Mostrando postagens com marcador J K Simmons. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador J K Simmons. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 21 de junho de 2011

MEGAMENTE


NOTA: 8.
- Todos devem escolher entre dois caminhos. O bom é o caminho da honra, heroísmo e nobreza. O mal... Bem, é mais legal.

Um desenho animado que mostra um vilão como o personagem principal não é exatamente uma novidade. Há pouco tempo, por exemplo, tivemos o também bom Meu malvado favorito onde o personagem principal tinha que enfrentar um outro vilão para obter supremacia. Aqui reside a diferença entre os dois, já que neste temos um supervilão enfrentando um super-herói. No melhor molde das histórias do super-homem.
E ainda nos moldes do homem de aço, acompanhamos como Megamente (Will Ferrell) é lançado em um foguete espacial pelos seus pais para ser salvo de um planeta distante. Junto com ele, é lançado um segundo foguete com o menino de ouro Metro Man (Brad Pitt), e uma colisão entre os dois faz com que Metro Man caia numa bela casa com pais amorosos e ricos enquanto Megamente seja criado na cadeia em meio aos bandidos da pior espécie. Já que Metro é o adorado por todos, o herói, cabe a Megamente ser o vilão da história.
Como não poderia faltar, há a repórter Rosane Rocha (Tina Fey), que tem nome e sobrenome começando com a mesma letra tal qual Lois Lane, que é usada pelo vilão para atrair o herói para atraí-lo para mais uma de suas ciladas que sempre falham. Tanto é que em momento algum sequer se apavora e não grita nem mesmo quando lhe é pedido. Com ela está sempre o câmera (último elemento para a cópia ficar mais fiel) Hal (Jonah Hill).
Sabemos que seus planos sempre falham porque o vemos na cadeia e porque assim nos é dito, mas o plano do vilão dá certo e ele finalmente consegue se livrar de Metro Man e se diverte bastante com isso enquanto vai modelando a cidade da maneira que quiser. Não há ninguém agora que o possa deter, e isso o entedia. Só havia motivo para ele ser um vilão se houvesse um herói, por isso, para dar novamente sentido a sua vida, ele resolve clonar os poderes de Metro Man e implantar em outra pessoa para criar um novo herói. O escolhido acaba sendo Hal que se torna Titan, que gradualmente vai se transformando em um vilão ainda pior do que ele. E cabe a Megamente detê-lo, mas será que ele pode se dar melhor como herói do que como vilão?
O fato é que não é muito difícil torcer por Megamente. Ele foi vítima de bullying por toda sua vida desde a infância. A única maneira de ir contra aquilo era ser o oposto de seu agressor. Ele não é mau, é confuso, mas que garante diversão para toda a família (incluindo os grandinhos). Apesar de parecer uma cópia descarada não só de Super-homem entre outros desenhos, ele consegue ir longe ainda por conta de boas sacadas e   bons diálogos. Em especial, pela diversão que todos os atores parecem ter com seus personagens. Pode não ser original, mas tem seus méritos.

sábado, 7 de maio de 2011

HOMEM-ARANHA 2


NOTA: 9.
- Nós precisamos de heróis. As pessoas torcem para eles, gritam seu nome. Eu acredito que há um herói em todos nós. Que nos mantém honestos, nos dá força e nos faz nobres. Mesmo que tenhamos que desistir da coisa que mais queremos. Mesmo dos nossos sonhos.

Agora sim um filme que merece o rótulo de grande filme de super-heróis. Não apenas isso, um filme que realmente remete ao personagem e ao tipo de história que as pessoas que estão acostumadas a ler os quadrinhos vão identificá-lo plenamente. Aqui, não falo nem de efeitos especiais ou apenas uma boa história bem contada, falo que todo um clima. O verdadeiro clima de uma história de Homem-Aranha. Uma história em especial é a que vemos um Peter Parker que não sabe se está disposto a carregar o fardo de ser o herói que todos querem que ele seja. No filme, o diretor até usa a capa da revista onde Parker abandona o uniforme no lixo.
Peter (Tobey Maguire) não se encontra melhor do que o excluído socialmente que era no primeiro filme. Na verdade, está ainda pior. Ser o herói está tomando muito mais do que sua horas vagas. Peter não consegue trabalhar direito, e olhe que é um trabalho de entregador de pizzas, assim como não consegue estudar direito. Seus trabalhos estão todos atrasados, ele é demitido, perto de reprovar na faculdade, morando num cubículo e sequer conseguiu assistir a peça de Mary Jane.
Tudo o que não considerei bom no primeiro filme foi corrigido aqui. Sam Raimi, agora mais familiarizado com o material e em como filmar um filme desse porte, sabe exatamente para onde deve levar o filme. Assim, as cenas de ação e as cenas dramáticas não parecem deslocadas uma das outras. Grande parte também por causa da evolução dos efeitos que melhoraram consideravelmente. O Homem-Aranha agora parece realmente de carne e osso.
Dessa vez o vilão é o Dr. Otto Octavius (Alfred Molina), brilhante cientista que promete criar uma nova fonte de energia barata e sustentável. Ou destruir toda a cidade. Peter admira esse cientista. Para ajudar no experimento, Otto cria quatro tentáculos que obedecem aos seus comandos. Quando o experimento dá errado, os tentáculos se incorporam ao corpo do cientista e começam a dominar sua mente, o deixando maligno. Esse novo Doc Ock vai tentar repetir o experimento, nem que tenha que roubar para financiar tudo e realmente destruir a cidade no processo.
Nesse meio tempo, Peter primeiro decide que não pode ficar com MJ para que ela não corra perigo. Depois disso, ela fica noiva e ele decide que quer ficar com ela. Na verdade, ele descobre o que já havia falado antes, que o fardo é pesado demais para suportar. Assim, ele decide abandonar a carreira de herói. Claro que infelizmente os vilões não decidem a mesma coisa e somente o Aranha pode deter Doc Ock. Ele deve deixar de lado seus desejos de uma vida normal e cumprir o seu papel.
As duas histórias são muito bem contadas, dessa vez. As cenas de ação não estão lá simplesmente para dar mais emoção ao filme, elas estão lá para levar a história adiante. E quando há personagens falando, eles falam de amor, heroísmo, amizade e outros valores. Não há sequer um momento tentando explicar porque seus poderes falham. Isso não vem ao caso. Tudo aqui traz profundidade ao filme. Por isso ele funciona tão bem. Além disso, foge do simples rótulo de filme de super-heróis e passa a ser um filme que possa ser apreciado por fãs ou não. Até agora, a aventura definitiva do Aranha.

terça-feira, 3 de maio de 2011

HOMEM-ARANHA


NOTA: 6.
- Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades.

 Não sei dizer se o problema é assistir a esse filme depois de assistir às continuações ou se ele realmente não parece ser tão bom assim, mas de qualquer forma ele me decepcionou bastante. Lembro de ter achado interessante em seu lançamento, mas agora sua força parece ter diluído.
Acompanhamos o surgimento de um dos heróis de quadrinhos mais queridos das pessoas. Peter Parker (Tobey Maguire) é um garoto de colégio magro, nerd, que não enxerga sem seus óculos e praticamente inexiste socialmente. Além disso, é um órfão criado pelos seus tios e seu único amigo é Harry Osborn (James Franco), filho do bilionário Norman (Willem Dafoe). Como a maioria já sabe, ele é picado por uma aranha modificada geneticamente e acaba com os poderes do aracnídeo.
Como imagino que a maioria das pessoas faria, ele pensa em utilizar os poderes para seu próprio proveito. Ao deixar um bandido fugir, este acaba matando seu tio, que antes lhe havia dito que "com grandes poderes vem grandes responsabilidades". É a morte do seu tio que lhe faz perceber o peso dessas palavras, e ele decide que só deve vestir o uniforme para ajudar as pessoas.
Antes que esqueça de falar, ainda o interesse romântico do herói, assunto obrigatório para qualquer personagem. Neste caso, estamos falando de Mary Jane, que na primeira metade do filme é a vizinha de Peter e na segunda acaba virando a namorada de Norman. Por que ela não fica com ele? Bem, na primeira metade ela está ocupada com o garoto mais popular da escola e no segundo com um garoto rico. Não parece um clichê ambulante?
Assim como também é claro que surge que surge o vilão. Todo bom herói precisa de um grande vilão. E aqui começa um dos problemas do filme. Seu vilão parece um boneco de Comandos em ação com uma armadura muito esquisita.
Isso na verdade só ressalta outro detalhe que me decepciona no filme. Os efeitos especiais não são tão bons quanto deveriam ser. O filme se divide na parte com efeitos e nas partes sem efeitos. Nas partes sem efeitos, tudo funciona muito bem. Maguire personifica com perfeição o personagem bem apoiado pelos resto do elenco. A parte dos efeitos não funciona muito bem. Além do problema do vilão, o próprio aranha parece uma animação perdida no meio do filme. Justamente as cenas de ação não funcionam no filme, e ele perde a maior parte da sua força.
Uma pena que isso acaba dividindo todo o filme. As cenas não parecem conectadas uma com a outra, parecem fazer parte de dois filme diferentes. E ao final, eu fiquei me perguntando mais ainda: "por que não ficou com a garota dos seus sonhos?" Não é pra isso que se tem uma identidade secreta no final das contas?

segunda-feira, 27 de abril de 2009

EU TE AMO, CARA – I LOVE YOU, MAN


NOTA: 8,5.

O filme se trata de uma comédia romântica às avessas. Essa é a verdadeira graça do filme. Não se trata dos problemas de um homem tentando se relacionar com uma mulher, mas sim de um homem tendo problemas de se relacionar com outro homem (não de forma homossexual).

Pra explicar de forma clara: Peter acaba de pedir a mão de sua namorada em casamento e durante os preparativos ele percebe uma coisa: ele não tem nenhum amigo homem que possa chamar pra ser seu padrinho de casamento. Acontece que Peter sempre teve namoradas e nunca se preocupou em cultivar uma amizade masculina. Disposto a resolver essa questão, ele resolve ter “encontros” com homens de forma que possa criar um amigo. Tudo com resultados hilários, claro. Com a participação especial de Lou Ferrigno (o Hulk do seriado antigo).

A grande sacada do filme é mostrar as dificuldades de Peter em conseguir se tornar amigo de um outro homem. O diretor (o mesmo de Quero ficar com Polly) usa todos os clichês das comédias românticas para focar na relação de Peter e seu novo amigo, Sydney. Isso somado a um ritmo na medida certa e piadas muito bem exploradas que tornam o filme uma grande surpresa. Mesmo as (poucas) piadas escatológicas, não tiram o tom exato do filme.

Com um quê de filme independente, mostra o que os filmes de Kevin Smith deveriam ter se tornado quando ele foi para estúdios depois do sucesso de O Balconista...

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

QUEIME DEPOIS DE LER – BURN AFTER READING


NOTA: 8.

Trata-se de uma nova comédia dos irmãos Coen. Só isso já deve ser o suficiente para atrair muita gente. Aqui, os irmãos se despem (mas não totalmente) da violência do anterior (Onde os fracos não têm vez) para contar uma história mais engraçada do que dramática. E acertam em cheio.

Brad Pitt é o funcionário da academia que encontra um CD com informações da CIA, informações que pertencem ao personagem de John Malkovich que foi mandado embora por conta de seu problema com bebida. Pitt se associa a Frances McDormand que tem um caso com George Clooney que também tem um caso com a mulher de Malkovich (Tilda Swinton). Só essa teia de confusões já diferencia o filme da maioria das comédias habituais e o deixa um patamar acima.

Como a dupla se habituou a criar personagens estranhos e memoráveis, não espere nada diferente aqui. Brad Pitt é o dono do filme no papel do personal trainer atrapalhado. É impossível não morrer de rir com a sua atuação mesmo quando se encontra em perigo. Outro hilário é George Clooney. Os dois mostram uma desenvoltura nos diálogos e dão uma dinâmica impressionante ao filme. Só não leva uma nota maior porque o ritmo é irregular em alguns momentos.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...