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segunda-feira, 17 de junho de 2013

SE BEBER NÃO CASE PARTE III - THE HANGOVER PART III


NOTA: 2.
- Tudo acaba essa noite.

Quando o primeiro filme foi lançado, se transformou num sucesso instantâneo. O sucesso não foi por acaso, foi a melhor comédia daquele ano e de alguns outros anos, e transformou Bradley Cooper em um astro (indicado as Oscar esse ano). Com esse sucesso todo, era apenas questão de tempo que fizessem uma continuação. E o fizeram. O segundo filme foi lançado e apesar de não fazer feio nas bilheterias foi muito criticado, em especial por contar exatamente a mesma história do primeiro. Para fechar a trilogia (apesar de não haver motivo nenhum para ser uma trilogia), a terceira parte resolveu apostar numa proposta diferente. E realmente, é tão diferente dos dois primeiros que sequer chega a parecer uma comédia.
Lançado em 2009, o primeiro vinha com uma restrição de idade (somente para maiores de 18 anos) e contava com Mike Tyson, um tigre, uma prostituta, um bebê.... e um mafioso chinês chamado Chow para surpreender o mundo inteiro e faturar mais de quatro vezes seu orçamento somente nos EUA. Os anos se passaram e o grupo original volta para onde tudo começou. Para o nosso azar, toda a graça que fizeram no primeiro filme não voltou com eles.
O filme começa com uma rebelião em uma prisão, que nos revela que Chow (Ken Jeong) aproveita o momento para realizar sua fuga. Mas o que coloca o bando junto novamente, é uma intervenção para Alan, que na abertura causa um acidente com muitas mortes e que resulta na morte de uma girafa (numa cena de péssimo gosto). No meio do caminho, eles são abordados por um mafioso (John Goodman), de quem Chow roubou muito dinheiro, que sequestra Doug. Sua proposta é simples, devido a troca de cartas entre Alan e Chow, eles devem encontrá-lo e entregá-lo junto com o dinheiro roubado para terem Doug de volta. O que nos faz ter muito mais Chow que temos nos outros filmes. O veredicto é que ele é engraçado, mas aparentemente apenas em pequenas doses.
Galifianakis passou de total desconhecido para se transformar num astro da comédia. Eram deles os melhores momentos do primeiro filme. E aqui isso não mudou muito. Ele continua tendo as melhores piadas, a diferença é a escassez com que elas acontecem. Ainda há certa graça de ver um homem de 42 anos que continua agindo como o pior dos adolescentes que já se viu em um filme, mas a piada repetida perde força. Com um roteiro que não entregue piadas diferentes do que já vimos anteriormente, ela perde ainda mais força.
Já o resto do elenco principal não parece ter muita função. Stu (Ed Helms) continua gritando como uma mulher nas horas de tensão e somente isso. Phil (Cooper) aparece no filme só pra ser o colírio nos olhos femininos (com exceção de uma cena no telhado de um hotel em Vegas). A melhor metáfora para o filme, é Chow: extremamente irritante e que faz tudo por dinheiro. Se você assistiu o trailer deste filme, já viu o que ele tinha de melhor pra mostrar. O resto não vale a pena.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

SE BEBER, NÃO CASE! PARTE II - THE HANGOVER PART II


NOTA: 5.
- Aconteceu de novo.

Se você é dessas pessoas que odeiam spoilers de filmes, aqui vai uma importante dica antes de assistir a esse filme: não veja o filme original. Simples assim. Isso pelo simples fato dos dois serem praticamente o mesmo filme rodados em países diferentes. Troque a perda de um dente por uma tatuagem facial, um tigre por um macaco, uma prostituta por uma striper e Las Vegas por Bankcok e teremos não uma continuação, mas sim uma refilmagem. 
Dessa vez, o casamento é de Stu que, depois de seu primeiro casamento em Las Vegas, dessa vez está se casando com uma jovem Tailandesa em uma cerimônia tradicional no país da moça junto com um sogro que o odeia. Depois do jantar, e um brinde do sogro que fere todos os códigos de civilidade, eles resolvem tomar UMA cerveja na beira da praia. Claro que as coisas não saem como planejado e eles acordam em uma pocilga de Bangkok e com o irmão da noiva desaparecido, com exceção do dedo dele que ficou dentro do quarto.
Aí o filme segue novamente o mesmo enredo do primeiro. Sem se lembrarem de nada do que aconteceu na noite anterior, eles seguem as poucas pistas que tem indo para lugares que somente os levam para novas pistas e que no final do filme se revelam totalmente inúteis. No final, eles poderiam ter resolvido totalmente a questão sem saírem do lugar. Não que esteja reclamando da estrutura, mas poderiam pelo menos ter mudado alguma coisa. Até a cena de Stu cantando as desgraças que passaram se repete, mas naquele esquema "sai piano entra violão".
O que eles seguem também, é o manual de sequências de Hollywood. E o manual diz que a continuação tem que ter "mais" que seu predecessor. Aqui, o que eles traduzem como "mais" é a escatologia. Tudo que tem de pervertido, fica ainda pior. E nas fotos que aparecem no final do filme (que original essa parte de colocar as fotos no final, não?) eles já não tem qualquer preocupação moral por menor que seja. 
Nunca visitei Bangkok, mas é difícil de acreditar que ela seja tão ruim quanto é mostrada no filme. Não tem nada que pareça perto de decente que faça com que qualquer pessoa tenha vontade de visitar. Parece ser um estranho "antiguia de viagem" que mostra os lugares para onde as pessoas conheçam os lugares onde não devem ir. Meu medo é que queiram fazer uma terceira parte no Rio de Janeiro. Vai saber o que será mostrado da cidade.
Para não dizer que só falei mal do filme, vale ressaltar que me fez rir em diversos momentos. Apesar de mesmo algumas piadas serem recicladas. Outra parte das risadas sai do fato dos realizadores acharem que ninguém vai ficar ofendido com nada mostrado no filme. Não que eu tenha ficado chocado, mas tem uma diferença entre não se preocupar com a censura e ofender a humanidade em geral. Ao contrário do que aconteceu no primeiro filme, não acho que essa continuação terá uma versão sem cortes. Quão pior o filme pode ficar afinal?

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

SE BEBER NÃO CASE


NOTA: 9.
- Agora lembre-se: o que acontece em Vegas fica em Vegas. Exceto herpes, essa merda acaba vindo com você.

Se o “merda” na frase acima te incomodou, não assista a esse filme. Se beber não case é uma comédia adulta e politicamente incorreta (como a maioria das melhores comédias são) até o último fio de cabelo. Então se quiser um humor permitido para menores, procure outro filme.
A parte de ser um humor adulto não é demérito em nenhum sentido. Na verdade faz que com que esse seja o filme mais engraçado desse ano até o momento. Te faz rir desde o primeiro minuto até o último. E duvido que algum filme que vá estrear possa superá-lo.
O filme abre com Phil dizendo para noiva que o casamento dela não vai acontecer. O noivo está sumido. “Fudemos tudo”, ele diz. Voltamos dois dias desse acontecimento. O noivo, Doug, está partindo para Las Vegas com seus dois padrinhos e seu cunhado para sua despedida de solteiro na "cidade do pecado".
Um dos padrinhos, Phil (Bradley Cooper), é um professor de colégio, casado e com um filho, que diz odiar sua vida. Stu (Ed Helms) é um dentista que diz a todos que é médico e é totalmente dominado pela mulher (megera) que o chifrou em uma festa num barco. Alan (Zach Galifianakis) é o irmão da noiva meio “lento” mentalmente que, judicialmente, não pode ficar muito perto de escolas, “Ele parece um Gremlin. Vem até com manual de instruções.”, um deles se refere a ele.
Dia seguinte da grande noite, eles acordam com o quarto totalmente destruído, uma criança chorando no armário, um tigre dentro do banheiro, um dente faltando, uma galinha e o noivo sumido. Já que não o acham em parte alguma, eles começam a refazer seu caminho através de pistas que encontram. Pra piorar a situação, quando o manobrista vai lhes entregar o carro, um Mercedes novinho do sogro do noivo, entrega uma viatura policial.
A busca pelo noivo, faz com que visitem uma Capela de Casamentos, apanhem de um efeminado mafioso chinês, entrem na casa de uma prostituta, façam uma parada no hospital e um encontro com Mike Tyson. Esse turismo durante um longo dia por Vegas à procura do noivo, faz com que aos poucos vão reconstituindo o que aconteceu na noite anterior. E observem que não usei a palavra relembrando.
O diretor Todd Philips tem na sua mão um filme recheado de situações absurdas com personagens bizarros. Claro que a ida para a “Cidade do Pecado” serve como uma terapia de choque para todos os personagens. E isso é o melhor do filme. Parece que seus filmes anteriores, Dia Incríveis e Caindo na Estrada, eram apenas o rascunho do que estava por vir.
No final só ficou uma pergunta: que diabo aquela galinha faz lá?
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