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quinta-feira, 19 de abril de 2012

A PERSEGUIÇÃO - THE GREY


NOTA: 9.
- Mais uma vez para a briga. De encontro à última batalha que irá ter. Viva e morra nesse dia. Viva e morra nesse dia.

Se fosse um documentário, estaríamos vendo como é que lobos conseguem sobreviver em lugares de frio extremo onde nenhuma pessoa parece conseguir. Sem armas, não estou contando com suas presas naturais, eles dominam lugares como o círculo Ártico matando quem se aproxima do seu habitat natural. Não parece ser nada "pessoal", eles estão apenas protegendo seu lar. Quanto será que um grupo de pessoas perdidas nesse lugar inóspito poderia durar?
Nesse filme, o grupo é formado por trabalhadores de uma companhia de petróleo. Logo no início do filme, Ottway (Liam Neeson) descreve esses homens como impróprios para a humanidade. Eles parecem o tipo de homens que tem empregos que a maioria das pessoas não gostaria de ter. Talvez sejam atraídos por um bom salário ou por gostarem de estar em um lugar onde apenas se trabalha, dorme e bebe. Ou pior ainda, eles podem gostar de estar em um lugar que pouco lembra a civilização.
Ottway não parece deslocado daquele lugar. A única que sabemos da sua vida é que perdeu, de alguma forma, a mulher que amava. Talvez ele se encaixe em outro categoria dos homens que trabalham naquele lugar: os que estão fugindo de algo. Talvez a mulher o tenha abandonado, talvez tenha morrido. Seja lá o que for, aquele parece ser seu refúgio. Seu trabalho é matar os lobos que atacam os trabalhadores, algumas vezes em plena luz do dia.
Quando esses trabalhadores estavam voltando para a casa em um pequeno avião que parece ser fretado somente para o transporte deles, há um acidente que mata quase todos os tripulantes instantaneamente. Somente o pequeno grupo de sete pessoas consegue sobreviver e sequer sabem onde estão. A única chance que parecem ter é esperar o resgate, mas o avião é pequeno e rapidamente está ficando debaixo da neve.
Depois de perderem um homem para os lobos, Ottway, o mais experiente neste tipo de assunto, lidera o restante para atrás da linha das árvores, onde ele acredita que poderão ter alguma chance de sobreviver até serem resgatados. Apesar de achar que ele está somente facilitando para a alcateia, ele parece saber do que está falando. Assim eles seguem através da neve com pouca comida e acendendo fogueiras que mal mantém os lobos afastados.
O filme trata os personagens como indivíduos, e não como um bando de sobreviventes desesperados. Em alguns momentos, eles conversam e passamos a conhecê-los um pouco. Há muito mais lobos que homens, e eles parecem ter paciência para atacar um por vez. Será que há a possibilidade de termos um final feliz? Pouco provável. De qualquer forma, esperem no cinema até o final dos créditos onde uma cena responderá a pergunta, só não sei se todos ficarão satisfeitos com a resposta.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

ESQUADRÃO CLASSE A


NOTA: 4.
"Me dê um minuto eu sou bom. Me dê uma hora e sou ótimo. Me dê seis meses e sou invencível." Hannibal

Essa frase é uma das muitas barbaridades proferidas pelos personagens desse filme. E olhe que é Liam Neeson quem a profere. Bem, como se descobre ao final da sessão, tudo o mais no filme é ridículo, despropositado e com o objetivo de contar história nenhuma. O único interesse que o diretor Joe Carnahan (que teve um início promissor com Narc, mas se perdeu logo eu seu filme seguinte A última cartada) é agradar a platéia adolescente. Como ele disse: "Se você não gosta de um tanque voando, não gosta de um filme de férias." Então parece que eu não gosto de um filme de férias. Quero dizer, custa fazer um filme que tenha ação e substância como Guerra ao terror?
A "história" do filme consiste num esquadrão de fuzileiros que se encontra da maneira mais improvável possível. Começa no México, quando B.A. quase é roubado por Hannibal e juntos soltam Cara-de-Pau. Eles fogem com a ajuda de um maluco, Murdock, e formam o esquadrão do título. 8 anos depois e 80 missões bem sucedidas, eles são traídos e envolvidos numa conspiração que envolve placas de falsificação de dinheiro. Claro que o único modo de limpar o nome é achando os verdadeiros culpados.
Eu até poderia falar mais sobre a "história" do filme, mas se o diretor e seus co-roteiristas não se preocuparam com ela, não serei eu quem darei atenção a isso. Basta dizer que além dos principais, tem um agente da CIA chamado Lynch (assim como todos os outros agentes da CIA que também tem esse nome) e Sosa, uma agente do exército que só serve para mostrar uma mulher bonita em cena indicando que o protagonista não é gay.
O filme é uma recriação (ou deveria dizer massacre?) de uma série dos anos 80. Para a série, o plot era entretenimento suficiente para segurar a platéia. No cinema, com duas horas de duração, o filme parece uma tortura. Principalmente por apresentar os personagens mais desinteressantes possíveis, tornando quase impossível para mim de me identificar ou mesmo me importar com qualquer um deles. Se todos morressem com uma hora de filme, teria sido ainda melhor para mim. Carnahan diz que eu não sei gostar de um filme de verão? Bem, talvez ele pudesse aprender a fazer que fosse interessante. Ou mesmo relevante. Acredite, depois de meia hora, você já esqueceu tudo sobre o filme. E agradeça por isso acontecer.
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