, vaga pelas ruas de Manhattan tentando descobrir como fazer para voltar ao trono.
Ele acaba encontrando um possível caminho através de uma dona de restaurante natural, Zoey (Anna Faris), que acredita que seja um refugiado político de Wadyia. Como ela é feminista, isso dá pano para manga para piadas contra o próprio feminismo, vegetarianos e imigrantes por conta dos empregados que ela tem na loja. Embora o filme acabe seguindo para o assassinato e romance, sobra bastante espaço para um humor anárquico que algumas vezes lembra os filmes dos irmão Marx. 
É um filme com mais bom humor que os anteriores. Não acredito que a intenção de Cohen seja se tornar popular e amado pelas plateias. Este é o mais ofensivo dos três filmes. Ao mesmo tempo espero que ele continue exatamente assim: anárquico, crítico, ofensivo e muito engraçado.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

TRANSFORMERS: A VINGANÇA DOS DERROTADOS


NOTA: 1.
"Nós temos um monte de batalhas nos esperando." Major Lennox

Michael Bay, o diretor do filme, consegue se superar. A cada novo lançamento eu acho que é a pior coisa que se pode fazer, mas ele continua provando que estou errado. O primeiro filme já era um amontoado de cenas onde você não consegue saber o que está acontecendo costurado por um fiapo de história que não servia nem para um episódio de meia hora do desenho. Já esse segundo é uma dor de cabeça de duas horas e meia sem sentido e sem graça. De tão ruim, faz o primeiro parecer uma obra de arte.
Uma grande dificuldade que tive, foi encontrar uma frase que pudesse colocar no início da resenha, como já é de praxe. Não há um personagem, humano ou robô, que diga uma frase digna de nota. NADA. Não havia me deparado com nada parecido com isso antes. Em um determinado momento o personagem de John Turturro diz: "Oh, não. A máquina está escondida dentro da pirâmide. Se eles a ligarem vão destruir o sol. Não no meu turno.", e parte heroicamente para salvar nosso sol. Sabe-se lá porque eles queriam destruir o sol, mas fazer o quê?
Pior para os atores. Gosto de Turturro, mas nunca o vi num papel tão ruim. Ou pelo menos não consigo lembrar de nenhum que ao menos passe perto. Ele já fez alguns papéis com personagens estranhos, mas pelo menos tinha um roteiro para se apoiar. E ele já tem uma carreira estabelecida, o que me fez ter pena de Tyrese Gibson. Ele quase não abre a boca e quando abre fala coisas do tipo: "Nós derramos sangue, suor e metal precioso juntos." Triste.
Também não consigo entender o que os pais de Sam (LaBeouf) estão fazendo no filme. Eles vão para a faculdade levar o filho e a mãe dando uma volta no campus volta com um bolo de maconha. Mera desculpa para ela ficar chapada e render uma cena engraçada no filme, que nem chega a ser engraçada. Não imagino uma faculdade que isso aconteça com tanta facilidade, e mais ainda, que pais percebem isso e ainda deixam o filho lá para estudar (pagando U$ 40 mil por ano)?
Ao menos as cenas de ação deveriam ser boas, certo? Mas não são. Já não dá pra perceber muito bem os movimentos de um robô sozinho. Junte dois ou mais e vira uma confusão de metal para todo o lado. E ainda não consigo explicar porque máquinas tão avançadas que podem se transformar em praticamente qualquer coisa resolvem tudo com os punhos. Um soco é o melhor que eles conseguem imaginar?
Não é recomendado para ninguém. Na verdade, fiquei pensando em como poderiam usar o filme num episódio de House. Lembro que umas duas vezes ele tinha que provocar uma espécie de ataque epiléptico num paciente para provar sua teoria médica. Ele podia passar o filme para o paciente que teria rapidamente um ataque. E pra complicar, o paciente na verdade não seria epiléptico, provando que não sabiam a doença de verdade e que os filmes de Bay fazem mal ao cérebro de qualquer pessoa. Para não dizer que não há nada de bom no filme, há a Megan Fox, que mesmo sem saber atuar melhora qualquer cenário.

Transformers: Revenge Of The Fallen. Ano: 2009. Duração: 150 minutos. Com: Shia LaBeouf, Megan Fox, John Turturro e Tyrese Gibson. Direção: Michael Bay; Roteiro: Ehren Kruger, Roberto Orci e Alex Kurtzman; Música: Steve Jablonski; Fotografia: Ben Seresin; Edição: Roger Barton, Tom Muldoon, Joel Negron e paul Rubell.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

UM LOUCO APAIXONADO – HOW TO LOSE FRIENDS AND ALIENATE PEOPLE


Nota: 5.
- Você achava que Brad Pitt era uma caverna em Yorkshire.

Eis aqui um tema que nunca me interessou e dificilmente irá despertar qualquer interesse, seja em filmes, revistas ou livros. Assim começo deixando claro que nunca li o livro que deu origem a este filme e sequer tenho qualquer interesse em fazê-lo. Até mesmo porque se o universo do livro for duas vezes mais interessante que do filme, ainda assim não me dará qualquer vontade de lê-lo. Para piorar a situação, em mais uma das "brilhantes" traduções do título, o filme perde o que tinha de melhor.
O autor do livro escreveu sua história, mas aqui se torna Toby (Simon Pegg). Ele é contratado por uma revista especializada em celebridades, nos moldes de "Caras", chefiada por Clayton Harding (um Jeff Bridges bem canastrão), mas não consegue dar uma bola dentro, chegando a contratar uma stripper no dia de levar a filha para o escritório. Também não parecia ter classe alguma, chegando a vomitar em convidados. Um contraste com sua educação feita em excelentes universidades.
Mesmo com tudo contra ele, ainda consegue uma promoção. E estamos falando de um homem que faz tantas besteiras que tem que implorar (literalmente) para não ser demitido e que só foi contratado por entrar numa das festas da revista de penetra.
O interesse romântico do protagonista é uma colega de trabalho chamada Alison Olsen, interpretada por Kirsten Dunst. Ela é a única em todo escritório que consegue o tolerar, mas ainda assim ele fica correndo atrás de uma famosinha (dessas que mal conseguem seus 15 minutos de fama) interpretada por Megan Fox. Nada na sua vida parece estar apontado para a direção certa.
Uma coisa, porém, eu não consigo entender. Estamos diante de um homem com doutorado, que é um lorde inglês por conta do pai além de ser filho de uma atriz de Hollywood. Ser parte daquele mundo de celebridades está praticamente em seu sangue, mas ainda assim ele faz de tudo para entrar pela porta dos fundos. Do pior jeito possível. Parece que ele odeia aquele universo e quer transformá-lo em uma piada, mesmo que para isso tenha se humilhar e degradar. Claro que estou apenas conjecturando, já que o filme nunca explica suas reais motivações.
O que o filme tem de melhor é Pegg. Apesar de não ter conseguido ainda nenhum grande filme em Hollywood, ele tem talento o suficiente durante todo o filme, mesmo que não seja bom. Mesmo Bridges, geralmente tão competente, ou qualquer outro dão alguma vida ao filme além dele. Se essa devia ser a versão masculina de O Diabo Veste Prada, os homens saem perdendo. E muito.
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