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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

ROCK OF AGES


NOTA: 6.
- Este lugar está prestes a se tornar um mar de suor, música ensurdecedora e vômito.

Este filme tem a intenção de voltar aos bons e velhos do Rock, antes que tudo fosse transformado apenas em negócios. O que acontece na realidade, é que o filme parece um extendido episódio de Glee mas com elenco diferente. Apesar de entreter o suficiente para não fazer com que se desista de assistirmos, é um filme meio sem graça que ainda por cima deixa grandes astros com papéis mais interessantes do que os dos protagonistas em segundo plano.
A dupla sem sal de adolescentes que cantam aqui são Drew (Diego Boneta) e Sherrie (Julianne Hough), que se encontram dessa forma inesperada e apaixonada que somente acontece nos cinemas. Ele é meio metaleiro (apesar de não cantar nada nem parecido com isso) e ela é a garota meio country que vem do interior para tentar a carreira na grande cidade. Ele consegue um emprego para ela e começam a namorar.
O bar onde ele consegue o emprego pertence a Dennis Dupree (Alec Baldwin), que tem Lonny (Russel Brand) como ajudante. Uma espécie de templo do Rock onde Stacee Jackson (Tom Cruise), a grande estrela do Rock no filme, começou a carreira. O lugar já viu dias melhores, mas ainda se mantém do jeito que pode contando com seus fãs. Além da crise, há também a puritana Patricia Withmore (Catherine Zeta-Jones), mulher do prefeito (Bryan Cranston), que aparece constantemente na televisão fazendo campanhas contra o Rock.
Cruise e Zeta-Jones são, com toda a certeza, as melhores coisas do filme. Ele é uma espécie de Axl Rose (vocalista da banda Guns 'n Roses) interpretado com vigor pelo astro. Ao mesmo tempo, quando necessário, há uma forma melancólica na forma de andar e dar entrevistas que lembra um pouco o jeito letárgico de Kurt Cobain (vocalista do Nirvana). Já Zeta-Jones mostra uma paixão que nos faz lamentar que sua personagem seja tão pouco aproveitada.
O filme é dirigido por Adam Sahnkman, que dirigiu o ótimo Hairspray, mas que não consegue manter o ritmo em seu novo filme. Pra começar, é muito estranho que nesse mundo de Rock 'n Roll, só vejamos pessoas brancas quase o tempo todo. O único papel com etnia diferente é a dona de uma boate de striptease interpretada por May J. Blige.
Outro grave erro do diretor é que nenhuma das músicas parece soar como um verdadeiro Rock, e sim uma versão pop para agradar adolescentes. Nenhum dos personagens, com exceção de Stacee, sequer se comporta como um roqueiro se comportaria. Não há paixão, não há luxúria ou o calor que um filme desse deveria ter. De sexo, drogas e Rock 'n Roll, não sobrou praticamente nada e o que vemos é uma versão juvenil que parece estar sendo encenada em um parque de diversão. Fora a trilha sonora que também deixa muito a desejar.
Todas as músicas são cantadas pelos próprios atores, mas não dão nenhum impacto ao filme. Quem consegue levantar mesmo o filme é a dupla interpretada por Brand e Baldwin, e o que nos impede de parar de assistir o filme é um Tom Cruise inspirado.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

HAIRSPRAY

NOTA: 8,5.

O filme mostra a história de uma adolescente que sonha em dançar num programa de televisão, apresentado pelo eterno Ciclope: James Marsden. A adolescente, Nikki Blonsky, é um pouco acima do peso para os padrões (seja de TV ou qualquer outro), mas ela não desiste (hey, ela mora na América, terra das oportunidades). Por motivos que não quer explicar, uma integrante do show tem que se ausentar por nove meses (!), e assim, abre-se uma vaga para o show. Dançando, ela ganha a chance de participar do show como integrante do elenco.

O filme se passa durante a época de integração e a ameaça comunista se mostrava presente, e a gordinha faz o quê com a oportunidade de fama? Uma passeata para integração na TV como tinha acontecido nos colégios, botando em risco toda sua carreira na TV. Ela simplesmente o faz porque é a coisa certa a se fazer. O filme é um tiro certeiro contra o racismo. Esqueça os estereótipos e curta esse filme.

Nikki é um achado. Estreando no cinema, ela é dona de uma das personagens mais adoráveis do cinema e consegue manter a aura de protagonista mesmo concorrendo com um elenco de pesos-pesados. John Travolta é a surpresa do filme interpretando a mãe (também) gordinha. Ele entrega um ótimo personagem e a cena da dança é impagável (ainda mais do que ele em cena vestido de mulher). O pai é Christopher Walken, outro que apresenta uma cena de dança de morrer de rir. Este entrega um personagem estranho, que parece-lhe familiar nesse ponto da carreira. Completam o elenco Amanda Bynes, Zac Efron, Michelle Pfeiffer, James Marsden e Queen Latifah (todos ótimos).

Boas músicas, um roteiro esperto, ótimas interpretações (de um ótimo elenco), muitas risadas e uma história edificante. Um musical emocionante de primeira linha.
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