Mostrando postagens com marcador Bryce Dallas Howard. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bryce Dallas Howard. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

50% - 50/50



NOTA: 9,5.
- Tá vendo? Isso é besteira. Todo mundo fica me dizendo desde o início: "você vai ficar bem" ou "tudo vai ficar bem". Isso só piora tudo. Só piora que ninguém vire pra mim e diga: "Sinto muito mas você vai morrer".

É comum termos filmes com pessoas doentes, seja com câncer ou outro tipo de doença. O problema é que pessoas jovens não deveriam ficar doentes e morrerem. Claro que é triste para qualquer pessoa nessa condição, mas deve ser especialmente difícil quando você tem seus 20 e poucos anos com uma vida inteira pela frente e descobre que tem um tipo de câncer que tem 50% de chances de acabar com ela. Pior ainda se a notícia for dada por um médico sádico que trata o assunto como se fosse a coisa mais trivial do mundo. Ele pode tratar de muitas pessoas com câncer, mas nunca deve ter parado pra analisar como o paciente se sente recebendo uma notícia dessas? Até me pergunto se ele não podia dizer que seu paciente tem 60% de chances de viver. Será que esses 10% não fariam diferença?
É isso que acontece com Adam (Joseph Gordon-Levitt), um jovem que trabalha em uma estação de rádio com seu amigo Kyle (Seth Rogen). Ele se queixa de umas dores nas costas e vai no médico para descobrir qual é o seu problema. O médico vai balbuciando palavras em um gravador onde Adam capta apenas algumas palavras. O suficiente para obter uma resposta de forma seca: ele tem um raro tipo de câncer na coluna e suas chances são de 50%.
O filme tem uma mulher que pode ser o interesse romântico de Adam, mas o filme não é sobre isso. O filme é sobre como os amigos Adam e Kyle lidam com a doença juntos. O roteiro foi escrito por Will Reiser, um produtor que escreveu pela primeira vez um longa. Ele próprio foi diagnosticado com a doença e ajudado por seu amigo Seth Rogen. Foi Rogen quem o incentivou a escrever esse roteiro e talvez por isso o filme pareça tão honesto. Faz diferença quando é escrito com coração.
É com Kyle que Adam pode realmente contar. Ainda mais do que a própria namorada, Rachael (Bryce Dallas Howard), que mora com ele. E pior ainda, ele vai descobrir que ela nunca foi alguém com quem realmente pudesse contar mesmo antes da doença. Ela provavelmente gostaria de dizer que não quer passar por isso com ele, mas o que as pessoas iriam dizer? É provável que ela tenha ficado ao lado dele porque a sociedade diz que é a coisa certa a se fazer, mas essa não é uma situação pela qual alguém gostaria de passar.
É também com sua mãe, Diane (Anjelica Huston), que ele pode contar. Mas ele mesmo, que em certos momentos parece não ter paciência com ela, não parece querer envolvê-la muito nessa questão. Talvez seja porque ela é superprotetora, ou talvez seja porque ela já tenha que cuidar do pai dele que sofre de Alzheimer. O que parece importante é saber que nesses momentos a mãe é uma pessoa com quem você possa sempre contar não importa como a vida dela esteja.
Ainda tem outros dois personagens importantes. Um aparece quando Adam vai às sessões de quimioterapia e conhece outros pacientes, entre eles Alan (Philip Baker Hall). Alan dá a Adam verdades sobre a doença deles. Sem florear nada. Ele já aceita sua situação e sabe que deve morrer em breve. A outra é a (muito) jovem Katherine (Ann Kendrick), a terapeuta que tenta ajudá-lo, mas pouco sabe sobre a vida ou mesmo como lidar com a doença.
Talvez por sua experiência em seriados de TV, Reiser escreve o filme como se fosse um. Mas a grande vantagem dele é que não termina como se fosse. Ao invés de manter o tom de comédia até o fim do filme, Reiser assume a tragédia do que pode acontecer. Já conhecemos bem os personagens e estamos preparados para acompanhar o desfecho, mas ainda assim ele não vem de forma fácil. Como disse antes, é um filme feito com coração de quem já passou por uma situação como essa. Talvez fosse melhor que nos cinemas as coisas acontecessem de forma menos trágica, mas esse não é um filme como os outros.
Se esse filme caísse em outras mãos, eu poderia dizer que o personagem interpretado por Joseph Gordon-Levitt seria um tipo intragável. Mas conforme o tom de comédia vai diminuindo e o filme vai ficando mais emotivo, é Levitt quem nos impulsiona a continuar assistindo o filme. Ele é talvez o mais natural e menos afetado ator da sua geração, e num filme como esse, isso faz muita diferença. No final, o que temos é um ótimo filme feito com coração e honestidade.

segunda-feira, 7 de março de 2011

ECLIPSE


NOTA: 3.
- Ele não tem uma camisa?

Hollywood não cansa de nos mostrar que todo mundo tem seu preço. Dessa vez, quem se vendeu foi o diretor David Slade. Depois de um início promissor com Menina má.com, ele abraçou um projeto mais comercial, 30 dias de noite. Quando perguntado sobre a Saga Crepúsculo, ele falou mal do filme e disse que jamais faria parte da franquia. Agora estou aqui escrevendo sobre o último filme da saga dirigida por ele.
Continuamos acompanhando o trio amoroso formado por Edward, Bella e Jacob. Sim, Bella continua sendo uma menina bem sem graça que é disputada por dois príncipes. Provavelmente o sonho de qualquer menina. Parando para pensar, percebi que a complicação desse filme é a mesma desde o primeiro e acentuada no filme anterior. É o fato de Jacob estar apaixonado por Bella e por talvez ela o amar de volta. Está certo que várias vezes vemos as mesmas histórias sendo contada, mas pelo menos mudam os personagens. Aqui nem isso.
Para disfarçar que a história não é a mesma, a ameaça agora é que (de novo ela) Victoria (dessa vez interpretada por Bryce Dallas Howard) está formando um exército de vampiros recém formados. A ameaça é grande, porque ao contrário de todos os outros filmes e mitologia de vampiros, os vampiros aqui ficam mais fracos ao passar dos anos. Os novos são mais fortes porque ainda tem sangue humano correndo em suas veias. O que me faz supor que já que meu sangue é 100% humano eu sou mais forte do que qualquer vampiro, certo?
Claro que não é isso que atrai as pessoas para assistirem o filme. Tudo que atrai está no filme: Jacob continua 90% do filme sem usar camisa e Bella continua seu romance tão forte com Edward que chega a doer. 
Geralmente os filmes são sobre adolescente querendo perder sua virgindade. O tema gera bons filmes. Aqui temos o inverso, a virgindade é posto num patamar tão alto que irrita, mas a virgindade de Bella tem um preço: para dormir com Edward ela deve casar com ele, e para aceitar casar com ele, ele deve transformá-la em uma vampira. Por isso Bella deve começar a se despedir das pessoas que conhece e nunca mais vê-los. Se transformar em um vampiro, parece, é deixar toda sua vida para trás. Assim como parece que eles só podem casar se ela se transformar.
Eu aproveito para aprender que vampiros se quebram como vidro quando levam um soco e também que são altamente inflamáveis. Para matá-los, basta um soco forte e um fósforo. Já que pegam fogo tão fácil assim, não sei porque perdem ainda tempo lutando entre si. Não é mais fácil apenas jogar o fósforo? Ou usar um isqueiro como arma?
Até que chegamos na famosa cena da cabana. Para proteger Bella, Edward a leva para uma montanha que está totalmente congelada. Bella está para morrer de hipotermia quando Jacob, obviamente sem camisa, chega para deitar abraçadinho com Bella e a esquentar. Edward diz que está feliz por ele estar lá. Que se não fosse um lobisomem e apaixonado por ela, que eles poderiam ser amigos. Jacob diz que nem assim. Acreditem ou não, achei a melhor cena do filme, o que diz o que achei qual é o nível do filme.
É um filme de muitos diálogos em que nenhum personagem fale qualquer coisa digna de nota. Os efeitos especiais são péssimos e as cenas de luta são pouco interessantes. Vale destacar o entrosamento entre lobos e vampiros, daquele estilo "eu jogo para o alto e você corta", o que torna pior ainda. Os próprios lobos não convencem. Mas pelo menos, continua sendo uma saga constante. Para delírio das fãs.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O EXTERMINADOR DO FUTURO: A SALVAÇÃO


NOTA: 2.
"Eu sabia. Sabia que estava chegando, mas este não é o futuro que minha mãe me alertou. E nesse futuro eu não sei se a gente pode vencer essa guerra. Eu sou John Connor. Se você está ouvindo isso, você é a resistência." John Connor

A frase resume um pouco o novo filme da franquia. Franquia que deveria ter parado no segundo filme como acredito que James Cameron (criador, roteirista e diretor dos dois primeiros filmes) queria. Afinal, no segundo filme, ele fechou a história. Sarah Connor e seu filho destruíram tudo que podia levar ao surgimento da skynet e evitaram o "dia do julgamento". A rebelião das máquinas nunca aconteceria e John poderia viver uma vida normal sem o fardo de saber que seria a última esperança de humanidade.
Então veio o terceiro filme da franquia sob a direção de Jonathan Mostow. Apesar do fechamento da história, os produtores arrumaram um jeito de fazer mais um filme da série, ainda que totalmente desnecessário a produção pelo menos contava com Schwarzenegger (Linda Hamilton, sabiamente, pulou fora). E nesse filme o dia do julgamento aconteceu. Então o passo natural para acabar de renovar a franquia (ou simplesmente acabar com ela), era trabalhar o filme numa espécie de realidade alternativa. Por isso Connor diz que esse não era o futuro que ele esperava.
Basicamente a história se trata de um assassino condenado a morte (Sam Worthington) que assina um contrato doando seu corpo para a skynet. Muitos anos depois, ele acorda com o mundo já depois do dia do julgamento, onde conhece Kyle Reese (o pai de John Connor, que foi enviado no primeiro filme para salvar Sarah Connor) ainda adolescente. Eles tentam encontrar Connor, são capturados e tentam escapar. Normalmente eu diria que se tratava de uma história para um curta, mas eles conseguiram transformar num longa.
Isso porque a história não parece mais importar nos filmes atuais. Esse novo capítulo é um amontoado de cenas de ação sem propósito que se esticam para cobrir os 120 minutos que Hollywood tanto gosta. E aqui vale destacar que não se tratam de excelentes cenas de ação, são umas cenas meio preguiçosas que não justificam o inchado orçamento.
Se o filme não é uma bomba total, é graças ao talento de seus atores principais. Christian Bale faz o melhor John Connor da saga. Não é apenas um líder, é um homem que sabe que precisa da sua humanidade para vencer a guerra. E para a sorte dele, quando o roteiro parece que vai acabar com o filme de vez, ele encontra Worthington para segurar as pontas. Há até uma participação desnecessária de Schwarzenegger, ou pelo menos dele digitalmente, com o surgimento dos novos modelos exterminadores T-800 (justamente a série que ele "interpretava"). Claro que aparição é desnecessária demais, mas alguma mente deve ter achado que era uma forma de homenagem.
Se Jonathan Mostow já mostrava a importância de um bom diretor, o que dizer de McG? Só pra lembrar seu currículo: dois filmes horrorosos de As Panteras e depois o igualmente ruim e pelo menos fazendo menos barulho Somos Marshal. O que o qualificou para dirigir esse filme eu não sei. De verdade. Agora que ele acabou de afundar essa franquia, espero que estrague histórias menos inofensivas. Se o futuro da franquia se reduz a um filme que conta com 95% de cenas de ação, acredito que algo deva estar errado. Lembro de ter visto diversas entrevistas onde os atores diziam da paixão que McG demonstrava pelo filme. Isso só prova que apenas paixão não basta. É preciso um bom roteiro e um bom diretor.

Terminator Salvation. Ano: 2009. Duração: 115 minutos. Com: Christian Bale, Sam Worthington, Bryce Dallas Howard, Moon Bloodgood e Helena Bonhan Carter. Direção: McG; Roteiro: John D. Brancato e Michael Ferris; Música: Danny Elfman; Fotografia: Shane Hurlbut; edição: Conrad Buff.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...