Mostrando postagens com marcador Angela Basset. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Angela Basset. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 20 de março de 2012

GUERRA É GUERRA - THIS MEANS WAR

NOTA: 2.
- Eu vou direto pro inferno.

Sabe quando você está assistindo um filme tão ruim que de repente começa a despertar um certo interesse? Que acabamos chamando depois de "tão ruim que fica bom"? Não é o caso desse filme. Ele é ruim suficiente para ser um filme ruim, e nada além disso. Não sou fã de comédias de ação, mas piora muito a situação quando nos deparamos diante de uma comédia de ação incompetente. Basicamente, aqui ele falha tanto nas cenas de ação quanto nas cenas de comédia.
É a história de uma mulher um tanto irritante, Lauren (Reese Whiterspoon), que começa a namorar dois agentes secretos da CIA. Não apenas isso, eles são melhores amigos de muitos anos que trabalham em mesas um de frente pro outro. Que coincidência hilariante, não? E só fica melhor: ela os conheceu por conta de um site de relacionamento onde sua melhor amiga fez um perfil para ela.
Talvez fosse compreensível se fosse um filme feito com adolescentes, mas não é esse o caso. Todos os atores estão na faixa dos 30 anos, e eles parecem ter seus 30 anos. Pra começar, nessa idade eles já deveriam ter mais cuidado para não cair em armadilhas como esse filme. Seguindo, apesar de todas as coincidências (im)possíveis, que os dois espiões se apaixonem à primeira vista por Whiterspoon é pedir demais. Ela é uma gracinha sim, mas exalar um forte sexy appeal ao estilo Marilyn Monroe, não é uma das suas qualidades. Guerras já começaram por mulheres, mas geralmente elas eram tão bonitas quanto Helena de Tróia.
Claramente, seria mais fácil para mim acreditar que ela pudesse servir de conselheira amorosa para os dois. Ao contrário do que outros filmes com grandes amizades mostravam, o que temos aqui é um casal homossexual em uma paixão não declarada um pelo outro. FDR Foster (Chris Pine) e Tuck (Tom Hardy) não fazem nada longe um do outro, incluindo as cenas de ação de gosto duvidoso com os dois.
Basta analisarmos bem. Cada um usa milhões de dólares em equipamentos de vigilância da CIA (o que só deveria aumentar a graça do filme, pelo visto). O que eles fazem? Eles observam as fitas de vigilância juntos pra saber o que ela está fazendo quando não está com nenhum dos dois. Aonde alguém pode observar qualquer disputa hétero entre os dois?
Sem contar que personagens neste tipo de filme tendem a viver melhor que seus salários podem ser capazes de pagar. Está certo que não faço ideia de quanto a CIA paga, mas duvido que seja o suficiente para ter um apartamento cujo teto dê para o fundo de sua piscina particular. Sem contar que o nome de um deles é FDR. Talvez ele tenha esse nome porque o filme é dirigido por McG. Já este, ainda está devendo um filme que justifique sua contratação.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

FACES DA VERDADE - NOTHING BUT THE TRUTH


NOTA: 8,5.
- Um homem deixa sua família para ir pra cadeia pra defender um princípio e eles criam um feriado com o nome dele. Um homem deixa seus filhos para lutar numa guerra, e constroem um monumento para ele. Uma mulher faz a mesma coisa e vira um monstro.

Um filme inspirado (e não baseado) em uma história real. Segundo uma pesquisa, o filme é baseado na história de Judith Miller, uma repórter do New York Times, que passou 85 dias na prisão por não revelar sua fonte.
No caso original, um vazamento de uma agente secreto foi realizado para desacreditar o marido da agente e suas investigações da venda de Urânio para o Iraque. Foi uma mentira realizada pela dupla Bush-Cheney para justificar a guerra do Iraque.
No filme, da mesma forma, uma repórter revela a identidade de uma agente secreta causando grandes problemas para o governo. Nunca nos é mostrado a fonte de Rachel Armstrong, apenas sabemos que ela tem uma fonte que revela a identidade da agente. De posse das informações, ela conta a agente que a reportagem será publicada.
Rachel ganha grande prestígio assim como um grande problema. Normalmente, a repórter teria o direito de preservar sua testemunha, mas como se trata de um vazamento no governo, o caso vira um problema de segurança nacional. Dessa forma, Rachel deve dizer quem é sua testemunha ou sofrer com as conseqüências.
Rachel, porém, é uma mulher de fibra. Ela não vai contar quem é sua fonte. Se ela o fizer, nenhuma outra pessoa falaria com ela novamente. Ela não protege apenas a integridade da pessoa que a contou, mas a própria integridade da profissão que ela pratica.
Sua prisão vai muito além dos 85 dias que Miller sofreu. Em um determinado momento ela conta quantas companheiras de cama ela já teve, e que é disparada a interna mais antiga daquela cadeia. Chegando a ser espancada por uma companheira, dá nervoso ver a punição que Rachel agüenta. Ela sofre muito mais do que deveria. Pra completar, seu marido aliena o filho dizendo sobre como a mãe é uma mulher sem coração, enquanto a substitui como amante.
Optando por apenas se inspirar na história, o diretor e roteirista toma certas liberdades que engrandecem o filme. O caso é mostrado com muita clareza, e a punição que a repórter leva vai até o limite do possível. Da mesma forma, não temos um “vilão” no filme. O promotor está apenas fazendo seu trabalho. No final, quem está certo e quem está errado?
Uma pena que este filme não teve vez no mercado de cinema do Brasil, mas não ter sido lançado nem ao menos em DVD é uma vergonha. Quem tiver acesso a uma locadora com DVDs importados pode ter a sorte de encontrar esse filme. Faces da verdade é um filme forte que levanta interessantes questões políticas para qualquer país que se considera democrático.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...