segunda-feira, 29 de março de 2010

UM SONHO POSSÍVEL (THE BLIND SIDE)


NOTA: 7.
- Quem diria que teríamos um filho negro antes de conhecer uma democrata.

Esse é mais um daqueles filmes que chegam com meses de atraso entre o o seu lançamento nos EUA, e boa parte do mundo, e seu lançamento no Brasil. Não que seja um filme imperdível. Sua indicação ao Oscar foi certamente exagerada, mas também foram exageradas as indicações de pelo menos outros 3 filmes. De qualquer forma, aqui temos uma história de esperança e redenção, tema cada vez menos recorrente na Hollywood cínica de hoje.
Acompanhamos a história de um garoto, Michael Oher, que não tem sequer onde dormir, mas que ganha uma bolsa em uma escola privada, escola onde estudam os filhos da socialite Leigh Anne, Sandra Bullock (oscarizada por esse papel). Um dia, percebendo que o garoto não tem onde dormir, ela o leva para sua casa para passar uma noite. Logo ela percebe que essa noite vai virar um projeto que transformará os dois.
Michael não é o melhor dos alunos. Suas nota são baixas para qualquer padrão, mas fica difícil saber quanto é sua culpa e quanto da culpa cabe aos professores em lhe explicar a matéria. De qualquer forma, ele é abençoado com um corpo forte e ágil o suficiente para bloquear qualquer pessoa que queira chegar perto de seu quaterback (o jogador que lança as bolas, para quem não sabe). Vantagem que não pode deixar de ser aproveitada. A única dificuldade é que proporcionalmente ao seu tamanho é a vontade de Michael de não machucar ninguém.
Claro que toda a família se abre para Michael dentro da casa. E ele, uma pessoa tão fechada, consegue se abrir quando percebe que eles estarão ali para ele. Não importa o que aconteça. Eles são uma família, certo? O que para alguns parece óbvio, não é assim tão fácil para quem nunca teve uma. Ainda que seja uma espécie de caridade seletiva (só há uma pessoa beneficiada nesse filme), ainda é melhor salvar uma vida que nenhuma. Um amigo de Michael não tem a mesma sorte.
O filme é piegas, mas a história toda é. O diretor, e roteirista, John Lee hancock, só perde a mão em alguns diálogos do filme. Principalmente quando seus personagens disparam frases para emocionar a platéia, mas nada que atrapalhe muito o filme. E ele sempre mantém o ritmo do filme. Apesar da calma de Michael, ele sempre divide as cenas com Leigh Anne ou seu filho S. J., que são sempre agitados e acelerados.
Falar de qualquer outro ator nesse filme que não seja Bullock, chega a ser meio desnecessário. Esse filme é dela do início ao fim. Claro que há o marido (o cantor Tim McGraw) e os filhos, mas todos sabem quando dar o espaço para ela brilhar. Ela é praticamente uma força da natureza, sempre atarefada e fazendo mil coisas ao mesmo tempo. Podem dizer que aproveitaram o filme para dar um prêmio para ela. Ela pode até não ter outra indicação, mas com certeza não vi outra interpretação em 2009 que a ofuscasse.
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