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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

AMERICAN PIE: O REENCONTRO - AMERICAN REUNION


NOTA: 5.
- Como vai sua mãe, Stifler?
- Fica longe da minha mãe!

Lançado em 1999, o primeiro filme desta série fez bastante sucesso e gerou duas continuações (oficiais) em pequenos intervalos de tempo. Agora, pouco menos de 10 anos desde a última vez que tinham aparecido, eles voltam. Mais maduros? Pouco provável. Apesar de não serem mais adolescentes, continuam usando nudez, fezes e sexo enquanto roubam jet skies se envolvendo em confusões. Não importa quanto tempo passe, mas eles continuam fazendo as mesmas coisas de sempre, com uma sensação de ás vezes estarmos ouvindo a mesma e repetida piada.
Ainda mais estranho é a sensação de não conseguirem deixar a mãe de Stifler fora do filme. Desde o primeiro filme, ela causou uma impressão tão grande que parece ter permanecido todos esses 13 anos no quarto durante as festas de seu filho esperando algum adolescente entrar e tentar seduzi-la. Será que ninguém envelhece nesta série?
Não é por acaso então que Stifler parece ser o amigo do grupo com mais dificuldades de se ajustar aos novos tempos. Os outros, de alguma forma quando não estão reunidos, seguiram com suas vidas. Agora na casa dos 30 anos, eles se encontram 3 dias antes da reunião com os amigos da época de  colégio. Eles até tentam não se envolver em confusões deixando Stifler fora dos planos, mas é claro que isso não funciona.
Atualizando os fatos: Oz se transformou num apresentador de um programa esportivo parecido com os que passam na ESPN, Finch se transformou num aventureiro que roda o mundo atrás de lugares exóticos e estranhas boates, Stifler continua na mesma cidade trabalhando como subalterno em uma grande empresa e Jim e Michelle continuam casados mas desta vez com um filho mas com a vida sexual inativa.
A graça que o primeiro filme tinha, era a experiência da primeira vez através de jovens um tanto quanto ingênuos. É um tema recorrente desde que eu era adolescente e Porky's reprisava na TV. O filme em si tinha um ar de novidade, mas aos poucos foi dando lugar à familiaridade dos atores fazendo as mesmas piadas em diferentes idades. Ainda que entregue algumas boas risadas, o filme não deixa de passar uma sensação de déjà vu e em nenhum momento entrega alguma nova memória à série.
O próprio nome da série deriva de uma cena em que Jim, ainda virgem, treinava o ato sexual com uma torta até ser pego pelo pai. A cena é lembrada num diálogo, que me fez perceber que, na verdade, o filme inteiro é baseado em pura nostalgia. É a sensação de buscar através dos fãs um público que ainda espera pra assistir a mesma turma realizando as mesmas façanhas. Para os que não são fãs, parece que pouco sobra do filme. Para mim, o problema é que nenhum dos filmes causou uma impressão forte o suficiente para me fazer querer relembrar de tudo.

terça-feira, 26 de julho de 2011

FÉRIAS FRUSTRADAS - NATIONAL LAMPOON'S VACATION


NOTA: 9.
- Por que não vamos de avião? Porque chegar lá é metade da diversão. Você sabe disso.

Até hoje o programa Saturday Night Live revela alguns bons comediantes, mas nada se compara à primeira geração do programa que contava com nomes como John Belushi, Chevy Chase, Dan Aykroyd e Bill Murray. Quando a tela da televisão ficou pequena demais, eles começaram a migrar para o cinema em comédias com o mesmo humor ácido que os levaram a alcançar a fama. Alguns se lançaram ainda nos filmes com o selo National Lampoon, como é este caso.
Chevy Chase é Clark Griswold, chefe da família que planeja uma viagem através dos EUA para que possa curtir um parque de diversões chamado Walley World (deveria ser a Disney, mas a direção do parque reclamou que eles ficam aberto 365 dias por ano). Apesar da viagem parecer ser muito bem planejada, inclusive com um arcaico computador da época, fica óbvio que a viagem vai ser um desastre. Desde a compra do carro que não é o modelo escolhido por ele.
Claro que a viagem está fadada ao desastre. Seja por conta de certas escolhas infelizes de passeios que Clak decide fazer, ou mesmo pequenas paradas na estrada que não saem exatamente como ele esperava. Junte isso ao fato da família dele ser quase um reator nuclear prestes a explodir  e até mesmo pelo fato de Clark nem sempre parecer atento às placas de sinalização para termos quase certeza que eles podem chegar ao seu destino, mas ainda assim é divertido vê-los tentando.
Parte do que faz o filme funcionar, é a escolha da família. Todos parecem realmente parte daquela loucura, em especial Beverly D'Angelo como a esposa de Clark que leva tudo com paciência e não deixa a família se despedaçar. Já Chase comanda o espetáculo com um personagem capaz de ter uma resposta sempre na ponta da língua, por mais estúpida que seja, e que mesmo com tudo dando errado é capaz de aproveitar aquele dia como se tivesse sido o melhor da sua vida. Ainda que ele saiba que realmente tudo está indo para o buraco.
O que parece destoar um pouco, é que o filme parece muito mais comportado do que qualquer outro da série National Lampoon. Mas assim como os outros, é capaz de render muitas e ótimas piadas. Alguns podem achar que o filme pode exagerar em piadas como as relacionadas com o cachorro que é uma peste ou mesmo pelo fato de colocar um cadáver no teto do carro por causa da viagem, mas quem entrar no ritmo do filme pode se divertir bastante.
Só não é ideal quando o melhor do filme aparece antes do final. No caso do filme, seu ápice é o encontro com Eddie, interpretado por um Randy Quaid que rouba a cena. Delitos menores de um filme que faz rir. O diretor Harold Ramis não é um dos diretores mais habilidosos, mas ele é bem feliz em escolher atores muito talentosos para levantar o filme a cada cena. Como a presença do saudoso John Candy ao final. Não é uma obra-prima, mas comparada com a maioria das comédias, continua se sobressaindo.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

ESCRITO NAS ESTRELAS - SERENDIPITY


NOTA: 7

Não é um dos melhores filmes do mundo, mas é bem bonito de se ver. Tudo que você precisa para curtir esse filme, é entrar no espírito dele. Isso por um motivo bem simples: o filme trabalha em cima do improvável. Sabe aqueles filmes que chegam no final e de repente uma grande coincidência acontece para levar o filme a uma conclusão? Aqui você pode esquecer isso. Não vai ter uma coincidência no final do filme. As coincidências (ou destino, como a personagem de Kate Beckinsale gosta de falar) acontecem do primeiro minuto até a hora de subirem os créditos. Como diz o cartaz: "Pode o apenas uma vez acontecer duas vezes?".
Beckinsale e Cusack estão na loja pra comprar a mesma luva. Ambos estão se relacionando com outras pessoas, mas se conhecem e rola uma química entre eles. Como não podem trair seus pares, eles resolvem deixar o destino agir: ele escreve o número dele numa nota de cinco dólares e a passa adiante, assim como ela escreve seu número num livro e o vende. E se separam para deixar o destino agir com uma pequena ajuda dos próprios.

Se não gosta do tipo, passe longe, porém, se conseguir entrar no clima do filme, pode se divertir bastante. Ele tem um bom casal de atores nos papéis principais, coadjuvantes que roubam a cena (com destaque para Jeremy Piven) e uma história que segue de forma ágil. Bons momentos engraçados. Dois personagens lutando contra o destino para ficarem juntos.Isso é muita coisa pra se interessar num filme.

Ótimo para assistir em casal. Principalmente no conforto da sua casa, abraçadinhos.
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