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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

DEIXE-ME ENTRAR



NOTA: 9.
- Você tem que me convidar para entrar.

Em 2009, eu fui surpreendido por um dos melhores filmes de vampiro que já assisti. O diretor sueco Tomas Alfredson, levou para as telas o ótimo Deixe ela entrar, roteiro adaptado do livro homônimo de John Ajvide Lindqvist escrito por ele mesmo. O filme passou por praticamente todos os festivais do mundo que se preze e fez bastante sucesso entre os cineastas, apesar de lançamentos discretos nos EUA e Brasil (aqui, só foi lançado em SP nos cinemas).
Claro que a versão americana seria apenas um questão de tempo.
O trabalho ficou para Matt Reeves, de Cloverfield, que escreveu o roteiro e dirigiu o filme. Eu achava que seria apenas mais uma versão imbecil de um bom filme, mas acabei surpreendido pelo resultado final deste filme. Isso porque o diretor se mostrou extremamente fiel ao trabalho original, chegando ao ponto de repetir algumas cenas. As melhores pelo menos. É quase a versão original com atores americanos.
Owen (Kodi Smit-McPhee, o filho em A estrada) é um menino de 12 anos cujo os pais estão se divorciando. Sua mãe é uma religiosa fervorosa e alcoólatra e seu pai um ausente. Fora isso, ele sofre de bullying no colégio por um garoto maior que ele acompanhando de outros 2 (os valentões são sempre covardes).
Para o apartamento ao lado do seu, se muda Abby (Chloe Grace Moretz, a atriz mirim do momento, Hit Girl de Kick ass), uma menina de também 12 anos,  e seu "pai". Em seu primeiro encontro ela diz para ele que não pode ser amiga dele, mas ainda assim eles criam uma afeição um pelo outro. Ambos são parecidos em alguns aspectos, como pelo fato de serem solitários, isolados do resto do mundo. Exceto pelo fato que ela é assim por ser uma vampira. Ela diz ter "12 anos, mais ou menos", mas nunca revela sua idade real. Não importa quanto anos ela tenha, por alguma força "vampírica", ela ainda é uma criança, e age como tal.
O filme gira em torno das crianças. Os adultos são apenas coadjuvantes. A mãe que mal parece ter capacidade de criar Owen e nem questiona os machucados que o garoto chega em casa. O "pai" tem uma relação estranha com Abby. Eles tem afeição e ao mesmo ele parece mais um empregado que um amigo. E o policial que está em busca de um serial killer que está tirando o sangue de suas vítimas.
Esqueça as bobagens da saga Crepúsculo. Vampiros não são cool, não são glamourosos e apaixonados. Vampiro é um personagem trágico e amaldiçoado. Assim como um viciado, eles são impelidos a buscar sangue. Eles precisam disso. Não há nenhum perito em vampiros atrás da menina ou mesmo teorias que iriam parecer malucas no mundo real. Esse filme é como se fosse real. No nosso mundo.
Quem tiver interesse em ver um bom filme de vampiros (de verdade) nos cinemas pode se surpreender aqui. Quem for ver em casa, pode procurar o original que é ainda superior. Inclusive dá um novo sentido quando ela diz "Não sou uma menina". Fica ao critério do espectador, esse é muito bom, o original é maravilhoso.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

CLOVERFIELD


NOTA: 2.
Filmes de monstros são complicados. Nunca se sabe o que se esperar exatamente. Pode ser muito ruins, como Godzilla (melhor nem começar a falar sobre Roland Emerich), ou pode ser um filme um pouco mais caprichado como King Kong. Pode até mesmo uma surpresa como o ótimo “O Hospedeiro” (coreano). Uma coisa nesses filmes todos porém, não muda: você vê os monstros.

Esse é o primeiro problema de “Cloverfield”. Você passa o filme inteiro (por sorte é bem curto) vendo relances do monstro. Bem lá no final do filme, você consegue ver bem o monstro, numa longa tomada de uns 30 segundos (isso mesmo! 30 segundos inteiros!). Isso pra mim já problema suficiente num filme sobre um monstro.

Problema número dois: Eu não gosto desses pretensos “filmes reais” onde uma pessoa envolvida no evento filma tudo, mesmo que com isso tenha que ter morrido umas 5 vezes, e quando isso acontece, você simplesmente não dá a mínima para ele, já que você sequer viu seu rosto direito.
O filme começa com uma festa chata de despedida de alguém chato, que está envolvido num problema nada interessante. E Quando o monstro aparece, começamos a acompanhar um grupo pequeno dessas pessoas da festa. Então é uma câmera que se movimenta muito e sempre (e não de uma maneira legal e estética como nos dois últimos “Bourne”). Então eles são atacados umas duas vezes por monstros menores, filmam o monstro (partes dele, pelo menos) quando assiste pelo noticiário. E não esquece que ele filma mesmo quando está pra morrer (e só não morre porque tem que continuar filmando). E antes mesmo de 1h14, o filme acaba. E os créditos aparecem lentamente por 10 minutos (talvez, a maior cena do filme).

Não recomendo a ninguém. Se quer um bom filme desse gênero, veja o já citado “O Hospedeiro”. Ou reveja King Kong. Ou até mesmo Hulk. Porque esse filme é uma farsa. Puro golpe publicitário. E pelo menos nisso tenho que admitir, um golpe muito bem feito (pela publicidade, não pelo filme)...
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