Mostrando postagens com marcador Kevin Dunn. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Kevin Dunn. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 14 de agosto de 2012

TRANSFORMERS: O LADO OCULTO DA LUA - TRANSFORMERS: DARK OF THE MOON



NOTA: 1.
- Afinal, nós não estamos sozinhos. Estamos?

Há um motivo para estar postando uma resenha sobre este filme depois de tanto tempo da sua estreia. Eu não sou fã dessa série e nada que vi antes de seu lançamento me impulsionou a ir assisti-lo em um cinema. Este terceiro filme é visualmente feio, tem uma história que não faz sentido algum e personagens pobres que não conseguem produzir um diálogo que chegue a ser levemente interessante. Com certeza é uma das piores experiências, se não a pior, que tive ao assistir um filme esse ano.
A série continua existindo para mostrar um monte de robôs se arrebentando e é exatamente isso que é entregue. A cena final é sobre uma enorme batalha que envolve o universo inteiro mas que inexplicavelmente acontece nos EUA, em Chicago para ser mais preciso. É uma cena longa, barulhenta além do limite, e incompreensível como estes filmes costumam produzir. Novamente Autobots e Decepticons entram em combate e sequer conseguimos distinguir quem está vencendo a batalha.
Há mais história que havia no filme anterior, mas este também (produzido durante a greve de roteirista de Hollywood) não levantou um padrão alto. Aqui aprendemos que a primeira missão à lua teve um motivo oculto: a verdadeira missão era procurar uma nave que caiu no lado escuro. Ao que parece, a nave estava tripulada por um robô que estava vindo para nosso sistema solar para que os outros robôs bons pudessem lutar contra os maus.
Claro que o assunto acaba envolvendo os humanos, entre eles Sam Witwicky (Shia LaBeouf), que apesar de ter salvo o mundo duas vezes trabalha como mensageiro de uma empresa. E abre espaço para outros personagens, como uma nova namorada sexy, que nada acrescenta ao filme e somente existe porque este tipo de filme parece exigir que ela seja sexy. Mearing (Frances McDormand), uma oficial do governo; Brazos (John Malkovich, o único a dar graça ao filme) como o chefe de Sam; Dylan (Patrick Dempsey) como o chefe da namorada; Simmons (John Turuturro) que aperece por ter atuado nos filmes anteriores e dois soldados (Josh Duhamel e Tyrese Gibson). Agora vem a melhor parte: NENHUM desses personagens é necessário para a trama. Então fica a pergunta: por que ter tantos? 
O filme é sobre uma guerra entre robôs enormes e com armas muito mais avançadas que as nossas. E principalmente, com vozes que parecem totalmente deslocadas de seus personagens. Eu vejo suas bocas se mexendo, mas é como assistir a um filme com uma dublagem ruim. A coisa somente piora quando observamos o conteúdo do que eles falam. 
Nada, porém, é pior que um filme sem nenhum senso de narrativa. A edição é um desastre. O principal objetivo da edição é deixar claro porque um plano segue o anterior, e ao mesmo tempo fazer com que os cortes não sejam percebidos pelo espectador comum. E aqui, a missão do editor falha absurdamente. O único objetivo da montagem é juntar efeitos especiais em sequência, e se for apenas isso parece que o espectador deve agradecer por ter tantos efeitos especiais.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

GUERREIRO - WARRIOR


NOTA: 8.
- Você está tentando? Agora? Onde você estava quando importava? Eu precisava disso quando era garoto, não agora. Agora é muito tarde. 

O chamado MMA (sigla para "artes marciais mistas") é o esporte que mais cresce no mundo, fazendo com que seus lutadores tenham grande popularidade. O brasileiro Anderson Silva até mesmo ganhou um filme lançado há pouco tempo. Por isso não é uma surpresa que se lance um filme sobre esse esporte, a surpresa é que o filme chegue com três peças importantes no seu clímax com uma lógica e história envolventes. História que lembra grandes clássicos de luta como Rocky, mas dessa vez envolvendo uma família tumultuada.
Por cerca de uma hora, o filme desenvolve a histórico e motivação de seus personagens. Os protagonistas são Brendan (Joel Edgerton) e Tommy Conlon (Tom Hardy), dois irmãos que há muito não se veem por conta de problemas com o pai, Paddy (Nick Nolte). Ambos eram lutadores quando mais novos treinados pelo pai, e hoje Brendan é um pai de família com dívidas e Tommy é um ex-fuzileiro desempregado. Os dois chegam à conclusão de que devem lutar para conseguir dinheiro.
Claro que assim que essa premissa se estabelece, sabemos que Brendan e Tommy vão se encontrar no ringue. O interessante não é esse fato em si, mas sim o fato que o filme não toma partido de nenhum lado, o que nos impede um pouco de também ter alguém por torcer mais ou menos. Nós conhecemos e entendemos os dois personagens, sabemos suas motivações e emoções para que cada um aja do jeito que agem. Eles podem até mesmo se odiarem pelo que aconteceu pelo passado, mas nós acabamos torcendo por todos eles.
O fato é que quando eram crianças, Paddy era um alcoólatra tão violento que a mãe deles resolveu fugir. O plano era que ela fugisse com os dois filhos, mas Brendan não foi junto por causa da então namorada e que hoje é a sua esposa. Tommy, mais novo, teve que cuidar da mãe e vê-la morrer sozinho, sem ninguém para lhe auxiliar, seu irmão ficou sozinho aturando o pai, e Paddy considera que foi abandonado e hoje comemora seus mil dias sóbrio no AA. 
Todos parecem ter os seus motivos, e suas histórias são ainda entrecortadas outras secundárias de personagens ligados aos protagonistas, incluindo Paddy, a mulher de Brendan (Jennifer Morrison) e o treinador. Há também a mulher de um amigo de Tommy, o que envolve um segredo sobre o passado de guerra dele que é melhor não revelar. 
E apesar de contar todas as histórias, o diretor Gavin O´Connor também não deixa de explorar o esporte. As lutas são coreografadas com grande energia e violência, e acabam sendo lutas boas como é difícil de vermos nas competições de verdade. Mas o melhor mesmo é que as lutas não parecem gratuitas em momento nenhum, porque toda a história tem como alicerce personagens de verdade. E melhor ainda, um filme de luta onde o espectador tem dificuldade de escolher por quem torcer. Eu não queria que nenhum dos dois perdesse. É um tipo de complexidade que engradece muito o filme, e o diferencia dos demais.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

INCONTROLÁVEL - UNSTOPPABLE


NOTA: 6.
- Isso não é um treinamento. No treinamento você só é reprovado. Aqui você pode morrer.

Este filme é dirigido por Tony Scott, o irmão menos talentoso de Ridley Scott (Gladiador, Blade Runner). Esta é também a quinta vez que ele trabalha com Denzel Washington, o que inclui Maré vermelha, Chamas da vingança, Déjà vu, O sequestro do metrô 123 e este filme, então não deveria ser supresa vê-los trabalhando juntos. Ainda assim me surpreendo com a repetição dessa parceria, afinal Denzel é um dos melhores atores da atualidade, já Scott está longe de ser um dos melhores diretores ou mesmo de fazer os melhores filme. Bem longe disso.
Aqui ele interpreta um veterano operário de um empresa ferroviária, Frank, que vai trabalhar pela primeira vez com o novato Will (Chris Pine, o kirk do novo Star trek), que segundo disseram a ele só conseguiu o emprego por causa do seu sobrenome. Em outra parte, um funcionário bem estúpido perde o controle de um trem que não tem como ser parado, daí o nome original do filme. Depois de algumas tentativas frustradas de deter o trem, a maioria mais estúpida ainda (como a do homem descendo por um cabo de um helicóptero), Will e Frank decidem eles mesmos pararem o trem. Se me leva um parágrafo para descrever o filme, por que ele leva mais de uma hora para ser contado?
Claro que há alguns outros personagens que servem para ocupar espaço na tela e na projeção, como Connie (Rosario Dawson) que coordena os trens e seu chefe Galvin (Kevin Dunn), mas a verdade é que seus personagens não são tão essenciais assim e ocupam mais tempo do que deveriam. Mais estranho ainda é quando aparecem os familiares dos astros do filme: Frank tem duas filhas, que só servem para desligar o telefone na cara dele e aparecer torcendo na frente da TV para o pai não morrer no final; já Will tem um filho que não vê pois sua esposa tem uma ordem de restrição contra ele, e a tal esposa que aparece dormindo em mais da metade do filme e depois fica chorando torcendo para o marido não morrer. Não consigo sequer me lembrar da fala de qualquer uma delas ou mesmo os seus nomes, mas elas estão lá mesmo assim.
Se o filme não sai totalmente dos trilhos (não consegui evitar o trocadilho), é por conta das atuações da dupla protagonista, e somente da dupla. Como o diretor não dá muito espaço para construção de personagens, cabe aos dois criarem personagens que sejam convincentes, e eles realizam o trabalho muito bem. O problema é que como os conhecemos pouco, não nos importamos realmente com eles. Eles correm perigo sim, mas quer dizer que devo torcer por eles porque aparecem familiares "mudos"? Não funciona exatamente assim comigo.
A história do filme chega a ser interessante, mas Scott tem uma mão muito pesada para contá-la. Tudo é muito absurdo mostrado em cortes rápidos e uma câmera inquieta (demais) que fica fazendo panorâmicas aceleradas que fazem a imagem parecer uns borrões coloridos. Pelo menos é um filme melhor que o anterior do diretor, mas ainda assim outro que é rapidamente esquecível.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

VICKY CRISTINA BARCELONA


NOTA: 4.
- Nós fomos feitos um pro outro e não fomos feitos um pro outro. É uma contradição.

Escolhi essa fala do filme porque exemplifica bem uma coisa que me incomoda muito no filme: a necessidade do diretor de explicar o que não precisa ser explicado. Algumas vezes reclamo de filmes que fazem isso de forma diferente, que explicam algum detalhe que não influencia no resultado final do filme. Woody Allen faz diferente, ele faz questão de explicar o que estamos vendo na tela. Como essa fala: se são feitos e não são feitos um pro outro, isso não é uma contradição? Por que o personagem tem que dizer que é uma contradição?
A forma mais usada, porém, para explicar desnecessariamente as situações é um narrador que não é nenhum dos personagens do filme. É um narrador onipresente, que sabe de tudo que todos estão pensando, fazendo e passando. É também muito linguarudo e quer compartilhar seu conhecimento com a platéia. O que acontece é mais ou menos assim: o narrador diz algo do tipo "Então um momento constrangedor aconteceu durante o jantar", aí em seguida vemos o momento constrangedor. Se vamos ver o momento, para quê narrar que ele virá?
Este é um típico filme de Woody Allen. São personagens variados com diferentes tipos de sofisticação. Sempre os problemas entre o certo e o errado e sempre os problemas de amor. Allen tem praticamente a mesma quantidade de filmes e anos de carreira. Filmes que ele mesmo escreve e dirige. Alguém pode dizer que ele deveria ser idolatrado por isso. Eu acho que ele deveria ter perdido mais tempo entre um filme e outro para planejá-los melhor. Assim poderia ter entregue alguns trabalhos inesquecíveis.
Não que me incomode que o diretor insista em falar sobre o mesmo tema toda vez, o que me incomoda é que ele não vá ficando melhor nisso. Parece as mesmas histórias da época que ele filmava em Nova York recauchutadas para se passarem agora em diferentes cidades da Europa. Quando ele fez Match point, parecia que uma nova era começaria para ele, com mais vigor e frescor. Seja lá o que aconteceu, ele decidiu depois que era melhor cair na mesma mediocridade que vinha o acompanhando.
Se eu tivesse que dizer, acho que diria que esse filme é uma comédia. Pelo menos pela estrutura e pela forma que a história é contada. O filme, entretanto, não é engraçado. Com exceção de uma cena ou duas que nunca chegam a ser hilárias. Em geral, já dei mais risadas em alívios cômicos de dramas do que nesse filme.
As atuações do filme contrastam com a qualidade dele. Todos os atores estão bem em seus papéis, apesar de nem todos os personagens serem realmente interessantes. Em especial Rebecca Hall, que entrega o único personagem com real profundidade no filme. Talvez mais pela atuação do que pelo roteiro. De resto, o filme pode agradar quem nunca assistiu um filme (ou talvez muitos filmes, dependendo da tolerância) de Woody Allen. Ou talvez quem queira ver um filme na bela cidade de Barcelona. Pelo menos isso é bem aproveitado.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...