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terça-feira, 4 de junho de 2013

NA ESTRADA - ON THE ROAD


NOTA: 5.
- As únicas pessoas pra mim são as loucas. Loucas para viver, loucas para falar, loucas para serem salvas, desejosas de tudo ao mesmo tempo.

Este filme é baseado em um livro muito celebrado mundialmente. Reconheço que ainda não tive o prazer de ler o livro, mas vendo o filme me pergunto o quanto de história ele realmente tem para contar. O herói de Jack Kerouac, Sal Paradise (que é o próprio Kerouac), não parece ser mais que uma simples companhia para o carismático ladrão de carros Dean Moriarty, com quem se junta e parte para uma viagem de carro que cruza diferentes lugares dos EUA e do México.
Parece que o grande motivo da viagem é experimentar diversos tipos de drogas. E no caminho das drogas, seguem também muita bebida, mulheres e jazz. A desculpa de Dean (Garrett Hedlund) para a viagem, é procurar seu pai, mas o que realmente parece é que ele simplesmente curte muito todo o resto para parecer realmente preocupado em achar o pai. Dean é um sujeito com tanto carisma, que foi capaz de inspirar toda uma geração que leu o livro.
A escolha do diretor brasileiro Walter Salles parece acertada, já que não é a primeira que acompanha jovens em uma jornada atrás de auto-conhecimento. Não faz tanto tempo atrás, Hollywood pode acompanhar a jornada de Che Guevara pela América do Sul em Diários de Motocilceta. Agora, acompanhamos como Sal Paradise/Jack Kerouac (Sam Riley) foi moldado a ser o que é depois de viajar com Dean. Não é a toa que o filme encontra seu final quando Sal senta em sua máquina de escrever e digita "Eu conheci Dean..."
E Dean é um jovem que atrai a atenção de Sal. Como disse, apesar de dizer que está a procura do pai, tudo parece apenas uma desculpa. Seu verdadeiro interesse parece mais ficar dentro de um carro atrás de garotas e drogas. A própria mulher de Kerouac é interpretada no filme por Kirsten Dunst logo após que teve um filho com Dean. Nesta cena, ela lhe pergunta se ele sabe o quanto ela sacrificou por ele. Dean não sabe. Ou se sabe, não parece se importar com nada além dele mesmo. Apesar de atrair admiração de seus colegas, ele não é exatamente o que se pode chamar de amigo.
A viagem que eles realizam é até interessante, mas não o suficiente para prender a atenção da plateia por tanto tempo. Pelo menos não prendeu a minha atenção. A verdade, é que conseguem tanta excitação quanto uma dupla de amigos que não tem dinheiro nenhum consegue ter. O que não é realmente muita coisa. Assim como o filme acaba não oferecendo tanta diversão também. Apesar de talentoso, Salles não colocou no filme o suficiente para contar uma história como essa. Nem mesmo se aventura para mostrar os "loucos". E mesmo Dean não parece o louco que deveria ser e apenas realiza suas idas e vindas para dar andamento à história.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

PREDADORES


NOTA: 4.
- Eles podem ouvir vocês. Cheirar vocês. Eles podem ver vocês.

Eventualmente, todo diretor vira produtor de filmes. Não apenas dos filmes que dirige, mas de outros filmes também. O que geralmente acontece, é que geralmente os filmes são inferiores aos que eles dirigem. Vejamos Spielberg, por exemplo, ele é um ótimo diretor capaz de fazer filmes espetaculares, mas produz filmes como Transformers. O que acontece quando o diretor que produz já é de segundo escalão? O resultado está aqui. A começar pela escolha do diretor. Robert Rodriguez escolheu Nimród Antal por ter gostado do resultado do filme Temos vagas.
Este é um dos filmes de ação mais despreocupados em criar uma história decente. Não há sequer uma tentativa de criar alguma coisa. Pela primeira vez eu vejo um filme em que os heróis do filme caem do céu. Literalmente. Eles caem e tentam abrir o pára-quedas que sequer deveriam saber que tem. E um pára-quedas que tem um mecanismo que demora a liberá-lo para dar mais dramaticidade para a cena.
A última coisa que eles lembram é de um clarão, então acordam em queda livre. Então junta-se um selvagem grupo de matadores: um mercenário (Adrien Brody), um soldado israelense (Alice Braga, pra ser a única mulher no filme e alimentar o interesse romântico obrigatório), um traficante colombiano (Danny Trejo), um médico (Topher Grace) e outros. Eles descobrem que estão em um planeta diferente e através das suposições mais ridículas também descobrem que são presas numa espécie de zona de caça. Assim como o mercenário descobre um monte de coisas sobre seus atacantes apesar de ser melhor pro filme que ele não descobrisse nada.
O mais interessante, é que apesar de estarem em outro planeta, eles não são afetados de forma alguma. A gravidade é a mesma, eles respiram o ar normalmente assim como podem beber a água. A única diferença estão nos habitantes do planeta. Que são os tais predadores e seus bichos de estimação que os ajudam na caça.
Quando o "Governador do Futuro" enfrentou esse alienígena, ele estava na selva aqui na terra e o bicho veio para caçar todo o seu pelotão. Um por um. Agora, eles ampliaram o termo "globalização", e exportam suas vítimas para um planeta estranho. Como fazem isso? Eu não sei e nem você vai saber assistindo. E o mais interessante sobre esse outro planeta: em um determinado momento, o mercenário observa que o sol não se movia de posição. Fica parado, mas ainda assim, o filme termina de noite. Acho que o sol provavelmente se apaga quando chega a hora certa.
Adrien Brody é um excelente ator mas que deve sofrer com a falta de bons roteiros. Só assim pra explicar seu nome nesse filme, assim como a aparição relâmpago de Laurence Fishburne. E Alice Braga ainda está devendo um papel que preste por lá.
Não vou nem comentar os Aliens vs. Predador, que considero menos emocionante que Godzilla vs. Mothra, mas neste filme falta o clima de suspense que havia no primeiro. De repente assim poderia se tornar pelo menos mais interessante. E no final, teve uma surpresa tão desnecessária que não me deixou surpreso. E olha que não esperava nada desse filme.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

CINTURÃO VERMELHO – REDBELT


NOTA: 7,5.

Mike tem uma academia de Jiu-Jitsu onde ele ensina não somente a arte da luta, mas suas filosofias. Casado com uma brasileira dona de loja de roupas, ele acumula dívidas e é obrigado por sua mulher a pedir empréstimo ao irmão dela. No bar, acaba salvando um ator de ação de Hollywood de uma briga. Em agradecimento, o ator leva o professor para o mundo de podridão que o cerca.

David Mamet declara seu amor pelo Jiu-Jitsu nesse filme onde o professor é iterpretado muito bem por Chiwetel Ejiofor, que já havia aparecido em filmes como “O Gangster” entre outros. Ele não é apenas um professor, é um guerreiro que tenta se manter íntegro, mesmo estando cercado por um mundo podre. Para contrastar melhor entre o guerreiro que tenta se manter puro e o mundo a sua volta, Mamet se vale de estereótipos e todos os personagens mostrados, com exceção das pessoas da academia, são podres, incluindo o brasileiro Rodrigo Santoro, o que acaba diluindo um pouco a força do filme.

Ainda assim, é ótimo acompanhar a luta pela redenção espiritual de Mike pelo mundo sombrio dos campeonatos. Mike é empurrado para esse mundo do qual não quer participar (competição enfraquece o guerreiro) onde ele tem que lutar (não apenas fisicamente) para sair inteiro. Tanto fisicamente quanto espiritualmente. Não espere longas lutas muito bem coreografadas ao estilo MATRIX e assista a um ótimo filme.

Destaque para a presença de Alice Braga no papel da esposa que continua construindo sua carreira em Hollywood. Destaque negativo para Tim Allen, totalmente deslocado como um ator de ação. Nada que estrague o filme.
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