Mostrando postagens com marcador James Bond. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador James Bond. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

007 CONTRA O SATÂNICO DR. NO - DR. NO


NOTA: 9.
- Dominação mundial. O mesmo e velho sonho. Nossos hospícios estão cheios de pessoas que pensam ser Napoleão. Ou Deus.

Quem não conhece a série desde o início, deveria assistir pelo menos o primeiro filme, que é este com o estranho vilão Dr. No. Quando era criança, James Bond era sempre interpretado por Roger Moore e na minha adolescência Pierce Brosnan, mas foi Sean Connery quem primeiro deu vida ao personagem e o interpretou mais 6 vezes, sendo que uma é uma versão não oficial do agente britânico mais famoso criado por Ian Fleming.
Ao contrário do que temos hoje em dia, os filmes de James Bond não eram pra serem levados a sério nem vistos como uma representação da realidade, e muito menos eram pra ser vistos como obras de arte. O interesse do filme é plenamente atendido: a primeira obra com Bond é um filme de aventura muito divertido com suspense e até mesmo um pouco de ficção científica, e não é por acaso que se transformou em um ícone e que o personagem até hoje continue gerando filmes de qualidade e continuações constantes.
Não só a história não é pra ser levada a sério como seu personagem também não. Bond é extremamente exagerado. Tão exagerado que algumas vezes chega a ser bobo. Tanto é que ele chega a travar uma batalha contra uma aranha. Isso tudo em uma ilha na Jamaica, onde ele deve descobrir qual é a fonte de um aparelho que está impedindo o lançamento de mísseis no Cabo Canaveral.
Se você acha que a trama é boba, o serviço está bem feito. O filme certamente foi feito para ser assim. Escapismo puro onde o herói chega a ser torturado e sequer sangra apropriadamente. Tudo que precisa fazer é jogar seus cabelos pra trás e novamente está pronto para continuar em sua missão como se nada tivesse acontecido. Ele se mantém praticamente impecável, petulante, sedutor e charmoso do início até o fim do filme. E faz parecer fácil.
Também pode pensar que o mistério não é o suficiente pra entreter você, mas o grande lance é que não é isso que vai entreter. Você pode saber exatamente o que vai acontecer, mas a forma como acontece é que é o grande charme do filme. É o caminho. É a tarântula colocada em seu quarto (óbvio que há maneiras mais fáceis de se matar alguém), é uma tentativa de sequestro no aeroporto e o estranho romance entre ele e uma bela oriental. Isso tudo é que faz desse filme um dos melhores com o agente. E é por isso que ele ainda merece ser visto. Mesmo o final, que se passa num esconderijo subterrâneo, é uma bobeira que combina com todo o resto. 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

007 - OPERAÇÃO SKYFALL


NOTA: 9,5.
- Juventude não é garantia de inovação.

A frase não foi escolhida por acaso. A série do espião mais famoso do mundo completa 50 anos agora em 2012, e não podia usar esses anos de forma melhor. Ao longo desses anos, houveram sucessivas tentativas de revitalizar a série, mas nenhuma tão dramática desde de que Daniel Craig assumiu o papel em Cassino Royale. Era o reboot para os novos tempos, e neste terceiro filme da retomada, este é o filme mais conectado com o mundo real e atual.
Muito bem dirigido pelo oscarizado Sam Mendes (Beleza americana, Estrada para perdição), o filme continua com a tradição de belas mulheres, tiros, lutas bem elaboradas, explosões e locações exóticas, mas o melhor de tudo é que ao mesmo tempo ele consegue surpreender a plateia e qualquer fã. Pela primeira vez um passado sombrio do herói, um vilão genial (interpretado soberbamente por um Javier Bardem com uma cabeleira dourada) que se equipara a grandes vilões da história do cinema, e um final tão bom como há muito não se via em um filme estrelado por Bond (se é que já houve um final assim). É a revitalização da franquia alcançando seu ápice de forma a nos manter acreditando que ainda veremos James Bond nas telas por outros 10 anos ou mais. Quem sabe por outros 50 anos ainda?
Acho importante ressaltar esse fato, porque é possível que isso tudo não fosse necessário. Apesar de estar lançando bons filmes ultimamente, é muito provavel que as pessoas ainda acompanhem o herói no cinema pela força que o nome dele ainda tem. Ele não sobreviveu 50 anos por acaso. Acredito mais é que as pessoas vão se identificar com o que estão acostumados a ver. Por isso é tão louvável e admirável que tenham conseguido fazer um filme tão bom que possa agradar tanto aos que querem ver o que estão acostumados quanto ainda se preocupem em surpreender os novatos e demais interessados.
O filme abre em Instambul, onde Bond e Eve (Naomie Harris) estão na perseguição de um mercenário que roubou uma lista com os nomes reais de todos os agentes secretos a serviço da Rainha. Bond persegue de moto pelos telhados da cidade até chegar no trem onde é baleado e cai no rio. Enquanto se encontra "morto", o MI6 recebe uma série de ataques. É quando Bond se vê na obrigação de voltar ao trabalho com uma ferida no ombro, fora de forma para os padrões da espionagem e com uma mira tremida e imprecisa.
Ainda enferrujado, Bond recebe sua missão de um novo Q (Ben Wishaw) que agora tem pouco mais de 20 anos de idade, que lhe entrega uma arma (WALTHER PPK) e um dispositivo de localização para encontrar Silva (Bardem), um ex-agente responsável pelos recentes ataques e pelo vazamento dos nomes dos agentes. Silva quer acertar as contas com M (Judi Dench), e a batalha levará para Skyfall, o lugar onde Bond cresceu antes de ir para o orfanato.
Mais ainda que trabalhar o passado do herói, pela primeira vez, um filme coloca M no centro da ação. Não apenas ela é o alvo do ex-agente e agora terrorista, como suas decisões são questionadas pelo governo britânico. Questionam que talvez seus métodos tenham se tornado antiquados. Enquanto isso Bond continua sua rotina de jogos, lutas e bebedeira sem amassar seu smoking. Com a exceção de que desta vez, o filme exala um frescor que faz parecer que estamos assistindo a tudo pela primeira vez. Sem deixar de nos lembrar que a série é antiga, colocando uma série de objetos e referências de filmes antigos durante a exibição.
Tivemos esperar 50 anos e 23 filmes para esperar pelo passado do herói, mas o que posso dizer é que a espera valeu a pena. Pela primeira vez, vemos que há um preço a se pagar quando se mata mais de 10 pessoas por filme. Se me perguntarem, é o filme que se equipara (se não supera) ao Dr. No, de 1962, e que apresenta o melhor Bond de todos os tempos. Craig dá mais dimensão ao personagem que seu antecessores. Bond deixa de ser um personagem que apenas dá tiros e dorme com mulheres e passa a ser um personagem completo. Com passado e profundidade.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

CASSINO ROYALE


NOTA: 10.
- Eu sabia que era um erro te promover.
- Bem. Como os agentes 00 tem pequena expectativa de vida, seu erro não deve durar muito.

Havia muito tempo Bond estava perdendo terreno para outros espiões. Mais recentemente, para o Bourne de Matt Damon, por exemplo. Enquanto o resto procurava deixar seus personagens mais reais, Bond continuava sendo um fanfarrão e se comportando da mesma forma que se comportava quando ainda era interpretado por Sean Connery na década de 1960. O tempo passou, o tempo mudou e Bond continuava o mesmo.
Desde o início, havia um ritual que sempre se repetia filme após filme: uma cena inicial, que nem sempre era necessária para o filme, a música tema acompanhada dos créditos, M passava a missão, Q as nova bugigangas e ele completava as missões bebendo muito e dormindo com qualquer mulher bonita que passasse pela sua frente.
A reformulação do personagem deixa tudo isso para trás. Não existe sequer Miss Moneypenny para flertar com Bond antes dele conversar com M. Talvez por ser desnecessário para a trama, ou mesmo porque essas situações não existiam nos livros de Ian Fleming. Quando Bond precisa falar com M, ele invade seu escritório ou até mesmo sua casa.
E este é mesmo o primeiro filme de Bond, adaptado do primeiro livro sobre o personagem. O próprio personagem estava ainda se desenvolvendo assim como esse novo Bond ainda está aprendendo os segredos de ser um agente 00.
Ele vai para a fictícia Montenegro, onde Bond deve ganhar um jogo de poker para impedir que Le Chiffre (Mads Mikkelsen) vença o torneio. Seria como financiar terrorismo. Um dos acertos é centrar o filme no jogo, a ação se passa em torno disso.
E a ação é ótima quando é necessária. Todas as cenas poderiam ser reais, não parecem as cenas de ação feitas em computador e na sala de edição, como já reclamei em outros filmes. Aqui você vê Bond realmente em ação. E melhor ainda para a série, porque finalmente vemos um Bond que pode se machucar. Que apanha. Finalmente eu vejo um Bond no cinema com quem eu realmente me importo. Além disso, é um Bond com sentimentos.
Daniel Craig faz um ótimo Bond. Difícil dizer que é o melhor, já que concorre com o ótimo Bond de Sean Connery, mas a comparação é meio injusta por conta de se tratarem de personagens diferentes. O Bond de Craig não é um alcoólatra viciado em sexo que durante a bebedeira e orgias realizava suas missões. Ele sequer se importa se seu martíni é mexido ou batido. Este é realmente um homem focado nas suas missões.
O diretor Martin Campbell faz um ótima renovação na franquia. Bem melhor que seu primeiro filme de Bond, Goldeneye, que seguia toda aquela fórmula ultrapassada. Ele faz um ótimo filme de espionagem com cenas de ação maravilhosas. A cena em que Bond persegue um terrorista a pé é uma das melhores de todos os tempos no cinema. Nenhuma perseguição a pé foi tão interessante antes.
Um ótimo reinício da série sem megalomaníacos querendo conquistar o mundo. É uma coisa ultrapassada querer dominar o mundo, tanto que está legado atualmente apenas a desenhos animados. Este filme é muito bom, assim como eram os primeiros da série. Tomara que não se perca novamente.

sábado, 15 de novembro de 2008

QUANTUM OF SOLACE


NOTA: 7
Esse é um filme que merece ser visto no cinema.
Não por ser o melhor filme de Bond (esse título eu deixo pra refilmagem de "Cassino Royale"), mas por ter cenas expetaculares de ação.
Não é um filme excelente, mas é um bom filme de ação e espionagem. Dessa vez, o filme continua de onde o outro parou, fato inédito numa longa franquia. E Bond tem uma missão pessoal: Vingança. E não restam corpos em seu caminho pra cumprir o objetivo.
O roteiro com colaboração de Haggis, faz que o filme tenha bons diálogos. As cenas de ação, como dito, são expetaculares, o único porém, é que em determinadas cenas, a câmera treme tanto que não consegue nem se ver o que está acontecendo. E apesar disso, esse filme ainda está bem acima da média, principalmente pela ausência dos gadgets que tornaram a franquia famosa. Que continue assim...
O melhor ainda é ver Daniel Craig como Bond. O ator acaba com o Bond fanfarrão e entrega um personagem humano. Que sofre. Outra novidade. Esse Bond aprende da pior maneira que seus atos têm conseqüências. Ás vezes, terríveis. Bond não mais é um super-espião. É um personagem de carne e osso. Um Bond de verdade para novos tempos. E que belo recomeço...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...